
UFO
No Heavy Petting
1976
"Cada Albúm uma Obra, cada Música uma Arte!"
Porque música é gosto e estilo, o importante é ouvir!
Trazendo sempre um álbum por impulso ou que esteja ouvindo no momento, gostaria de compartilhar esse da banda inglesa UFO. O mais puro Hard Rock pós Led Zeppelin e Deep Purple.
Breve história da banda desde suas origens, passando pelo auge com o guitarrista Michael Schenker nos anos 70, experimentando novos ares no estilo "AOR" dos anos 80 e a volta mais Hard Rock na década de 90. Em 1968, um jovem Phil Mogg (vocais), fã de blues, conheceu três jovens de Southgate, norte da Inglaterra, membros de um grupo, batizado de Acid (antes chamado The Good The Bad The Ugly, The Boyfriends e Hocus Pocus). Eles eram Pete Way (baixo, vocais), Mick Bolton (guitarra) e Colin Turner (bateria), que assumiu o lugar de Tic Torrazo (bateria), o qual foi demitido em seguida.
Mogg se apresentou ao Acid, e mais uma mudança de nome, agora homenageando um dos mais importantes clubes londrinos da história, colocando então o pomposo nome de UFO. Nos primeiros ensaios, surge o nome do técnico em eletrônica da banda, Andy Parker, que as vezes, enquanto arrumava caixas de som e pedais, dava uma canja tocando bateria. O técnico foi então recrutado no posto de baterista. Estava pronta a primeira grande formação do UFO. que logo conquistou um fã, Noel Moore, que os levou a assinar um contrato com o pequeno selo Beacon Records.
O selo disponibilizou um contrato de 400 libras, investidas no agendamento de seis noites em um estúdio de última categoria na cidade de Rickmansworth, tendo na produção Guy Fletcher e Doug Flett. Assim surge a estreia do quarteto. Gravam dois discos numa pegada mais "Space Rock", UFO I e Flying One Hous Space Rock, antes da entrada de Michael Schenker, vindo do Scorpions para tocar no espetacular álbum Phenomenon.
No Heavy Petting é o terceiro disco com Michael Schenker, o alemão é um guitarrista inovador, tira um som poderoso da "guita", muito criativo, rápido e solos melodiosos quando a música exige, uma sensibilidade impressionante. A cozinha da banda com Andy Parker na bateria e Pete Way no baixo é surreal, cada vez mais entrosados a sonoridade é pulsante, impossível não se mexer. A voz de Phill Moog é outro espetáculo, podendo ser rasgada ou suavemente limpa com a mesma qualidade. Esse não é o disco mais popular da banda, mas a energia desse álbum é contagiante, meu predileto, todos os ingredientes do hard rock estão expressamente apresentados aqui. Baixo e bateria compasados segurando tudo numa sonoridade pesada para os solos rasgados e criativos de Schenker. Phill Moog é um espetáculo à parte nos vocais, tanto no peso como na voz limpa. Faixas como Natural Thing, Can You Roll Her, Reasons Love e Highway Lady são escolas do Hard Rock. A faixa A Fool In Love é a entrada do AOR que viria com força no final dos anos setenta e início dos oitenta. E o mais interessante dessa banda é que eles fazem músicas lentas impressionantes e bem costruídas, dedilhados e melodias prazerosas como as faixas I'm a Loser, Belladonna e Martian Landscape. Quero dar um destaque para a música On With The Action, performance digna de um Blues/Rock.
Não à toa esses caras foram posteriormente grande influência para bandas como Iron Maiden, Metallica e Motorhead, como muitas outras bandas de "Heavy Metal".
Ficha Técnica
Estilo Referência – Hard Rock
Músicos:
Pete Way - Baixo
Andy Parker - Bateria
Phill Moog - Vocal
Micheal Schenker – Guitarra
Faixas:
1. Natural Things
2. I'm a Looser
3. Can You Roll Her
4. Belladonna
5. Reasons Love
6. Highway Lady
7. One with the Action
8. A Fool In Love
9. Martian Landscape
Bonus Relançamento:
10. All or Nothing
11. French Kisses
12. Have You Seen Me Lately Joan
13. Do It If You Can
14. All the Strings
Lançamento 1976 – Chrysalis Records
Relançamento 2002 – Spitfire Records
Relançamento 2007 – EMI
Produção – Leo Lyons
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