Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Cultura Indígena: O Rio Fala com o Homem


"Enfim te descobrimos. Foi preciso 
que as águas mais azuis apodrecessem, 
que os pássaros parassem de cantar, 
que peixes fabulários se extinguissem, 
e tua pele verde fosse aberta 
pelas garras de todas as ganâncias"
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A devastação e extração das nossas Florestas, e o 'estupro' de nós, os brasileiros submissos... Até quando ???

O Rio fala com o homem. O Rio diz o que o homem deve fazer. Sucede que a floresta não pode dizer. A floresta não anda. A selva fica onde está. Fica a mercê do homem. Por isso é que há quatro séculos o homem vem fazendo da floresta o que bem quer, sempre que pode. Com ela e com tudo o que vive nela, o que vive dela, dentro dela. A floresta entrega o que tem, nem sempre submissa. São séculos de doação do que a floresta amazônica tem de bom para a vida do homem da região e das mais afastadas partes da terra. Sobretudo para os homens da Europa e dos Estados Unidos, que são, ao longo da trágica história da exploração dos recursos naturais da Amazônia, os que melhor fruíram e mais se enriqueceram com as dádivas - dádivas arrancadas - da nossa floresta.

Quando "proteção ambiental" será pauta de todos nós ??

Em que momento proteger os indígenas (guardiões das florestas) será uma luta de todos nós ??

Derrubar nossas florestas e sacrificar os animais para explorarem "terras raras" ??


São trezentos e cinquenta milhões de hectares, são setenta bilhões de metros cúbicos de madeira em pé. Um terço da reserva mundial de florestas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o IBAMA - cujas publicações foram infelizmente intemrrompidas por alguns governos - nos revelaram que só no ano de 1972 foram extraídos da floresta amazônica 3,29 milhões de metros cúbicos de madeira roliça para utilização pelas indústrias de serraria, compensado e laminação ou exportação em toras.

O capitalismo cego, injusto e covarde só enriquece os gananciosos e insaciáveis "donos do mundo" .

A natureza (Grande Espírito) sempre estará no controle !! 

O que aprendemos com o vírus da Covid 19 ??

Onde, como no Gênesis, flutuava a cara de Deus, hoje é a esperança que paira sobre a face das águas do meu rio. Que ainda paira. Apesar de tudo. Apesar da destruição, do saque de suas riquezas, do florestamento impiedoso, da fauna ameaçada e sobretudo do desamparo do homem ribeirinho e indígena - a esperança amazônica resiste. O coração do homem não se cansa. Se, de tão malferida, a floresta um dia se cansa, este o nosso grande temor. Temor, quem sabe um tremor, que não seja apenas um arrepio, um arrepio de febre terçã, começa a percorrer o corpo tão magoado desta nação. E a alma jovem do país se ergue, espanto indignado, para aprender a soletrar os fonemas verdes da floresta ameaçada.


Educação Ambiental

Entendido como “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Considerada educação ambiental como parte inseparável da educação, devendo estar inserida de forma permanente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, seja formal - desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições públicas e privadas, ou não-formal - ações práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.


A Política Nacional de Educação Ambiental, fornecendo as linhas de ação e as formas de executá-las, tendo o mérito de reconhecer, na esfera legislativa, a importância de inserir a questão ambiental dentro da educação como estratégia de promoção do desenvolvimento sustentável no Brasil.

Um dos principais objetivos da Educação Ambiental consiste em permitir que o ser humano compreenda a natureza complexa do meio ambiente resultante de suas interações, levando-o a promover uma ação reflexiva e prudente dos recursos naturais, satisfazendo as necessidades da humanidade. A Educação Ambiental deve, assim, favorecer uma participação responsável nas decisões da melhoria da qualidade do meio natural, social e cultural.

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