A história artística de Eric Clapton por dez álbuns preferidos.
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| O começo com os The Yardbirds, 1964. |
Eric passou seus primeiros anos na música tocando nas ruas de Richmond e Kingston, e também começou a frequentar Londres e o West End. No início de 1963, aos 17 anos, Eric entrou para sua primeira banda, The Roosters. Após o fim da banda em agosto de 1963, ele passou um mês na banda pop Casey Jones and The Engineers. Antes de se dedicar à música em tempo integral, ele se sustentou como operário em canteiros de obras, trabalhando ao lado de seu avô, um mestre pedreiro e gesseiro.
Em outubro de 1963, Keith Relf e Paul Samwell-Smith o recrutaram para integrar os Yardbirds, pois Clapton era o guitarrista mais comentado no circuito de pubs de R&B. Durante seus 18 meses com os Yardbirds, ele ganhou o apelido de Slowhand (Mão Lenta) e gravou seus primeiros álbuns: Five Live Yardbirds & Sonny Boy Williamson e For Your Love. A banda também gravou o single "Good Morning Little Schoolgirl". Mas Eric não havia abandonado sua profunda pesquisa sobre o blues. Quando os Yardbirds começaram a se direcionar para um som mais comercial com o single "For Your Love", ele saiu da banda. Seu interesse na música era o blues.
Em abril de 1965, John Mayall convidou Eric para se juntar à sua banda, John Mayall's Bluesbreakers. Com esse grupo, Clapton consolidou sua reputação como guitarrista e ganhou uma homenagem escrito num muro de Londres: "Clapton Is God". O apelido surgiu de um grafite de um admirador na parede da estação de metrô Islington, em Londres, que proclamava ousadamente: "Clapton é Deus". A passagem de Eric pela banda foi turbulenta e ele chegou a sair por um tempo para fazer uma turnê pela Grécia com outros amigos músicos. Ao retornar, Eric voltou para os Bluesbreakers. Foi durante esse período que o clássico álbum: "Blues Breakers With Eric Clapton" foi gravado. Enquanto estava com os Bluesbreakers, Eric também gravou uma sessão única de quatro canais com uma banda chamada "The Powerhouse", músicos de estúdio que incluía o futuro multi-instrumentista do Led Zeppelin, John Paul Jones, mais o tecladista Steve Winwood e o baixista Jack Bruce.
Após deixar os Bluesbreakers pela segunda e última vez em julho de 1966, Eric Clapton juntou-se ao próprio Jack Bruce, que também era compositor e vocalista, junto ao baterista Ginger Baker para formarem o famoso power trio de blues-rock: CREAM. Extensas turnês pelos EUA e três álbuns de sucesso — Fresh Cream, Disraeli Gears e Wheels of Fire — trouxeram à banda aclamação mundial. Enquanto membro do Cream, ele consolidou sua reputação como o principal guitarrista do rock e alcançou o status de superestrela. Jimi Hendrix só aceitou a proposta do seu empresário de ir montar sua banda na inglaterra com a condição de poder conhecer seu preferido e admirado guitarrista, 'Eric Clapton'.
Embora o Cream tenha existido por apenas dois anos, é considerado um dos grupos de rock mais influentes da era moderna. Clapton era único porque não se limitava a replicar os riffs de blues que ouvia em gravações. Ele incorporava a emoção das performances originais ao seu próprio estilo, expandindo assim o vocabulário da guitarra blues. O Cream se desfez sob o peso dos egos dos membros e das constantes brigas. A banda se separou após duas apresentações finais no Royal Albert Hall, em Londres, em 26 de novembro de 1968.
Após o fim do Cream, Clapton e Ginger Baker convidam o compositor e tecladista, Steve Winwood, que estava com enorme reputação com a banda Traffic, e o baixista Rick Grech, do Family, para formarem o Blind Faith – o primeiro chamado “supergrupo” do rock.
A ideia do projeto surgiu em 1969, quando Eric Clapton e Steve Winwood começaram a fazer jams informais. Clapton queria emular na inglaterra a sonoridade da banda canadense, The Band, que havia tocado junto a Bob Dylan. Para isso, ele achava que seria preciso uma "fé cega" por parte de todos para que o projeto desse certo, o que acabou batizando o nome do grupo. A primeira apresentação pública do grupo ocorreu em 7 de junho de 1969, no Hyde Park, em Londres. O show foi um marco, atraindo cerca de 100.000 pessoas. No entanto, a banda sentiu que estava despreparada e que faltavam ensaios, gerando tensões internas desde o início.
O projeto Blind Faith se dissolveu logo após a gravação do aguardadíssimo álbum de estréia, que trouxe faixas históricas e tocadas até hoje como: Can't Find My Way Home e Presence of the Lord. A desastrosa turnê estadunidense, fez com que Eric tentasse se esconder de uma crescente "fama desgovernada", fazendo turnês como mero músico de apoio de uma dupla de compositores chamada: Delaney & Bonnie and Friends. Nessa banda, Eric foi incentivado por Delaney Bramlett a cantar e a compor mais. Um álbum ao vivo dessa turnê com Delaney & Bonnie foi lançado em 1970.
Acompanhado pelos músicos da Delaney & Bonnie, Eric grava o seu álbum solo de estreia autointitulado: 'Clapton', que foi lançado no início do mesmo ano. Principalmente trazendo elementos de blues e rock, as camadas de gospel, r&b, country e pop estavam por todo o disco, e o elemento pop do álbum está bem presente. O álbum alcançou o 13º lugar na Billboard.

No verão de 1970, Eric forma a banda 'Derek and the Dominos' com Jim Gordon (baterista), Carl Radle (baixista) e Bobby Whitlock (teclados), que faziam parte da banda de Delaney & Bonnie. Os Dominos gravaram o álbum seminal do rock, Layla and Other Assorted Love Songs. Um álbum conceitual, seu tema girava em torno do amor não correspondido de Clapton pela esposa de George Harrison, Patti Boyd. O álbum contou ainda com uma parceria fantástica de guitarristas entre Clapton e o guitarista da banda The Allman Brothers Band, Duane Allman, que tocou a maioria dos slide-guitar no disco, principalmente na icônica faixa "Layla". A banda se separaria após uma turnê estadunidense em uma tentativa fracassada de gravar um segundo álbum.
Duramente abalado pelo fim do The Dominos, pelo fracasso comercial do álbum Layla e por um amor não correspondido, Eric mergulhou em três anos de vício em heroína. Embora raramente saísse de sua propriedade em Surrey, ele enchia caixa após caixa com fitas cassete de músicas. Ele se livrou do vício e relançou sua carreira em janeiro de 1973 com dois shows no Rainbow Theatre de Londres, organizados por seu amigo, Pete Townshend (The Who). Os shows representaram a gravação de um álbum ao vivo e um ponto de virada em sua carreira. Eric havia se tornado um vocalista e compositor seguro de si, além de um virtuoso da guitarra.
“Eric havia se tornado um vocalista e compositor seguro de si, além de uma referência na guitarra"
Em 1974, ele ressurgiu com um novo estilo e sonoridade lançando o álbum '461 Ocean Boulevard', um álbum muito influenciado pela filosofia e sonoridade Reggae. Uma das músicas de maior sucesso da carreira de Clapton, I Shot The Sheriff, era uma reeleitura da canção de Bob Marley. Nessa época, vieram excelentes álbuns experimentais como: There's One In Every Crowd (1975), No Reason To Cry (1976), o incrível Slowhand (1977), que trouxe as primeiras parcerias com o compositor JJ Cale, e Backless (1978). Músicas consagradas saíram desses discos como: Swing Low Sweet Chariot, Lay Down Sally, Wonderful Tonight, Cocaine, Tulsa Time e Promisses.

Just One Night é um álbum duplo ao vivo lançado em 1980, que captura a energia vibrante de Eric Clapton e demonstra todo seu repertório dos álbuns lançados durante a década de setenta. Gravado no lendário Budokan Theatre em Tóquio, Japão, o disco celebra o auge da fase serena, blueseira e virtuosa do músico, destacando a parceria lendária com o guitarrista Albert Lee. O álbum foi registrado durante duas noites históricas: 3 e 4 de dezembro de 1979. Naquela época, Clapton estava excursionando para promover seu disco de estúdio Backless (1978) e encontrou no Japão uma recepção calorosa e um público que o adorava. Para esta turnê, Clapton montou uma banda muito afiada e versátil, que deu uma nova roupagem a sucessos antigos e tocou o seu repertório recente com muita fluidez e mostrou todo seu amadurecimento no Blues. A formação incluía Albert Lee na guitarra, teclado e vocais, que serviu como uma "segunda voz" instrumental perfeita para o estilo de Clapton, e Chris Stainton nos teclados, Henry Spinetti na bateria e Dave Markee no baixo.
A cada álbum após 461 Ocean Boulevard, Eric se reinventou musicalmente. Ao longo dos anos 70 e início dos anos 80, álbuns e turnês se sucederam ano após ano. Em 1985, Clapton conquistou um novo público após sua apresentação no concerto beneficente mundial Live Aid. Apresentações anuais no Royal Albert Hall e álbuns de sucesso como August, Journeyman e a caixa Crossroads o mantiveram em evidência. No final dos anos 80, ele iniciou uma segunda carreira como compositor de trilhas sonoras para filmes.
Sua carreira decolou e atingiu novos patamares com o lançamento do álbum Unplugged e o single vencedor do Grammy, "Tears In Heaven". Gravado em 16 de janeiro de 1992 no Bray Studios, o MTV Unplugged de Eric Clapton tornou-se o álbum ao vivo mais vendido da história (mais de 26 milhões de cópias). O show foi marcado por arranjos intimistas e pela emoção crua, em especial devido ao luto do cantor pela trágica morte de seu filho, Conor, o que inspirou a canção "Tears in Heaven".
A gravação consolidou o formato acústico como um fenômeno cultural global e rendeu três prêmios Grammy em 1993, incluindo Álbum do Ano. A apresentação ocorreu diante de uma pequena plateia em Windsor, Inglaterra. Ao invés de uma produção grandiosa, a ideia foi priorizar a vulnerabilidade e a crueza dos arranjos, que transformaram a sonoridade habitual do guitarrista. O repertório mesclou grandes sucessos da carreira do artista (como uma roupagem totalmente nova e acústica para "Layla"), porém muito arranjado nos clássicos do blues que o influenciaram sempre na carreira musical.
Em 1994, Eric retornou às suas raízes no blues com o lançamento de From The Cradle. Apesar de ter construído sua fama tocando blues e rock desde os anos 60 (com bandas como The Yardbirds, Cream e Derek and the Dominos), Clapton nunca havia gravado um álbum dedicado exclusivamente ao gênero. O disco foi gravado ao vivo em estúdio ao longo de apenas duas semanas, sem edições pesadas, para manter uma sonoridade crua e autêntica. São 16 faixas, o disco é composto inteiramente por covers e regravações. Clapton prestou tributo a lendas do blues que moldaram seu estilo de tocar guitarra, incluindo músicas de: Muddy Waters, Willie Dixon, Freddie King, Howlin' Wolf e Robert Johnson.
O álbum alcançou um feito histórico: foi o primeiro trabalho de Clapton a atingir o 1º lugar nas paradas de sucesso do Reino Unido. Nos Estados Unidos, o disco também chegou ao topo da Billboard 200, consolidando ainda mais o status de "Slowhand" como uma lenda viva da guitarra. O sucesso do projeto abriu portas para que Clapton gravasse outros álbuns de blues aclamados posteriormente, como o clássico Riding with the King (com B.B. King) em 2000.
Em 1997, com a incursão da música eletrônica e o lançamento de Retail Therapy, do TDF, Eric se apresentou como X-Sample na "banda" de estúdio TDF. Em 1998, ele lançou mais um álbum: Pilgrim, com influências de soul, seu primeiro álbum com material inédito em nove anos. Em 2000, ele continuou sua paixão pelo blues ao gravar um álbum com a lenda americana do blues, B.B. King. Riding With The King foi lançado em junho e, em apenas três semanas, recebendo o certificado de ouro.
One More Car, One More Rider, foi lançado em novembro de 2002, sendo mais um álbum duplo ao vivo. O álbum contém músicas apresentadas durante a turnê mundial de Clapton em 2001. As gravações deste álbum são de duas noites no Staples Center em Los Angeles, 18 e 19 de agosto de 2001. Acompanhando Clapton neste álbum estão o guitarrista Andy Fairweather-Low, o baterista Steve Gadd, o baixista Nathan East e os tecladistas Billy Preston, Greg Phillinganes e David Sancious (que também toca guitarra e ritmica). Alguns desses músicos já acompanham Clapton por décadas.
Clapton afirmou que esta seria sua última turnê mundial, tornando este álbum inicialmente mais valioso. No entanto, ele já fez várias turnês mundiais desde então. Uma versão deste álbum inclui a música "Will It Go Round in Circles", interpretada por Billy Preston, que interangiu fantasticamente dançando e trazendo o público ao delírio. Infelizmente, Preston faleceu poucos anos depois em 2006.
Logo após o lançamento de Riding With The King , Clapton voltou ao estúdio para gravar seu próximo projeto solo. Reptile foi lançado em março de 2001. No final de 2002, ele começou a gravar um novo álbum de estúdio. O trabalho continuou durante o verão de 2003 e material suficiente foi gravado para dois álbuns. Além do novo material solo, Eric gravou covers de músicas de Robert Johnson durante essas sessões. As músicas de Johnson foram compiladas e, em março de 2004, o álbum tributo de Eric, Me and Mr. Johnson, foi lançado. O material solo gravado durante essas sessões foi lançado em 2005 no álbum Back Home.
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| Cream: Bruce, Baker e Clapton, reunião em 2005. |
Em 2005, Eric, Ginger Baker e Jack Bruce revisitaram o passado ao reformarem o Cream para quatro shows de reunião em maio no Royal Albert Hall, em Londres. Seus shows de despedida haviam acontecido no mesmo local 37 anos antes, em novembro de 1968. Em outubro, o Cream realizou mais três shows no Madison Square Garden, em Nova York. Os shows de Londres foram lançados em CD e DVD, e posteriormente em Blu-ray e formatos digitais.
O próximo projeto de estúdio de Eric seria produzido por um dos arquitetos do "Som de Tulsa", JJ Cale. Eric admirava o trabalho de Cale há muito tempo, tendo gravado versões de "After Midnight", "Cocaine" e "Travelin' Light". O álbum logo se transformou em um trabalho colaborativo. The Road To Escondido foi lançado com aclamação da crítica em novembro de 2007. Em fevereiro do ano seguinte, ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo (Vocal ou Instrumental) na 50ª cerimônia anual de premiação em Los Angeles.
Em setembro de 2009, Eric lançou seu 19º álbum de estúdio, Clapton. "Run Back To Your Side", uma das faixas do álbum, recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Solo de Rock. Nos anos seguintes, lançou os álbuns solo Old Sock (2013), I Still Do (2016) e Happy Xmas (2018), uma colaboração ao vivo gravada com o grande jazzista Wynton Marsalis e o álbum "Eric Clapton and Friends", uma coletânea de canções em homenagem ao legado de J.J. Cale.
O álbum I Still Do, cujo título é uma homenagem a uma tia de Clapton que morreu há alguns anos – ela dizia para o artista que gostava dele como um menino. “And I still do” (“E eu ainda o faço”, em tradução livre), completou ela. Essa pequena história já demonstra o quão íntimo e pessoal é este trabalho para o guitarrista e é exatamente esse clima de descompromisso que as músicas passam para o ouvinte. Na lista das faixas ao longo do álbum, que traz covers de Robert Johnson, Bob Dylan, Skip James e Leroy Carr, J.J. Cale também é presença obrigatória.
O resultando em uma sorte de gêneros diferentes de estilos e vertentes que andam de mãos dadas, desde o blues texano até o country, passando pelo blues elétrico, pelo blues tradicional do Mississipi e pelo folk. Tudo aqui soa genuíno e sincero, tanto nas palavras quanto na guitarra. Nada é “inventado” no álbum, apenas o bom e velho blues pode ser ouvido e sentido aqui. Uma das composições próprias para esse disco, a impactante Spiral, tem esse clima das antigas por sua letra ter sido totalmente improvisada no momento da gravação, assim como os grandes blueseiros do início do século XX compunham.
A balada I Will Be There, conta com a participação de um músico que Clapton creditou como “Angelo Misterioso” – alcunha que George Harrison usou quando gravou como convidado com o Cream, na música Badge, nos anos 70. Ao contrário das especulações, Eric já declarou que George Harrison não participou do álbum e não revela (e nem nunca vai revelar) quem é o novo “Angelo Misterioso”.
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Blind Faith: Steve Winwood e Eric Clapton - Live From Madison Square Garden, 2009. |
Além disso, Eric participou de mais de 200 gravações e shows ao vivo com artistas que vão de Aretha Franklin a Zucchero. Sua primeira participação em uma gravação foi com Otis Spann, em maio de 1964. Sem dúvida, sua contribuição mais famosa é a participação na música "While My Guitar Gently Weeps", de George Harrison, em setembro de 1968. Mais recentemente, ele participou de "The Watcher", faixa do álbum Road To Utopia (2018) do Hawkwind. Eric também pode ser ouvido em gravações de Gary Brooker, Bob Dylan, Bob Geldof, Elton John, Carole King, Plastic Ono Band (com John Lennon e Yoko Ono), Stephen Stills, Sting, Roger Waters e muitos outros. Ele já foi convidado surpresa para shows de artistas como B.B. King, The Rolling Stones, Jimmie Vaughan, Prince, Tina Turner, Carlos Santana, Sheryl Crow, Willie Nelson, Luciano Pavarotti e Allman Brothers Band, entre outros.
Com mais de 50 anos de carreira, Eric já realizou mais de 3.000 concertos. Apresentou-se em 58 países, em seis continentes, para um público de mais de 2 bilhões de pessoas. Desde 1964, já se apresentou mais de 200 vezes no Royal Albert Hall, em Londres. Entre 1987 e 1996, manteve residências anuais no local, que atingiram o auge em 1991, com 24 noites apresentando cinco formações de banda diferentes, incluindo uma orquestra completa. Do outro lado do Atlântico, já subiu ao palco do Madison Square Garden mais de 50 vezes desde 1968.
Nos anos 2000, ele também colaborou no palco com os velhos amigos Steve Winwood e Jeff Beck em apresentações ao vivo limitadas. Ao completar 70 anos em 2015, Eric anunciou sua "aposentadoria" das longas turnês mundiais, mas enfatizou que continuaria gravando novas músicas e se apresentando em menor escala, pois seu amor por tocar não havia diminuído.
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| Show comemorativo de setetenta anos, 2015. |
Eric comemorou seu 70º aniversário com uma série de shows no Madison Square Garden e no Royal Albert Hall. Um dos shows em Londres foi lançado em formatos de áudio e vídeo como Slowhand at 70. Em 2016, ele se apresentou em algumas datas no Nippon Budokan, em Tóquio, lançadas em DVD/Blu-ray como Planes, Trains and Eric . Em 2017, ele realizou uma série de shows em Nova York, Los Angeles e Londres. A agenda de Eric para 2018 inclui shows na Alemanha, no Hyde Park, em Londres, para um público de 65.000 pessoas, e um retorno ao Madison Square Garden em outubro.
Ao longo de sua carreira, Eric recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos. O primeiro foi o de "Melhor Músico Internacional" na votação pop da Melody Maker. Ele ganhou 18 prêmios Grammy e um BAFTA por seu trabalho na trilha sonora de Edge of Darkness . É o único artista a ser incluído três vezes no Hall da Fama do Rock and Roll: como membro do The Yardbirds, do Cream e como artista solo. Eric também foi incluído no Hall da Fama dos Compositores. Em setembro de 2018, Eric foi homenageado com uma das primeiras estrelas na Calçada da Fama do Royal Albert Hall. Em 1994, a Rainha Elizabeth II nomeou Eric Oficial da Ordem do Império Britânico (OBE) em sua Lista de Honras de Ano Novo por sua "contribuição à vida britânica". Em 2004, ela o homenageou ainda mais, nomeando-o Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE).
Vida pessoal e algumas curiosidades.
Após vencer o vício em heroína no início dos anos 70, Eric o substituiu pelo alcoolismo. Durante o restante da década e até os anos 80, sua vida pessoal e profissional sofreram por causa do alcoolismo. Em janeiro de 1982, Eric ingressou no Centro de Tratamento de Dependência Química Hazelden. Ele teve uma recaída, mas entrou em reabilitação pela segunda vez alguns anos depois. Eric está sóbrio desde 1987, graças aos 12 passos dos Alcoólicos Anônimos. Por mais de trinta anos, Eric tem se dedicado a trabalhar com pessoas que sofrem de dependência química.
Em fevereiro de 1998, Eric anunciou a inauguração do Crossroads Centre, um centro de tratamento para dependentes químicos em Antígua, seguindo o modelo dos 12 passos. Um de seus princípios é oferecer tratamento subsidiado para algumas das pessoas mais pobres do Caribe, que não têm condições de arcar com os custos do tratamento por conta própria. Uma fundação foi criada para conceder bolsas de estudo a esses indivíduos. Para arrecadar fundos para a Crossroads Centre Foundation, Eric Clapton realizou uma série de festivais e leilões de guitarras. Em 24 de junho de 1999, Clapton leiloou 100 de suas guitarras, incluindo "Brownie" (a guitarra com a qual gravou "Layla"), na Christie's, em Nova York.
Em outubro de 2007, a autobiografia de Eric foi publicada. "Clapton - A Autobiografia" foi traduzida para doze idiomas e figurou nas listas de mais vendidos em todo o mundo. Um documentário impactante sobre sua vida, " Eric Clapton: Vida em 12 Bars", estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em setembro de 2017. Está disponível em DVD e Blu-ray, juntamente com uma trilha sonora.
Eric casou-se com Melia McEnery em 1º de janeiro de 2002. O casal tem três filhas: Julie Rose (nascida em junho de 2001), Ella Mae (nascida em janeiro de 2003) e Sophie (nascida em fevereiro de 2005). Ele também tem uma filha mais velha com Yvonne Kelly. Ruth (nascida em janeiro de 1985) é casada e tem dois filhos pequenos.
O filho de Eric, Conor (nascido em agosto de 1986), morreu em 20 de março de 1991, após cair acidentalmente da janela do apartamento de sua mãe, em Nova York. A mãe de Conor é Lori del Santo.
Eric casou-se com sua primeira esposa, Pattie Boyd Harrison, em 27 de março de 1979. Eles não tiveram filhos e se divorciaram em 1989.