Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Jeff Beck

Jeff Beck
Blow By Blow - 1975

Jeff Beck desde que apareceu na cena da invasão do Blues britânico na década de 60, se mostrou um guitarrista de destaque. Ele aparece em Londres ao lado de outros guitarristas que estavam se destacando também como Eric Clapton, Peter Green e Jimmy Page. Integrou os The Yardbirds entre 1965-1967 antes de formar seu próprio grupo - Jeff Beck Group - com os músicos Rod Stewart nos vocais, Ronnie Wood no baixo, Mick Waller na bateria e Nick Hopkins nos teclados. Com eles gravou dois discos clássicos de blues: “Truth” e "Beck-Ola". 

Em 1971-1972 faz uma reformulação da Jeff Beck Group com a entrada dos músicos Bobby Tench nos vocais, Clive Chaman no baixo, Max Middleton teclados e Cozy Powell na bateria, experimentam um som com características mais Soul Music e muito groove. Já em 1973 com o Blues/Rock dominando as gravadoras, decidi realizar um antigo sonho, formar um power trio pesado com o baixista e vocalista Tin Bogert e o baterista e vocalista Camine Appice, chamado "BBA", Beck, Bogert & Appice. Banda sensacional de sonoridade pesada!

Em 1974, porém, Beck estava fascinado com a sonoridade que estava se construindo entre a fusão do rock com o jazz, que ficou conhecido como Jazz Fusion. Outro guitarrista inglês, John McLauglhin, que tocou com Miles Davis e integrante depois da banda "fusion" Mahavishnu Orchestra foi um grande percursor do estilo. Ele monta então um quarteto para gravar seu novo disco no Air Studios, de propriedade de George Martin. Ao lado de Max Middleton nos teclados; Phil Chen no baixo e Richard Bailey na bateria, Beck viria a fazer história. O resultado foi “Blow by Blow”.

O disco começa com um funk-jazz chamado "You Know What I Mean", que é uma espécie de abre-alas da nova sonoridade do guitarrista, puro Swing! Na sequência, "She's a Woman" dos Beatles, versão instrumental maravilhosa com Beck usando o talk box simulando as letras de John Lennon e Paul McCartney. "Constipated Duck", Beck está utilizando o pedal wah-wah e já demonstra muitos efeitos e explora uma sonoridade peculiar da sua guitarra. O primeiro lado do vinil fecha com "Air Blower", composta pela banda, e "Scatterbrain", de Beck e Middleton. Nestas duas faixas emendadas uma na outra, o guitarrista exercita todo seu talento e exige uma performance visceral de toda banda. Destaque para o baterista Richard Bailey, que "esfola" a bateria com incríveis viradas em seu instrumento. No final de Scatterbrain temos até orquestra para dar uma sonoridade mais rebuscada na pauleira fusion do quarteto.

No lado dois do vinil, Jeff Beck nos brinda com "Cause We've Ended as Lovers", uma balada linda de Stevie Wonder. (Beck gravou um solo no disco Talking Book de Stevie). Toda a emoção e sensibilidade da música é revelada por Beck na sua guitarra sem perder a essência do autor. O Funk retorna em "Thelonious", uma homenagem ao jazzista Thelonious Monk, e Stevie Wonder faz participação tocando clavinete. Muito groove e swuing. Em seguida, emendada a Thelonious, vem um clássico de Beck tocado quase sempre em seu repertório,"Freeway Jam". O baixo de Phil Chen segura firme a base, enquanto o resto da banda troca flertes entre os instrumentos como numa jam session. E pra encerrar, o álbum fecha em altíssimo nível com "Diamond Dust", balada com lindos arranjos de cordas em contraponto à guitarra límpida de Jeff Beck. 
Orquestração e produção de George Martin. 

! O álbum Blow By Blow foi um divisor de águas no estilo de Jeff Beck !

Les Paul Oxblood Jeff Beck 1954
Na mente de muitos de seus colegas guitarristas, bem como de inúmeros fãs, Jeff Beck continua sendo um dos melhores músicos que já tocou o instrumento. De seu trabalho inicial com os Yardbirds ao seu trabalho com o Jeff Beck Group, Beck, Bogert & Appice, como músico de estúdio e ao longo de sua carreira solo, Jeff Beck foi um dos guitarristas mais influentes de todos os tempos. Um guitarrista de inovador, Beck era um mestre de gêneros que tocava rock, blues, hard rock e jazz fusion, e ajudou a popularizar o uso de feedback, pedais de fuzz e distorção, influenciando inúmeros músicos até hoje com seu estilo inimitável.

Epiphone Les Paul 1954 - Oxblood Jeff Beck
A Epiphone nos presenteia e tem o orgulho de apresentar a Jeff Beck Oxblood Les Paul 1954, uma recriação inspirada na Gibson Custom, uma das guitarras mais icônicas da história. A famosa Les Paul Oxblood de Jeff Beck foi imortalizada na capa de seu inovador álbum de 1975 ‘Blow by Blow’, disco que consolidou Jeff Beck no estilo jazz-fusion e na músca instrumental. Esse modelo Les Paul, réplica de 1954, estará disponível para todo mundo em revendedores autorizados da Epiphone, na Gibson Garage de Nashville e Londres, e pelo site.



domingo, 29 de junho de 2025

Arte nas Capas dos Discos

A história das capas de discos

' a arte que revolucionou o mundo da música '
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O início

O disco de vinil surgiu no final da década de 1940 como uma mídia de reprodução musical através de agulha da vitrola. Mas, a primeira capa de disco surgiu antes mesmo do próprio vinil, não existia o conceito de uma imagem como capa dos discos, apenas vinham informações sobre os artistas e as músicas, ou simplesmente as capas eram feitas de papel-cartão.

Mas, tudo isso mudou no ano de 1940 graças a Alex Steinweiss , designer gráfico norte americano, então diretor de arte da Columbia Records. Steinsweiss teve o insight de colorir e desenhar as capas de disco para torná-las mais atrativas, e por consequência, chamando a atenção do comprador. Apesar da ideia ter subido até a mesma “revolucionária” para a época, Steinweiss foi surpreendido pelo aval dos donos da gravadora para pô-la na prática. Então assim, Steinweiss pode criar o que é considerado a primeira arte de capa de disco da história.

A capa impressionou. Alex Steinweiss não foi só o primeiro a criar uma capa de disco, mas também por causa dessa e tantas outras posteriores, ele é tratado até hoje como um ícone do gênero. Pela primeira vez se via em uma capa de disco um gráfico bem trabalhado, cores vivas e uma bela tipografia. E depois disso o modo como os discos eram comercializados mudou completamente, como bem disse Steinnweiss.

Apesar da capacidade de ter recebido elogios, Steinweiss teve que fazer outros trabalhos para realmente mostrar que as artes nas capacidades impactavam positivamente nas vendas dos discos. Mas o reconhecimento já veio nos anos seguintes, ainda nos seus primeiros trabalhos, como aponta uma reportagem da Newsweek, ao afirmar que as vendas do disco Beethoven Eroica Symphony de Bruno Walter tiveram um aumento de 895% depois que as discos passaram a ser vendidas com a capa.

Depois que os indicadores de vendas e os jornais conseguiram confirmar que as capas influenciava positivamente no desempenho de venda dos discos, imediatamente as grandes gravadoras começaram investir no design gráfico. Além de Steinweiss, muitos designers começaram a pipocar ​​na cena, vários deles também muito respeitados até os dias de hoje como Jim Flora , Jim Amos e Rudolph de Harak .

Depois do pontapé inicial de Steinweiss, as inovações começaram a acontecer. As fotografias do artista/banda que antes ocupavam as capas dos discos, vieram a se unir às artes gráficas e coloridas criando, literalmente, uma capa mais bonita que a outra.

A Primeira Capa de Disco do Brasil

Os primeiros designers de capas de disco no Brasil só apareceram mais de dez anos depois da primeira criação de Alex Steinweiss. Em 1951, Paulo Brèves, o artista gráfico pioneiro do nosso país, desenhava a primeira capa de disco do Brasil para a Sinter, distribuidora da Capitol na época. A capa foi para a coletânea Carnaval em Long Playing, uma compilação de marchinhas feitas pelo estúdio para o carnaval daquele ano.


As Capas no Surgimento do Rock 'n' Roll

Com o aperfeiçoamento contínuo das capas de disco, a arte nas capas começava cada vez mais a expandir seus limites. Os artistas apareciam empunhando suas guitarras através de faixas coloridas, letras grafadas e outros tantos efeitos gráficos que podiam ser explorados.

Na década de 1950, com a chegada do estilo rock and roll, os jovens já eram considerados os maiores consumidores de discos. As capas dos discos então começaram a ser aperfeiçoadas para atingir tal público, quando buscavam ser “descoladas” e “estilosas” para seduzir os ouvidos da juventude.

Com o rock n' roll , os fãs passaram a querer comprar mais que a música. Os fãs queriam comprar o artista. A pose e a atitude do músico/banda passaram a ser mais atraentes que recortes coloridos. Os primeiros discos de rock n' roll passaram a vender a rebeldia do estilo musical em suas capas. As capas de disco evoluíram não apenas para vender o artista, mas também para vender a sua música.

A Liberdade dos Anos 60

A década de 1960 foi por si só revolucionária. E não poderia ter sido diferente para as capas dos discos lançados nessa mesma década. As capas de disco, mais do que nunca, passaram a ser tratadas como obras de arte. Formas abstratas, cartoons e fotografias de alta qualidade passaram a ser usadas para dar um ar mais moderno e bem trabalhado aos discos, além de artistas renomados passamem a ser convidados para criar capas de grandes lançamentos da época.

Mas, as capas dos discos tinham a missão de ilustrar algo que não podia ser visto, só sentido, que era a música . Então uma tendência que começou na década anterior, se firmou de vez nos anos 60, onde as artes passaram a focar não só no visual, mas na mensagem que a música passava. Se os anos 50 foi a década da rebeldia nas músicas, os anos 60 foi a década do psicodelismo e experimentações. E isso, é claro, se espelhou nas capas de discoteca.

A Consolidação nos Anos 70

O final dos anos 60 foi um momento muito importante para a consolidação das artes doa discos nos anos 70. O ano de 1967 foi um ano fantástico musicalmente falando. Discos icônicos e lendários foram lançados nesse ano em que muitas bandas imortais foram lançadas no seu auge. Rubber Soul e Sargent Peppers dos Beatles, Velvet Underground & Nico com a arte plástica da capa da "banana" de Andy Warhol, Stick Fingers dos Rolling Stones com a capa que vinha com zíper, as capas de Jimi Hendrix Experince, Bitches Brew de Miles Davis, entre tantas outras. 

Além da ascensão de uma liberdade artística e criativa, houve muitos avanços técnicos nesta década. Muitas agências de criação apareceram com novas tecnologias, e muitos artistas tiveram infinitas opções de efeitos e estilos que não puderam nem mesmo ser pensadas nas décadas anteriores. 

Mensagens também começaram a ser exploradas nas artes, a capa de Bitches Brew, por exemplo, de Miles Davis, foi um marco não só no jazz, mas na música. Considerado um dos artistas mais revolucionários do jazz e o precursor do jazz fusion, em virtude da veia política e crítica contida em seu som. Mati Klarwein foi o criador da icônica capa de Bitches Brew, ao fazer um retrato de uma dicotomia profunda e surrealista. A capa retrata a ideia de dia vs noite e luz vs escuridão em vários elementos como as diferenças nas expressões das personagens opostas, mas que mantém seus dedos entrelaçados uns nos da outra. Na capa, Klarwein queria sintetizar a vastidão do ser humano e o dualismo que mora em cada um de nós.


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A Fantasia e o Imaginário no Rock Progressivo

Com a chegada do chamado "rock progressivo" as capas começaram a ter conteúdos reflexivos e imaginários, dado que sua música expressava esse ambiente. Artistas como: Mati Klarwein, artista responsável por capas psicodélicas e marcantes do jazz-fusion e rock, como Bitches Brew de Miles Davis e Abraxas de Santana. Agência Hipgnosis, liderada por Storm Thorgerson e Aubrey Powell, que criaram capas surreais e icônicas como o prisma de The Dark Side of the Moon do Pink Floyd. O prisma atingido pelo feixe de luz reproduzindo uma aparência física e resultando nas cores do arco-íris, se tornou um sinônimo de inovação. O artista plástico Roger Dean que criou artes para albúns icônicos como Fragile da banda Yes, Brain Salad Surgery do Emerson, Lake and Palmer e Demons & Wizards do Uriah Heep, entre outros. No Brasil se destacam artistas como: Aldo Luiz, designer gráfico que assinou capas marcantes da MPB nos anos 70, incluindo trabalhos históricos para Tim Maia e Jorge Ben Jor; e Januário Garcia e Antonio Guerreiro, fotógrafos que consolidaram a estética visual e os retratos icônicos nos LPs da época de ouro da música brasileira.

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Roger Dean
'O artista e designer que expandiu as mentes humanas'


'traço e estilo próprio'
Conhecido por seu estilo único de pinturas de capas de álbuns, logotipos, fontes e designs arquitetônicos orgânicos. Ele nasceu em Kent, Inglaterra, e se formou no Royal College of Art com medalha de prata. 
Sua carreira começou quando ele ainda era estudante, projetando a cadeira Sea Urchin e os assentos Landscape para o Ronnie Scott's Jazz Club, em Londres. Enquanto trabalhava com a equipe de Ronnie Scott, Roger foi convidado a projetar e produzir uma capa de álbum para uma banda de rock que eles haviam contratado, chamada “Gun”.

Foi em 1971 que o primeiro álbum de Osibisa foi lançado, com a inesquecível imagem de um elefante alado pousando em um céu laranja e magenta, acima do qual o nome da banda era anunciado no que se tornaria a tipografia desenhada à mão, marca registrada de Rogers. A imagem fez enorme sucesso tanto como capa do álbum quanto como pôster.

Na época, ele também foi questionado se aceitaria outra encomenda, e o nome da banda era YES. Essa encomenda se tornou a capa do álbum 'Fragile' e foi o início de uma longa e frutífera colaboração entre a família do YES e Roger Dean.

As qualidades surreais e oníricas das pinturas de Rogers, combinadas com as aventuras musicais às vezes assombrosas, ocasionalmente triunfantes, mas sempre expansivas da música do YES, tornaram-se uma experiência única apreciada por milhões.

Além de seu trabalho como artista e designer, Roger Dean também foi cofundador das editoras Dragons' Dream e, cerca de um ano depois, Paper Tiger. Publicou mais de cem livros ilustrados com obras de artistas como Syd Mead, Alan Lee e Michael Kaluta.

Virgin Records, Psygnosis e Tetris exibiram orgulhosamente suas identidades visuais como logotipos de empresas, criados por Roger Dean. O trabalho de Rogers é instantaneamente reconhecível e influenciou a cultura popular em todo o mundo. Estima-se que mais de cem milhões de pessoas já possuíram uma obra de Dean em algum momento, seja como capa de álbum ou pôster. Seus designs também foram imitados em grafites e grandes filmes.
 
Uma seleção do trabalho de Roger está em várias coleções particulares e museus, incluindo o Museu V&A em Londres e o Museu MAK em Viena.

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sábado, 28 de junho de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Frank Zappa


Frank Zappa

Cheaper Than Cheep: 
Live Concert Film (1974)

Esse é o álbum/filme inédito de 1974, "Cheaper Than Cheep". Show filmado para a televisão e finalmente lançado 50 anos depois. Este concerto de duas horas revela a performance arrasadora de uma das melhores formações da banda de Zappa. Captura a nova formação da The Mothers Invention de 1974. Masters remasterizada diretamente das fitas originais de áudio e vídeo. Cuidadosamente restaurados!

Frank Zappa foi, sem dúvida, um dos mais influentes e independentes músicos do século XX. Compositor, guitarrista e produtor musical, foi mais do que criador de um estilo musical, ele influenciou toda uma geração de novos artistas. Sempre observador e crítico à cultura e sociedade norte americana, foi símbolo de liberdade de expressão e do pensamento crítico.

Após sua entrada na banda "The Mothers of the Invention" em 1966, conseguiu reunir músicos à altura do seu talento que foram fundamentais para a criação do rock orquestral e inovador no final dos anos 60. Até esse álbum ao vivo de 1974, foram muitas experimentações da banda como nos discos: "Freak Out!"; "We're Only In the for the Money"; "Uncle Meat"; "Hot Rats"; "The Grand Wazoo" e "Apostrophe", onde transitaram pelos mais variantes estilos e gêneros musicais.

Em Cheaper Than Cheep, 1974, Zappa apresenta uma sonoridade jazz-fusion, estilo elaborado pelo jazzista Miles Davis, e, que naquele período, chegava ao seu apogeu representado por bandas como Mahavishnu Orchestra,  Wheater Report e Return To Forever e músicos como Herbie Hancock, Billy Cobham e Carlos Santana faziam o supra sumo desse jazz-rock. Zappa reuniu a "Mothers Invention" novamente e montaram um repertório genial para essa turnê. A performance da banda foi incrível, os músicos pareciam estar em seus melhores momentos técnicos, sincronia fantástica da banda diante da complexidade das músicas. 

Difícil até destacar algum músico em especial, todos são de altíssimo nível. Chester Thompson e Ruth Underwood fazem uma combinação alucinante, milimétricas e pulsantes viradas de bateria e percussão. A base melodica da banda com o baixista Tom Fowler, o guitarrista Jeff Simmons e o tecladista, jazzista, George Duke é perfeita, Duke é genial. E um destaque para Napoleon Murphy Brock, um show à parte, além do timbre de voz da soul music e da performance de palco, correspondeu à altura da banda tocando saxofone tenor e flauta transversal.

Acho que o resultado foi um dos melhores álbuns da carreira de Frank Zappa!

Setlist do show:
Set 1:
1. "Cheaper Than Cheep" (0:31)
2. Cosmik Debris (9:22)
3. Band Introductions (1:33)
4. RDNZL (6:31)
5. Village Of The Sun (4:35)
6. Montana (6:29)
7. Duke Goes Out (3:53)
8. Inca Roads (10:05)
9. "Get Down Simmons" (3:15)
10. Penguin In Bondage (6:45)
11. T'Mershi Duween (1:49)
12. The Dog Breath Variations (1:42)
13. Uncle Meat (2:19)

Set 2:
1. How Could I Be Such A Fool (4:02)
2. I'm Not Satisfied (2:17)
3. Wowie Zowie (2:27)
4. I Don't Even Care (1:19)
5. Let's Make The Water Turn Black (4:33)
6. Dupree's Paradise Introduction (1:05)
7. Dupree's Paradise (8:19)
8. Oh No (1:36)
9. Son Of Orange County(5:34)
10. More Trouble Every Day (11:02
11. Apostrophe' (6:54)
12. Camarillo Brillo (5:53)

Músicos:
- Ruth Underwood / percussão
- Frank Zappa / guitarra, vocal
- Chester Thompson / bateria
- George Duke / teclado, vocal
- Jeff Simmons / guitarra, vocal
- Napoleon Murphy Brock / saxofone tenor, flauta, vocal
- Tom Fowler / baixo

Filme produzido por: Frank Zappa/Ahmet Zappa/Joe Travers
Lançamento 2025 - Zappa Records



Instituto Dom Phillips

Instituto Dom Phillips
"Permita-se encantar com nosso Instituto"

Dom e Bruno, presentes!!

Sobre o Instituto

Nascemos entre o luto por mais uma violência acontecida na Floresta Amazônica e o encantamento de Dom Phillips por seus povos e sua exuberância. O legado deságua num Movimento. Criamos, aqui e agora, um movimento de conexão, engajamento e educação que ecoa as vozes da floresta, seus povos e saberes ancestrais. Queremos contribuir para a construção de uma sociedade em que humanos sintam-se natureza, respeitem e estejam engajados na proteção de todas as formas de vida.

Primeiro Projeto

Amazônia Sua Linda!

Nosso primeiro projeto leva o nome da última legenda de foto usada por Dom em suas redes sociais e tem como objetivo promover um movimento educativo sobre a Amazônia, orientado pelo protagonismo de seus povos, inspirando reconexão e co-responsabilidade com a natureza da qual somos parte. Para isso, reuniremos conteúdos sobre a Amazônia, para a Amazônia, com Amazônidas e compartilharemos em uma plataforma digital acessível de amplo alcance.

A vida e luta de Dom Phillips


Amazônia: Jornada de descoberta

Sua primeira matéria publicada sobre a Amazônia foi em 2015 pelo The Washington Post, quando visitou uma grande mina no Pará e identificou os impactos ambientais, sociais e econômicos do empreendimento. A partir daí sua curiosidade e seu interesse sobre o bioma amazônico aumentaram e sua rede de contatos na floresta se ampliou.


Em 2018, Dom conhece Bruno em expedição ao Vale do Javari – que abriga uma das maiores concentrações de indígenas isolados do mundo. Na reportagem que surge dessa viagem, Dom deixa claro sua paixão pela floresta, como quando descreve meninos indígenas que haviam batido “em uma colmeia para afugentar as abelhas” e depois compartilhavam “seu favo de mel vermelho-ferrugem, pingando mel doce e selvagem”. Para ele, o encantamento era a chave para

Durante suas inúmeras viagens à Amazônia, Dom percebeu que os povos da floresta e os profissionais que atuavam para mantê-la protegida deveriam ter seu importante conhecimento divulgado para o mundo. Pensando nisso, começou a escrever em 2020, o livro “How to save the Amazon: Ask the people who know”” (em tradução livre, “Como salvar a Amazônia: pergunte a quem sabe”), motivo que o levou ao Vale do Javari em junho de 2022 a fim de entrevistar indígenas sobre suas medidas de proteção contra invasores e também comunidades ribeirinhas e de pescadores. 

Comunidade Ashaninka no Acre

Dom e Bruno estavam trabalhando quando foram assassinados, eram profissionais determinados e entenderam que, mesmo atuando em áreas diferentes, era muito importante unir forças pelo objetivo maior de proteger a floresta e todos que nela vivem.

É como se tivessem mexido diretamente com a gente, porque ele estava representando a nossa causa, a nossa história. Ele passou a ser família.

Francisco Piyãko, líder da comunidade Ashaninka, no Acre – um dos últimos locais de visita de Dom Phillips – em entrevista à BBC.



DiScOs InCrÍvEiS

OBRAS
INCRÍVEIS, HISTÓRICAS E PROVOCATIVAS

Clássicos da Música Popular Brasileira

- Milton Nascimento - Minas (1975)

- Elza Soares - Planeta Fome (2019)

- Maria Rita - Samba Meu (2007)

- Elza Soares - Elza Pede Passagem (1972)

- Joyce Moreno - Passarinho Urbano (1975)

- Álbum Coletivo - O Banquete dos Mendigos (1974)

- O Som Nosso de Cada Dia - Snegs (1974)

- Black Pantera - Continental (2026)

- Arnaldo Baptista - Loki? (1974)

- Zélia Duncan - Pelespírito (2021)


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Álbuns Clássicos pelo Mundo

- Focus - Focus III (1972)

- UFO - No Heavy Petting (1976)

























































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sexta-feira, 27 de junho de 2025

PROVOCAÇÃO HISTÓRICA: Como salvar a Amazônia?

PROVOCAÇÃO HISTÓRICA
''COMO SALVAR A AMAZÔNIA''

Entrevista emocionante com Alessandra Sampaio, esposa de Dom Phillips, que promove o lançamento póstumo do livro: "Como Salvar a Amazônia".

O legado dos heróis Dom Phillips e Bruno Pereira na luta pela preservação das nossas florestas. 

(Eles foram brutalmente assassinados por garimpeiros ilegais financiados por "donos" de terras que devastam a amazônia por interesses próprios) 


!! Conheça o Instituto Dom Phillips !!


"Criamos, aqui e agora, um movimento de conexão, engajamento e educação que ecoa as vozes da floresta, seus povos e saberes ancestrais. Queremos contribuir para a construção de uma sociedade em que humanos sintam-se natureza, respeitem e estejam engajados na proteção de todas as formas de vida".


quinta-feira, 26 de junho de 2025

🎥 Documentário - Escravidão no Brasil - Parte I

Cultura Africana
"A tentativa de apagamento de uma complexa e vasta Cultura"

Histórias de ampla Resistência

A série “Abolição” conta a história dos povos africanos que foram escravizados e trazidos ao nosso país em navios negreiros, trilhando uma trajetória de resistência e luta através de séculos em que foram cativos na América e no Brasil. 

São quatro episódios que mostram a escravização de africanos, com foco na difícil sobrevivência de pessoas e culturas submetidas a uma das maiores brutalidades realizadas na história da humanidade. O primeiro episódio da série apresenta o recorte da história do centro da África, que se inicia pouco antes da colonização europeia e culmina na escravização de milhões de pessoas, além da destruição de inúmeros reinos, povos e culturas. 

Não perca !!

Outros Episódios:


DiScOs InCrÍvEiS: The Derek Trucks Band

The Derek Trucks Band

Soul Serenade - 2003


A Banda

A Derek Trucks Band foi uma banda americana de blues rock fundada pelo jovem prodígio da slide guitar Derek Trucks, que começou a tocar guitarra e a fazer turnês com a elite do blues e do rock quando tinha apenas nove anos de idade.

Após experimentar na adolescência com músicos que conheceu entre turnês e sessões de gravação, Trucks fundou a Derek Trucks Band em 1994. Com laços familiares com a Allman Brothers Band, Trucks continuou a experimentar e tocar com outros músicos, montando cuidadosamente sua própria banda ao longo de vários anos. Liderada por Trucks e baseada em sua casa em Jacksonville, Flórida, a banda geralmente era composta por seis membros.

A banda se inspirou na grande variedade de influências e preferências musicais de seus integrantes. Juntos, eles conquistaram cada vez mais reconhecimento do público e da crítica por desenvolverem um som único. Combinando blues, southern rock, jazz, rhythm and blues, gospel, soul e funk com música clássica hindustani, afro-beat e world fusion, a banda lançou seis álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo e um DVD ao vivo. 

Os membros da banda combinaram seus talentos para interpretar peças de alguns dos músicos mais conceituados antes deles, enquanto, ao mesmo tempo, colaboravam na composição das músicas que gravaram. O som eclético da banda é uma maneira de Trucks explorar sua própria criatividade, além de seu papel como convidado e, eventualmente, membro permanente da The Allman Brothers Band.

O Álbum:

Soul Serenade é o quarto álbum de estúdio da banda The Derek Truks Band, lançado em 2003. Pode ser considerado o terceiro disco da banda, já que foi criado entre 1999/2000, antes do álbum "Joyful Noise", mas foi retido por questões legais, e, portanto, lançado posteriormente. O álbum
 dá continuidade à exploração da ambiguidade de gêneros. A recusa em se prenderem a um único gênero permite que a banda se expresse criativamente de várias maneiras. A complexidade de estilos cria um abiente livre de rótulos com criatividade e entrosamento fantástico entre os músicos.

Cinco das sete faixas são covers, incluindo "Rasta Man Chant", de Bob Marley, e o free-jazz clássico de Mongo Santamaria e John Coltrane, "Afro Blue". "Bock to Bock", do guitarrista de jazz Wes Montgomery, é uma peça de jazz bem estruturada, com excelente uníssono/harmonia entre Trucks e Burbridge na flauta. "Oriental Folk Song", de Wayne Shorter, e a original "Sierra Leone" (com Trucks no sarod) são deslumbrantes. A única música com letra é "Drown In My Own Tears", um visceral e digno blues carregado, interpretada por Gregg Allman (The Allman Brothers Band).

O guitarrista Derek Trucks é muito respeitado pelo chamado  "slide guitar", e nesse álbum ele traz elementos da música oriental e indiana em sua fantástica performance. Kofi Burbridge também se destaca e nos presenteia com arranjos "espirituais" de flauta. Puro transe! Yonrico Scott faz um trabalho de bateria sensacional na faixa "Elvin", talvez numa conexão transcedental em homenagem a um dos maiores bateristas de jazz da história, Elvin Jones.

A pegada do álbum é leve e descontraído, porém de extrema complexidade e consistência.

Ficha Técnica

Estilo Referência – Jazz, Blues/Rock e Ritmos Tradicionais

Músicos:
Todd Smallie - Baixo
Yonrico Scott - Bateria e Percussão
Bill Mckay - Hammond B3 Órgão, Piano e Teclado
Derek Trucks – Guitarra e Sarode
Kofi Burbridge - Flauta, Clavinete, Rhodes Piano, Piano Acústico e Teclado
Gregg Allman - Vocal em "Drown In My Own Tears"

Faixas:
1. Soul Serenade/Rasta Man Chant
2. Bock To Bock
3. Drown In My Own Tears (featuring Gregg Allman)
4. Afro Blue
5. Elvin
6. Oriental Folk Song
7. Sierra Leone

Lançamento 2003 – Columbia Records
Relançamento 2017 – Sony Music
Produção – John Snyder and Derek Trucks

terça-feira, 24 de junho de 2025

DiScOs ÍnCrIvEiS: Elza Soares

Elza Soares
Planeta Fome - 2019


🌈 Resenha do Álbum 🌈

Matéria da revista Vogue:


Depois do álbum "Deus é Mulher" de 2018, Elza Soares volta a surpreender com "Planeta Fome", que faz ponte com o início de sua carreira e sua sede constante inovação e acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais. É que quando perguntada de onde veio, no programa de Ary Barroso da Rádio Tupi, nos idos de 1953, Elza Soares, então em início de carreira, disparou: do mesmo que o seu, do "Planeta Fome". "Naquele primeiro momento, era sobre comida, mas eu descobri que essa fome continua em mim e com muito mais vigor e intensidade. Tenho fome de cultura, de saúde e de respeito", explica Elza.


No repertório de 12 faixas, misto de inéditas e regravações, ela passeia pelo soul MPB, reggae, rock e rap. Oras com mais batuque, oras mais eletrônico, o resultado funciona sem parecer uma miscelânea desconexa. Um pedido especial de Elza é que a guitarra estivesse bastante presente. "Gosto desse som rasgado. Gosto do barulho da guitarra."

Extremamente atual, o álbum fala dos problemas do presente da falta de memória do que já vivemos, ao mesmo tempo em que aponta possíveis caminhos de diálogo futuro. "O país está gripado, tadinho. Temos que dar um xaropinho para ele. Temos que cuidar do nosso povo. Precisamos lutar pelo Brasil". E que tipo de doença estamos vivendo? "Tudo tem me preocupado. A falta de saúde, de pudor, de cultura, de educação. Espero que esse álbum seja estudado nas escolas", emenda.

"Libertação (Eu não vou sucumbir)", faixa produzida pelo Baiana System, com letra de Russo Passapusso e participação de Virginia Rodrigues e da Orquestra Rumpilezz, abre o caminho para a jornada de maneira sublime e é uma das músicas mais interessantes do disco. "Compus a letra na Ilha de Itaparica há alguns anos e cheguei a gravar na minha voz, mas não gostei. É uma música sobre não abaixar a cabeça, sobre autoconfiança. É como se estivesse esperando a Elza para tomar forma", conta Russo Passapusso à Vogue. "Tenho certeza que será mais um clássico atemporal da música brasileira", acredita.

Capa do Álbum.

O teor político fica evidente faixa a faixa, letra por letra. Em "Não tem mais graça", ela canta: "A carne mais barata do mercado não tá mais de graça / O que não valia nada agora vale uma tonelada". "Ela nunca foi de graça. Sempre foi muito torturada", explica. Em sua única música autoral do disco, Elza canta a capela: "Venha cá, menino/ Não faça isso não/ Sei que é muito triste/ Não ter casa, não ter pão/ Não te leva a nada/ Destruir o seu irmão/ Você representa/ O futuro da nação". "É uma música linda. Fiz pois vejo essas brigas entre crianças se repetindo. É uma conversa com elas", conta.

Planeta Fome também é potente na ótima curadoria de colaborações como as de BNegão e Pedro Loureiro, que ajudam a dar conta das desigualdades nossos vários Brasis. "Foi um processo fácil e fluido. São canções apaixonantes de pessoas muito criativas. Isso tudo deu mais graça para o álbum", diz. E que mensagem ela quis passar com isso tudo? "Está toda contada no disco. E se alguém precisar ou tentar explicar estará contando a metade."

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LIBERTAÇÃO

Eu não vou sucumbir 
Eu não vou sucumbir 
Avisa na hora que tremer o chão 
Amiga, é agora, segura a minha mão
A minha jangada, foi pro mar 
Pra minha jogada arriscar 

Eu não vou sucumbir 
Eu não vou sucumbir 
Avisa na hora que tremer o chão 
Amigo, é agora, segura a minha mão 
Você largou, largou, largou 
Não tem solução 
Agô, agô, agô é libertação

Single - BaianaSystem & Virgínia Rodrigues 
Composição: Russo Passa Pusso 
Produção: BaianaSystem


Ficha Técnica:

1. Libertação (Russo Passapusso - Virgínia Rodrigues & Baiana System) 4:19
2. Menino (Elza Soares) 0:46
3. Brasis (Seu Jorge - Jovi Joviniano & Gabriel Moura) 4:42
4. Blá Blá Blá (André Gomes, BNegão - DJ Memê - Gabriel Contino) 3:46
5. Comportamento Geral (Gonzaguinha) 3:39
6. Tradição (Paulo Miklos & Sérgio Britto) 4:33
7. Lírio Rosa (Luciano Mello & Pedro Loureiro) 2:39
8. Não Tá Mais De Graça (Rafael Mike - C/ Rafael Mike) 3:12
9. País Do Sonho (Carlinhos Palhano & Chapinha Da Vela) 2:57
10. Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória (Gonzaguinha) 4:17
11. Virei O Jogo (Pedro Luís) 3:45
12. Não Recomendado (Caio Prado) 3:30

* "Não Recomendado" conteve incidentais de "Geni & O Zepelim" (Chico Buaque) & "Comida" (Arnaldo Antunes - Sérgio Britto e Marcelo Fromer).

Duração total: 42:10