Robert Cray e Hi Rhythm
Robert Cray se junta ao Hi Rhythm de Memphis para um álbum de supergrupo sem pretensões e com muita alma.
É fácil subestimar um músico como Robert Cray. Claro, quanto mais eu pensava nisso, mais percebia que era verdade. Tendências vêm e vão, as vendas de música disparam e caem, mas Cray vem produzindo música soul/R&B de qualidade consistentemente desde que chamou nossa atenção em meados dos anos 80.
É fácil subestimar um músico como Robert Cray. Claro, quanto mais eu pensava nisso, mais percebia que era verdade. Tendências vêm e vão, as vendas de música disparam e caem, mas Cray vem produzindo música soul/R&B de qualidade consistentemente desde que chamou nossa atenção em meados dos anos 80.
O maior intervalo de tempo que seus fãs já tiveram que esperar por um novo lançamento foi de dois anos, o que é bastante consistente para um cara na casa dos 60. Sua voz ainda não mostra nenhum sinal de desgaste e as músicas que ele escolhe compor e gravar nunca geram nenhum fracasso indesejado. Quando alguém comanda um barco com tanta maestria por tanto tempo, é realmente muito fácil não dar o devido valor a essa pessoa.
O mesmo pode ser dito dos músicos de estúdio de Memphis. Se o rock 'n' roll não nasceu estritamente em Memphis, certamente passou por um período de grande formação entre os veteranos da Beale Street. Aqueles grooves, aquelas batidas e aqueles sons encorpados de metais eram, em certa época, ousados o suficiente para deixar os pais de adolescentes nervosos. Obviamente, os tempos mudaram. O som característico de uma boa banda de apoio de Memphis se tornou mais um elemento da música americana que podemos facilmente considerar como garantido.
O mesmo pode ser dito dos músicos de estúdio de Memphis. Se o rock 'n' roll não nasceu estritamente em Memphis, certamente passou por um período de grande formação entre os veteranos da Beale Street. Aqueles grooves, aquelas batidas e aqueles sons encorpados de metais eram, em certa época, ousados o suficiente para deixar os pais de adolescentes nervosos. Obviamente, os tempos mudaram. O som característico de uma boa banda de apoio de Memphis se tornou mais um elemento da música americana que podemos facilmente considerar como garantido.
Apesar das mudanças culturais, os membros do Hi Rhythm continuam sendo um grupo confiável de mestres da batida, capazes de criar um groove poderoso num instante. Abandonando o nome usual da Robert Cray Band, o lendário guitarrista se uniu aos lendários músicos de estúdio para criar o álbum de título genérico Robert Cray & Hi Rhythm. Afinal, álbuns melhores já sofreram com nomes piores.
O baterista Steve Jordan, que anteriormente produziu o excelente álbum de Cray de 1999, Take Your Shoes Off, comanda as sessões de gravação de Hi Rhythm. Leroy Hodges grava o baixo, e Archie Turner se reveza com Charles Hodges no órgão Wurlitzer e no Fender Rhodes.
O baterista Steve Jordan, que anteriormente produziu o excelente álbum de Cray de 1999, Take Your Shoes Off, comanda as sessões de gravação de Hi Rhythm. Leroy Hodges grava o baixo, e Archie Turner se reveza com Charles Hodges no órgão Wurlitzer e no Fender Rhodes.
Linhas de trompete, trombone e saxofone são adicionadas à mixagem quando apropriado. Some a isso a voz comovente de Cray e o timbre de guitarra natural, e você terá uma ótima dose de conforto musical. Toque para alguém que não entende muito do assunto, e pode até passar por um disco do Al Green.
Como em todos os álbuns anteriores de Robert Cray, os créditos de composição parecem uma porta giratória. O próprio Cray escreveu apenas três músicas aqui, uma delas sendo a balada de ritmo moderado contra Donald Trump, “Just How Low” — “Se você quer construir um muro / Construa-o ao seu redor”. Suas outras duas composições originais, “The Way We Are” e “You Had My Heart”, são sutis e criam um abiente delicioso. A composição de Sir Mac Rice e Judd Phillips, “Honey Bad”, com Robert Cray cantando sobre uma mulher que não sabe cozinhar, não muito interessante, mas compensa isso em outras áreas.
O restante do álbum vai ficando cada vez mais maravilhoso. "Don't Steal My Love" vibra com um som de Stratocaster típico do Verão do Amor, e "I'm With You" elevando um doo-wop à moda antiga inclusive com os backings vocals. As três primeiras faixas, "The Same Love That Made Me Laugh", de Bill Withers, "You Must Believe in Yourself", de Charles Jerue, e "I Don't Care", de Sir Mack Rice, são faixas perfeitas de soul urbano que emocionam. Depois delas, "Aspen, Colorado", de Tony Joe White, possa passar despercebida, embora não passe. É uma balada sobre "Onde um jovem pode encontrar seu lugar?", composta por Tony Joe White, que usa com naturalidade letras que retratam o cotidiano, como "Recebi uma carta da minha mãe".
Quando fãs e críticos analisarem a carreira de Robert Cray em um futuro próximo, a qualidade consistentemente alta de seu trabalho pode fazer com que sua colaboração com o Hi Rhythm seja mais reconhecido. Mas esse é o risco que se corre quando se é uma força musical que foi subestimado por tanto tempo.
O restante do álbum vai ficando cada vez mais maravilhoso. "Don't Steal My Love" vibra com um som de Stratocaster típico do Verão do Amor, e "I'm With You" elevando um doo-wop à moda antiga inclusive com os backings vocals. As três primeiras faixas, "The Same Love That Made Me Laugh", de Bill Withers, "You Must Believe in Yourself", de Charles Jerue, e "I Don't Care", de Sir Mack Rice, são faixas perfeitas de soul urbano que emocionam. Depois delas, "Aspen, Colorado", de Tony Joe White, possa passar despercebida, embora não passe. É uma balada sobre "Onde um jovem pode encontrar seu lugar?", composta por Tony Joe White, que usa com naturalidade letras que retratam o cotidiano, como "Recebi uma carta da minha mãe".
Quando fãs e críticos analisarem a carreira de Robert Cray em um futuro próximo, a qualidade consistentemente alta de seu trabalho pode fazer com que sua colaboração com o Hi Rhythm seja mais reconhecido. Mas esse é o risco que se corre quando se é uma força musical que foi subestimado por tanto tempo.
O que é melhor, Some Rainy Morning ou Sweet Potato Pie? Time Will Tell ou Twenty?
Se suas respostas para essas perguntas forem algo como "Sei lá, cara, todos são bons!", então você não tem nada a perder com Robert Cray & Hi Rhythm.


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