
Billy Cobham
Considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos, Cobham é conhecido por sua técnica impecável, versatilidade e influência no Jazz Fusion, R&B e Funk. Tornou-se influência para inúmeros bateristas.
Pude constatar essa magnitude ao vivo em 2007 no show no sesc pinheiros em são paulo, um mago das baquetas! Percorrendo o mundo na turnê do álbum "Fruit From The Loom", Cobham trazia nesse álbum um repertório mais focado em ritmos latinos e caribenhos. Apoiado por uma banda sensacional o show foi impecável e emocionante. Muito agradável e carismático, ele autografou e atendeu a todos os presentes com muito carinho e descontração.
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Spectrum
- 1973 -
Em 1968 o tecladista Jan Hammer estava tocando com Sarah Vaughan. Por volta de 1970, Jan estava buscando novas aventuras no mundo da música, se mudou então para a nova Manhattan e lá travou contato intenso com a famosa cena Jazz novaiorquina. Fez amizade com o flautista Jeremy Steig, que estava em Colorado fazendo algumas jams e gravações com um guitarrista adolescente chamado Tommy Bolin. Jan Hammer ouviu os tapes e ficou impressionado com a sonoridade do rapaz. Hammer estava integrado nessa época com a banda Mahavishnu Orchestra, que tinha como baterista Billy Cobham.
Cobham por sua vez também conhecia o jovem guitarrista do colorado... Durante um festival, a então banda do baterista chamada Dreams, tinha tocado ao lado do Zephyr, grupo ao qual Bolin fazia parte.
Jeremy Steig então escalou os músicos para uma sessão no famoso estúdio de Jimi Hendrix, o Electric Ladyland Studio, em NYC no início de 1971. Tommy Bolin mesmo sem saber ler partituras, agradava os jazzistas, pois tinha excelente ouvido e sua habilidade e pagada para improvisar conquistou os músicos. As sessões de Jeremy Steig agradaram em cheio Jan Hammer, e principalmente Cobham, que “conversava” espontaneamente com Bolin através da música. Adiaram momentaneamente compor juntos naquele momento, pois Hammer e Cobham caíram na estrada com John McLaughilin e Cia. para cumprirem alguns compromissos da Mahavishnu Orchestra, mas deixaram o projeto engatilhado.
Jeremy Steig então escalou os músicos para uma sessão no famoso estúdio de Jimi Hendrix, o Electric Ladyland Studio, em NYC no início de 1971. Tommy Bolin mesmo sem saber ler partituras, agradava os jazzistas, pois tinha excelente ouvido e sua habilidade e pagada para improvisar conquistou os músicos. As sessões de Jeremy Steig agradaram em cheio Jan Hammer, e principalmente Cobham, que “conversava” espontaneamente com Bolin através da música. Adiaram momentaneamente compor juntos naquele momento, pois Hammer e Cobham caíram na estrada com John McLaughilin e Cia. para cumprirem alguns compromissos da Mahavishnu Orchestra, mas deixaram o projeto engatilhado.
Spectrum foi gravado no Electric Ladyland, durante apenas três dias do mês de maio de 1973. O que se ouve no disco foi quase totalmente registrado ao vivo em estúdio, num único take. Tommy Bolin só não gravou um tema, “Le Lis”, gravada pelo guitarrista John Tropea. Spectrum é de uma estonteante riqueza de ritmos, algo então inédito nos discos de rock. Viradas e levadas desconcertantes de Cobham são a espinha dorsal do trabalho, que é permeado pelos fantásticos solos virtuosos de Jan Hammer com excelentes interações com a agressiva guitarra de Bolin.
O disco foi lançado em outubro de 1973 e foi um tremendo sucesso de público e crítica. As vendas impressionaram o baterista, mas o maior reboliço aconteceu na esfera dos músicos, tanto os roqueiros quanto os jazzistas. A fusão de jazz com rock era ainda uma novidade para o mainstream. Os jovens que consumiam discos de rock adoraram a novidade, e tanto o jazz como o funk eram parte desse novo universo musical.
A excelente repercussão de Spectrum impulsionou a carreira de Tommy Bolin. Logo ele foi substituir Domenic Troiano e Joe Walsh no James Gang, e depois substituiu Ritchie Blackmore no Deep Purple, além de ter lançado dois discos solos: Teaser (com Jan Hammer com estruturas fusion) e Private Eyes com pegada mais funk. Infelizmente uma overdose levou o jovem guitarrista de 26 anos em dezembro de 1976. A última aparição de Tommy Bolin nos palcos foi abrindo um show para a banda de Jeff Beck.
O que Cobham fez ao lado de Bolin em Spectrum, com um disco repletos de grooves e guitarra com pegada de rock, abriu uma nova vertente na indústria musical. Vários músicos e bandas apareceram nessa nova cena com a receita infalível do chamado “Jazz Fusion”. Alphonse Mouzon, ex-baterista do Wheater Report, foi um que recriou a receita de Billy Cobham, chamando o próprio Tommy Bolin para gravar seu álbum Mind Transplant, em 1975. O resultado foi ótimo!
Foi por influência do álbum Spectrum que Jeff Beck decidiu entrar de cabeça no Jazz-Rock nos álbuns Blow By Blow de 1975 e Wired de 1976. Beck mais tarde chamou Jan Hammer para lhe acompanhar nessa fase e gravou também um disco ao vivo com ele: “Jeff Beck with the Jan Hammer Group Live”. Beck foi talvez o guitarrista do rock que se deu melhor na onda do fusion nos anos 70, e foi também Beck que estourou como percussor do estilo, apesar de Billy Cobham e Tommy Bolin terem feito a mesma fusão anos antes do guitarrista inglês.
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| Capa do álbum. |
Ficha Técnica:
Estilo Referência – Jazz Fusion, Funk e Ritmos Latinos
Músicos:
Billy Cobham - Bateria e Percussão
Nas faixas - Quadrante 4, Taurian Matador, Stratus e Red Baron:
Lee Sklar - Baixo elétrico
Jam Hammer - Pianos elétrico e acústico, Sintetizador Moog
Tommy Bolin - Guitarra e Echoplex
Músicos adicionais nas faixas - Spectrum e Le Lis:
Ron Carter - Baixo acústico
Joe Farrell – Saxofones soprano e alto, Flauta
Jimmy Owens - Flugelhorn e Trompete
John Tropea - Gruitarra em "Le Lis"
Rav Barreto - Congas
Faixas:
1. Quadrant 4
2. Searching For The Right Door / Spectrum
3. Anxiety / Taurian Matador
4. Stratus
5. To The Women In My Time / Le Lis
6. Snoopy's Search / Red Baron
Lançamento 1973 – Atlantic Records
Relançamento 2012 – Warner Music
Produção – Billy Cobham


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