Carla Olson & Mick Taylor
' De Londres ao Texas '
Live: Sway
A Era Mick Taylor dos Rolling Stones (1969 - 1975) marcaria a jovem Carla Olson em Cleveland. Ela tinha doze anos quando a versão ao vivo deles de "Carol", do Chuck Berry, tocou na rádio AM de rock. O álbum ao vivo dos Rolling Stones, Get Yer Ya-Ya's Out, foi o último álbum deles pela gravadora London.
No ano seguinte, a mesma rádio AM estava promovendo o álbum Sticky Fingers, com Mick Jagger, num comercial de rádio que era engraçadamente inaudível, soando como "Sti-ee Fin-gah" repetidamente. Esse foi o primeiro álbum deles pela própria gravadora e chegou bem na época em que o rock FM estava começando a bombar na cidade interiorana Cleveland. Esses dois álbuns foram a introdução de Mick Taylor como guitarrista dos Stones, ocupando o lugar deixado por Brian Jones.
Mick Taylor antes da época dos Rolling Stones, estava no John Mayall & The Bluesbreakers, e era uma disputa acirrada entre Peter Green e Mick Taylor. Quando Mick Taylor entrou para os Rolling Stones, ele deu mais força ao grupo. Mick é um músico enérgico, que traz potência a qualquer um com quem toque, embora sempre contido e econômico no palco.
O primeiro single do álbum Sticky Fingers, foi “Brown Sugar”, com “Bitch” no lado B, ambas as canções são clássicos absolutos. O próximo single do álbum foi a balada atemporal “Wild Horses” no lado A e “Sway” no lado B, onde Mick tocava essa música com ou sem o pedal wah-wah, dependia do momento. Mick Taylor sempre foi o guitarrista mais sensível e refinado dos Rolling Stones.
No meio do primeiro lado está "See the Light", que combina muito bem com "Sway". Essa é uma música antiga do Textones, do álbum Midnight Mission de 1984, e é uma balada no estilo dos Rolling Stones. Essa versão permite ao Mick se soltar mais para solos e improvisações.
Existe uma ligação entre os Rolling Stones e os The Faces nesse projeto, o tecladista Ian McLagan, ele foi parceiro de Ron Wood nos Faces, quando esse se juntou ao Stones para substituir Mick Taylor. Mac foi um dos últimos grandes pianistas, o álbum também é dedicado a ele. Pouquíssimas pessoas tocam como ele hoje em dia, ele batia nas teclas com muita força para ser ouvido em meio às guitarras elétricas. Ele realmente se destacou em “See the Light”, junto com Tom Jr. Morgan no saxofone.
A próxima música é “Within an Ace”, tem uma pegada blues, mais lenta, e as camadas de guitarra lembram a música “Bell Bottom Blues”, do Derek and The Dominos. As lindas linhas melódicas com Mick Taylor completando com maestria o final da música, ele simplesmente continua onde existe um trecho estendido, que é só ele, até que o som vá desaparecendo gradualmente.
Em “Kinderwars” lembra Mikael Rickfors, dos Hollies no álbum Romany, na música “Magic Woman Touch”. Na guitarra slide, é o Jim Lacey-Baker. A parte do Mick Taylor é um solo no estilo de John Coltrane, um slide guitar simplesmente maravilhoso. E o álbum termina com um final ousado, “Loserville”, bem acelerado, e o órgão de Barry Goldberg se destaca muito bem. Mick também toca uma ótima parte de slide guitar nessa música. Ela faz parte de um álbum com o Mick, lançado em agosto de 2001.
Michael "Mick" Kevin Taylor, nascido em 17 de janeiro de 1949 na Inglaterra, com pouco mais de 18 anos de idade, começava a despontar como a mais nova promessa da guitarra britânica quando, relutante, aceitou integrar os Bluesbreakers de John Mayall. Ficou famoso por substituir Brian Jones nos The Rolling Stones de 1969 a 1975.
Sobre o álbum, ele é a junção de Mick Taylor à Carla Olson, acrescentando os excelentes músicos como Ian McLagan (ex-Faces), Barry Goldberg (ex-Electric Flag) e o virtuoso da gaita John Luke Logan, uma combinação inusitada, porém extremamente rebuscada. Esta reedição de luxo do álbum ao vivo gravado no Roxy em 1990 com várias faixas de diversos álbuns de estúdio de Carla — todas com a participação de Mick e há muito tempo fora de catálogo. Foi resgatado até uma faixa inédita: uma versão alternativa de "Winter" que tem mais do que o dobro da duração da versão dos Rolling Stones no álbum "Goat's Head Soup", repleta da magia dos solos de guitarra de Mick; Foi incluido também a rara faixa "You Gotta Move" (lançada originalmente apenas no Japão) para elevar o lado blues do álbum. E, para os fãs dos Stones: preparem-se para ouvir a versão de 7 minutos de "Sway" (a original, do álbum "Sticky Fingers", sofria um fade-out aos 3:50, justamente quando Mick Taylor deslanchava no solo!).
No meio do primeiro lado está "See the Light", que combina muito bem com "Sway". Essa é uma música antiga do Textones, do álbum Midnight Mission de 1984, e é uma balada no estilo dos Rolling Stones. Essa versão permite ao Mick se soltar mais para solos e improvisações.
Existe uma ligação entre os Rolling Stones e os The Faces nesse projeto, o tecladista Ian McLagan, ele foi parceiro de Ron Wood nos Faces, quando esse se juntou ao Stones para substituir Mick Taylor. Mac foi um dos últimos grandes pianistas, o álbum também é dedicado a ele. Pouquíssimas pessoas tocam como ele hoje em dia, ele batia nas teclas com muita força para ser ouvido em meio às guitarras elétricas. Ele realmente se destacou em “See the Light”, junto com Tom Jr. Morgan no saxofone.
O lado dois do álbum é uma gravação de estúdio, começando com a ótima música animada, "Justice", uma música bem atual. A letra é sobre o que estava acontecendo no sul dos Estados Unidos no século XIX. Mick e Mac estão simplesmente incríveis nessa música, George Callins toca uma guitarra rítmica fantástica e Rick Hemmert, do The Textones, arrasa na bateria. Jesse Sublett toca o baixo.
A próxima música é “Within an Ace”, tem uma pegada blues, mais lenta, e as camadas de guitarra lembram a música “Bell Bottom Blues”, do Derek and The Dominos. As lindas linhas melódicas com Mick Taylor completando com maestria o final da música, ele simplesmente continua onde existe um trecho estendido, que é só ele, até que o som vá desaparecendo gradualmente.
Em “Kinderwars” lembra Mikael Rickfors, dos Hollies no álbum Romany, na música “Magic Woman Touch”. Na guitarra slide, é o Jim Lacey-Baker. A parte do Mick Taylor é um solo no estilo de John Coltrane, um slide guitar simplesmente maravilhoso. E o álbum termina com um final ousado, “Loserville”, bem acelerado, e o órgão de Barry Goldberg se destaca muito bem. Mick também toca uma ótima parte de slide guitar nessa música. Ela faz parte de um álbum com o Mick, lançado em agosto de 2001.
Carla Olson (nascida em 3 de julho de 1952, em Austin, Texas) é uma cantora, compositora, guitarrista e produtora musical americana. Ela é uma figura importante do movimento roots rock e da música estadunidense, com uma carreira de mais de quatro décadas.
A herança ferroviária dos Estados Unidos remonta ao século XIX, quando os trens a vapor começaram a substituir as carroças puxadas por cavalos no transporte de passageiros. É uma história da qual Carla Olson se orgulha e que agora, 200 anos depois, compôs um álbum como homenagem. A cantora e compositora, fundadora da banda Textones e autora de álbuns em duo com o falecido cantor e compositor Gene Clark, da banda The Byrds, uniu-se ao marido, Saul Davis, para produzir um novo álbum, Americana Railroad . O álbum de 19 faixas conta com participações de Olson, John Fogerty, Dave Alvin, Barry Goldberg, Peter Case e do filho de Clark, Kai Clark, entre outros.
“A história americana está intrinsecamente ligada aos primeiros trens que transportavam mercadorias de costa a costa, e depois aos passageiros que buscavam um meio de transporte mais confortável do que as diligências”, explica Olson. “As canções do final do século XIX e início do século XX incluíam trens e paradas de trem como temas pitorescos. Os norte americanos conheciam os trens por seus nomes — como o City of New Orleans — em vez de suas rotas. O transporte ferroviário reinou absoluto até o advento do automóvel.”
Aponta que os três álbuns favoritos que ela já ouviu foram: Axis: Bold as Love, de Jimi Hendrix, Having a Rave Up, dos Yardbirds, e A Hard Road, de John Mayall & the Bluesbreakers, estão empatados com Sticky Fingers, dos Rolling Stones.
Há cinco anos, Olson me disse que o melhor show que ela já viu foi o do Jimi Hendrix Experience e do Soft Machine no Auditório Municipal de San Antonio, Texas, em 2 de agosto de 1968, e o show mais influente a que assistiu foi o dos Rolling Stones no Centro de Convenções de San Antonio, em 3 de junho de 1975.
Com tantas experiências na indústria musical, Carla Olson diz qual capítulo de sua carreira musical é o mais significativo e gratificante: "subir ao palco todas as vezes para dar e receber do público".
“A história americana está intrinsecamente ligada aos primeiros trens que transportavam mercadorias de costa a costa, e depois aos passageiros que buscavam um meio de transporte mais confortável do que as diligências”, explica Olson. “As canções do final do século XIX e início do século XX incluíam trens e paradas de trem como temas pitorescos. Os norte americanos conheciam os trens por seus nomes — como o City of New Orleans — em vez de suas rotas. O transporte ferroviário reinou absoluto até o advento do automóvel.”
Aponta que os três álbuns favoritos que ela já ouviu foram: Axis: Bold as Love, de Jimi Hendrix, Having a Rave Up, dos Yardbirds, e A Hard Road, de John Mayall & the Bluesbreakers, estão empatados com Sticky Fingers, dos Rolling Stones.
Há cinco anos, Olson me disse que o melhor show que ela já viu foi o do Jimi Hendrix Experience e do Soft Machine no Auditório Municipal de San Antonio, Texas, em 2 de agosto de 1968, e o show mais influente a que assistiu foi o dos Rolling Stones no Centro de Convenções de San Antonio, em 3 de junho de 1975.
Com tantas experiências na indústria musical, Carla Olson diz qual capítulo de sua carreira musical é o mais significativo e gratificante: "subir ao palco todas as vezes para dar e receber do público".
Michael "Mick" Kevin Taylor, nascido em 17 de janeiro de 1949 na Inglaterra, com pouco mais de 18 anos de idade, começava a despontar como a mais nova promessa da guitarra britânica quando, relutante, aceitou integrar os Bluesbreakers de John Mayall. Ficou famoso por substituir Brian Jones nos The Rolling Stones de 1969 a 1975.Mick Taylor é um sobrevivente, e apesar de tímido, era durão e corajoso. Tão corajoso que simplesmente anunciou que estava abandonando os Rolling Stones em janeiro de 1975, pouco depois de completar 26 anos de idade e às vésperas das gravações daquele que viria a ser o álbum "Black and Blue". O esplendor de sua guitarra sentimental e visceral pode ser ouvido no ótimo álbum ao vivo "Get Yer Ya Ya's Out", lançado em 1970, mas com gravações da turnê norte-americana de 1969, a primeira dele com os Stones. "Love in Vain" "Midnight Rambler", nas versões ao vivo, mostram um instrumentista inspirado e transbordando energia, duelando com Richards de forma que Brian jones nunca tinha feito. Era o sopro de vitalidade que os Rolling Stones precisavam. Ron Wood foi o cara certo para substituí-lo, mas os Rolling Stones nunca mais foram tão inspiradores quanto no período 1969-1974, justamente aquele que teve Mick Taylor na guitarra solo.




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