Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Peter Frampton


Peter Frampton

Peter Kenneth Frampton é um cantor, compositor e guitarrista britânico nascido a 22 de abril de 1950 em Beckenham, Kent, Inglaterra. Ele é mais conhecido por seu virtuosismo na guitarra e pelo seu icónico álbum ao vivo Frampton Comes Alive!, que se tornou um dos álbuns ao vivo mais vendidos de todos os tempos. Ao longo da sua carreira, Frampton destacou-se tanto como um músico solo quanto como membro de várias bandas influentes, deixando uma marca indelével na história do rock.

Frampton começou a tocar guitarra ainda jovem, e já na adolescência integrava várias bandas. Ele ganhou notoriedade pela primeira vez como membro das bandas The Herd e Humble Pie. Com apenas 18 anos, Frampton já era considerado um dos jovens guitarristas mais talentosos do Reino Unido. A sua passagem por Humble Pie, uma banda de hard rock e blues, ajudou a consolidar a sua reputação como um músico versátil e inovador.

Em 1971, Frampton deixou Humble Pie para seguir uma carreira a solo. Ele lançou vários álbuns ao longo dos primeiros anos da década de 1970, incluindo Wind of Change (1972) e Frampton's Camel (1973). Embora esses álbuns tivessem recebido elogios da crítica, foi com o lançamento do álbum ao vivo Frampton Comes Alive! em 1976 que ele alcançou um sucesso verdadeiramente massivo.

Frampton Comes Alive! foi gravado durante várias atuações ao vivo em 1975 e capturou Frampton no auge das suas habilidades como guitarrista e performer. O álbum inclui sucessos como "Show Me the Way", "Baby, I Love Your Way" e "Do You Feel Like We Do", que se tornaram clássicos do rock. O uso inovador do talk box por Frampton na guitarra, particularmente em "Show Me the Way", tornou-se uma das suas marcas registadas e ajudou a diferenciar o seu som.

O sucesso de Frampton Comes Alive! foi fenomenal, vendendo mais de 8 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e tornando Frampton uma superestrela internacional. O álbum foi um dos responsáveis por definir o som e a experiência dos concertos ao vivo na década de 1970 e continua a ser um dos álbuns ao vivo mais icónicos da história do rock.

Após o sucesso explosivo de Frampton Comes Alive!, Peter Frampton lançou o álbum I'm in You (1977), que também foi bem recebido e incluiu o sucesso homónimo. No entanto, o impacto de Frampton Comes Alive! foi tão grande que Frampton lutou para repetir esse sucesso nos anos seguintes, e a sua carreira sofreu um revés, exacerbado por problemas pessoais e um grave acidente de carro em 1978 que quase lhe tirou a vida.

Nos anos 80, Frampton continuou a lançar álbuns e a fazer digressões, embora nunca tenha alcançado o mesmo nível de sucesso que experimentou na década anterior. No entanto, ele permaneceu uma figura respeitada na música, conhecido pelo seu talento inquestionável na guitarra.


Frampton também teve um papel importante no álbum Breakout (1984) de David Bowie, onde tocou guitarra em várias faixas. A sua amizade com Bowie, que remontava aos seus dias de escola, foi um dos pontos altos da sua carreira durante este período.

A partir dos anos 90 e 2000, Frampton experimentou um renascimento na sua carreira, continuando a lançar novos álbuns e a fazer digressões internacionais. Em 2006, ele ganhou um Grammy pelo álbum instrumental Fingerprints, que foi elogiado pela crítica pela sua habilidade e inovação musical.

Em 2019, Frampton anunciou que estava a sofrer de miosite por corpos de inclusão, uma condição muscular rara que o levou a fazer uma digressão de despedida. Apesar da doença, Frampton continuou a tocar e a gravar música, lançando o álbum All Blues em 2019, uma coleção de covers de blues que foi bem recebida.

Peter Frampton é amplamente considerado um dos grandes guitarristas da sua geração, e o seu legado como músico é marcado tanto pelo seu sucesso comercial quanto pela sua habilidade técnica e inovação. Frampton Comes Alive! permanece um dos álbuns mais icónicos do rock, e a sua influência continua a ser sentida na música até hoje. Mesmo enfrentando desafios de saúde, Frampton mantém um espírito resiliente e continua a inspirar músicos e fãs em todo o mundo com a sua música.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

DiScOs InCrÍvEiS: Peter Frampton


Peter Frampton Band
' All Blues '

O álbum 'All Blues' representa uma espécie de retorno às raízes para Peter Frampton. No início de sua carreira, ele era um virtuoso da guitarra, conquistando seu espaço tocando solos altos e distorcidos no Humble Pie, banda que Steve Marriott formou após deixar o The Small Faces. Frampton nunca perdeu sua reputação como um grande guitarrista e o blues nunca esteve longe de seus dedos, mas ele também nunca havia se dedicado a um álbum de blues da maneira como faz neste trabalho lançado em 2019.

É possível que Frampton tenha planejado que o álbum fosse parte de uma despedida que fecha um ciclo: quando anunciou o lançamento do álbum e a turnê que o acompanha, ele também anunciou que sofria de miosite, uma doença autoimune degenerativa que enfraquece os músculos. O conhecimento da doença de Frampton confere a All Blues um toque de melancolia; Não se trata de seu álbum final — na época do lançamento, ele tinha uma coleção de material original em produção —, mas é difícil não pensar que ele talvez não existisse se Frampton não acreditasse que deveria aproveitar a oportunidade. 

E é exatamente isso que ele faz em All Blues, um álbum que leva o nome da composição de Miles Davis que abre o seminal álbum do trompetista de 1959, Kind of Blue. A escolha de Frampton de fazer um cover de Davis sugere sua disposição em explorar os limites deste álbum, adicionando toques de jazz e swing. Nessa faixa a banda é acompanhada pelo guitarrista virtuoso Larry Carlton.

Principalmente, porém, ele está interessado em apresentar versões vibrantes de clássicos do blues, ocasionalmente com a participação de um amigo: Sonny Landreth aparece em "The Thrill Is Gone", Steve Morse em "Going Down Slow", enquanto Kim Wilson toca em "I Just Want to Make Love to You". Embora Frampton não arrisque muito com as músicas ou os arranjos — este é um blues britânico clássico e direto, com forte influência da escola de Chicago — ainda assim há uma palpável sensação de paixão e alegria em All Blues, e esse coração pulsante e evidente faz com que valha a pena ouvi-lo.

Frampton, o guitarrista 'rocker', gravou o álbum com sua banda de longa data, composta por Adam Lester (guitarra/vocal), Rob Arthur (teclados/guitarra/vocal) e Dan Wojciechowski na bateria. 

O álbum foi gravado no Studio Phenix de propriedade do próprio guitarrista, localizado em Nashville, e conta com a participação do vocalista Kim Wilson, além dos três outros ilustres guitarristas: Larry Carlton, Sonny Landreth e Steve Morse.

“Sempre adorei tocar blues”, diz Frampton. “Quando formamos o Humble Pie, o primeiro repertório que tocamos juntos foi justamente esse. Nos últimos dois verões, eu vinha tocando algumas músicas de blues todas as noites no palco com a Steve Miller Band.”

“Gostei imensamente disso e me deu a ideia de fazer um álbum de blues ao vivo em estúdio com a minha banda. Começamos as sessões nove dias depois de voltarmos da turnê no ano passado. Ao longo de duas semanas, gravamos 23 faixas, todas ao vivo em estúdio. A energia dessas faixas é completamente diferente de construir uma faixa instrumento por instrumento.”

“Com esta gravação, prestamos homenagem a todos os artistas originais que inventaram esta música incrível. Espero que vocês possam ouvir e sentir a nossa alegria. Não sei se dá para dizer que nos divertimos tocando blues. Mas, com certeza, nos divertimos.”
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Faixas:

1. I Just Want To Make Love To You (com Kim Wilson)
2. She Caught The Katy
3. Georgia On My Mind
4. Can't Judge A Book By The Cover
5. Me And My Guitar
6. All Blues (com Larry Carlton)
7. The Thrill Is Gone (com Sonny Landreth)
8. Going Down Slow (com Steve Morse)
9. I'm A King Bee
10. Same Old Blues