TONY IOMMI
Eles o chamam de Homem de Ferro. O Homem dos Riffs. O Pai do Heavy Metal.
Inspiração para milhares de heróis da guitarra do hard rock. Como o único fio condutor de consistência na carreira que moldou o gênero do Black Sabbath. Ao longo de meio século, o nome de Tony Iommi tornou-se sinônimo de heavy rock. Seus riffs inovadores, desafinados e sombrios, serviram de modelo para gerações sucessivas de bandas que se seguiu.
Assim como os três membros originais do Black Sabbath — o vocalista Ozzy Osbourne, o baixista Terry 'Geezer' Butler e o baterista Bill Ward — Anthony Frank Iommi é originário da área de Aston, em Birmingham. Naquela época, nascido em uma região industrializada, na cidade do pós-guerra, poucas opções se abriam para quem entrava no mercado de trabalho, especialmente para os jovens. Geralmente era direcionado para uma das muitas fábricas da cidade… até que Tony convenceu seus pais comprar-lhe uma guitarra.
“O primeiro violão que eu tive foi um modelo acústico, bem baratinho”, disse Iommi. “Então minha mãe me comprou uma máquina de costura elétrica Watkins Rapier por catálogo. E trouxe uma guitarra para canhoto, não havia muitas guitarras para canhotos naquela época". Mas o jovem Iommi se adaptou ao instrumento como um peixe na água.
Foi enquanto trabalhava em uma fábrica de chapas metálicas, e em seu último dia após pedir demissão, que Iommi, então com 17 anos, perdeu as pontas dos dedos da mão direita – as mesmas que eram usadas para pressionar as cordas do violão – em um acidente de trabalho. A odisseia musical de Iommi poderia ter terminado antes mesmo de começar.
Porém, sabendo da história do guitarrista cigano Django Reinhardt, que tinha os dedos da mão esquerda grudados, após um incêndio em sua caravana, isso reacendeu a esperança. O adolescente engenhoso adaptou pontas metálicas nas pontas dos dedos e sua técnica de execução transformou o que teria sido uma desvantagem para a maioria dos músicos, em uma oportunidade para criar seu próprio estilo.
“Foi extremamente difícil”, relata Iommi.
Iommi criou pontas de dedos protéticas a partir das tampas de garrafas de detergente de plástico derretido com um maçarico, ele moldou a peça. Mais tarde, passou a usar dedais para essa tarefa. Também começou a usar cordas de calibre mais fino, algo comum hoje em dia, mas que simplesmente não existiam. Daí o uso de cordas de banjo em vez das cordas padrão mais grossas. Dessa forma, a guitarra ficou mais fácil de tocar com as cordas afinadas mais graves, tornando-a mais fácil de tocar. Ao afrouxá-los um pouco mais, criaram um som ainda mais pesado e sombrio.
Diante desse acaso, o Black Sabbath lança seu primeiro álbum com uma composição que mudaria a trajetória do rock para sempre. A canção batizada por "black sabbath", trazia um andamento arrastado, notas dissonantes ao som pesado e sombrio das cordas de Iommi, vocais assustadoramente falados de Ozzy Osbourne. Nada seria como antes! Assim se fez Heavy Rock!
São mais de cinco décadas fazendo riffs pesados em diferentes fases e formações do Black Sabbath. O projeto Heaven & Hell com Ronnie James Dio nos vocais, o projeto com Glenn Hughes e alguns álbuns da carreira solo. Sempre acompanhado por excelentes músicos e vocalistas icônicos como Ozzy Osbourne, Ronnie James Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes, Tony Martin, etc etc... seu legado musical é vasto, sempre mantendo o "peso" e a qualidade sonora.
Com a avançada idade, Iommi continua a compor novos riffs e está entusiasmado para lançar mais um novo projeto. O lançamento mundial do novo álbum intitulado From The Dark, foi anunciado pelo primeiro single, "World Alone", que teve sua estreia em um evento especial de streaming global realizado na cidade natal de Iommi, Birmingham, na Inglaterra, a poucos passos da famosa Ponte Black Sabbath, sobre o canal, inaugurada como uma homenagem cívica à icônica banda em 2019.
A paixão furiosa de Tony Iommi e o caleidoscópio verdadeiramente épico da sua guitarra exibem o poder e o drama, a luz e a sombra que permeiam o álbum. Lançado um ano após o último show do Black Sabbath, no concerto Back To The Beginning em Birmingham, em 2025, o álbum demonstra a chama criativa que arde intensamente no guitarrista e já é, sem dúvida, mais um dos álbuns sagrados do rock!

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