Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Cultura do Amor: Mãe Natureza

Daniel Munduruku

Pensamento para um futuro saudável e provedor.

A gente ainda está de certa maneira, muito viciado num modo de sociedade de produção, de extração e exploração. A sociedade indígena trabalha como um modo de colaboração, que difere exatamente dessa sociedade da disputa, da permanete disputa por lugares, por "poder" e por "cargos" e tudo mais, pra poder justificar que uns são melhores do que outros. E essa sociedade, por tanto, vai nos viciando da ideia de consumir, e pra consumir nós precisamos explorar, e o consumo é sempre um pretexto individualista pra gente provar competência. 

Nas sociedades indígenas, o consumo ele é coletivo, as coisas são coletivas. A preservação da natureza é o mais impostante, não porque não sabemos explorar, mas sim, por uma questão de sobrevivência, a natureza é o nosso supermercado, não podemos destruir quem nos alimenta. É o lugar onde a gente extrai os meios de sobrevivência, portanto temos que manter o meio ambiente produzindo, vivo e saudável.

Ao mesmo tempo em que a natureza produz pra nós, nós também temos que produzir pra ela, de modo que vire uma cooperação. Costumo lembrar que os humanos são os seres mais frágeis na natureza, pois somos os únicos que necessitamos constituir cultura, precisamos produzir coisas. A natureza ela trabalha em conjunto, ela trabalha de forma sistêmica, portanto todas as coisas são interdependentes entre si. Os indígenas olham para a natureza como parte de si, como parentes. Nós não chamamos a terra de mãe só porque é poético, mas porque a gente acredita nessa cosmovisão, pois a gente acredita que de fato ela é uma "Grande Mãe". Um filho que se prese cuida da mãe, e vai fazer de tudo para proteger essa "Mãe".

Explore os livros, conheça suas sinopses, mergulhe nas ilustrações e descubra como a palavra pode ser instrumento de transformação, identidade e resistência.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Cultura Indígena: O Rio Fala com o Homem


"Enfim te descobrimos. Foi preciso 
que as águas mais azuis apodrecessem, 
que os pássaros parassem de cantar, 
que peixes fabulários se extinguissem, 
e tua pele verde fosse aberta 
pelas garras de todas as ganâncias"
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A devastação e extração das nossas Florestas, e o 'estupro' de nós, os brasileiros submissos... Até quando ???

O Rio fala com o homem. O Rio diz o que o homem deve fazer. Sucede que a floresta não pode dizer. A floresta não anda. A selva fica onde está. Fica a mercê do homem. Por isso é que há quatro séculos o homem vem fazendo da floresta o que bem quer, sempre que pode. Com ela e com tudo o que vive nela, o que vive dela, dentro dela. A floresta entrega o que tem, nem sempre submissa. São séculos de doação do que a floresta amazônica tem de bom para a vida do homem da região e das mais afastadas partes da terra. Sobretudo para os homens da Europa e dos Estados Unidos, que são, ao longo da trágica história da exploração dos recursos naturais da Amazônia, os que melhor fruíram e mais se enriqueceram com as dádivas - dádivas arrancadas - da nossa floresta.

Quando "proteção ambiental" será pauta de todos nós ??

Em que momento proteger os indígenas (guardiões das florestas) será uma luta de todos nós ??

Derrubar nossas florestas e sacrificar os animais para explorarem "terras raras" ??


São trezentos e cinquenta milhões de hectares, são setenta bilhões de metros cúbicos de madeira em pé. Um terço da reserva mundial de florestas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o IBAMA - cujas publicações foram infelizmente intemrrompidas por alguns governos - nos revelaram que só no ano de 1972 foram extraídos da floresta amazônica 3,29 milhões de metros cúbicos de madeira roliça para utilização pelas indústrias de serraria, compensado e laminação ou exportação em toras.

O capitalismo cego, injusto e covarde só enriquece os gananciosos e insaciáveis "donos do mundo" .

A natureza (Grande Espírito) sempre estará no controle !! 

O que aprendemos com o vírus da Covid 19 ??

Onde, como no Gênesis, flutuava a cara de Deus, hoje é a esperança que paira sobre a face das águas do meu rio. Que ainda paira. Apesar de tudo. Apesar da destruição, do saque de suas riquezas, do florestamento impiedoso, da fauna ameaçada e sobretudo do desamparo do homem ribeirinho e indígena - a esperança amazônica resiste. O coração do homem não se cansa. Se, de tão malferida, a floresta um dia se cansa, este o nosso grande temor. Temor, quem sabe um tremor, que não seja apenas um arrepio, um arrepio de febre terçã, começa a percorrer o corpo tão magoado desta nação. E a alma jovem do país se ergue, espanto indignado, para aprender a soletrar os fonemas verdes da floresta ameaçada.


Educação Ambiental

Entendido como “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Considerada educação ambiental como parte inseparável da educação, devendo estar inserida de forma permanente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, seja formal - desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições públicas e privadas, ou não-formal - ações práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.


A Política Nacional de Educação Ambiental, fornecendo as linhas de ação e as formas de executá-las, tendo o mérito de reconhecer, na esfera legislativa, a importância de inserir a questão ambiental dentro da educação como estratégia de promoção do desenvolvimento sustentável no Brasil.

Um dos principais objetivos da Educação Ambiental consiste em permitir que o ser humano compreenda a natureza complexa do meio ambiente resultante de suas interações, levando-o a promover uma ação reflexiva e prudente dos recursos naturais, satisfazendo as necessidades da humanidade. A Educação Ambiental deve, assim, favorecer uma participação responsável nas decisões da melhoria da qualidade do meio natural, social e cultural.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Meio Ambiente: Como adiar o fim dos seres humanos?




CONTRA O PACTO DO SILÊNCIO E DO NOSSO APAGAMENTO.

' Divindade = Mãe Natureza / Seres Humanos = Espécie '
Cada pessoa é responsável por proteger a única riqueza verdadeira, a Mãe Natureza, (o Divino).

"NÃO PODEMOS DECRETAR NOSSA EXTINÇÃO"

"Escola que não humaniza, desumaniza"

"Em tempos de Inteligência Artificial, eu prefiro a Ancestral!"

"Em briga de marido e mulher, eu meto a colher e salvo a mulher"
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Entrevista:

Conversa sem Curva com Don Ernesto recebe Jennyffer Tupinambá, ativista, estrategista digital e cofundadora da primeira agência de marketing social de mulheres indígenas. Em um diálogo corajoso, ela rompe o silêncio sobre a violência sexual infantil, denuncia o apagamento dos povos originários na Mata Atlântica e nos convoca a despertar do "adormecimento" diante da crise climática.

Jenifer nos lembra que o corpo é território e que a ancestralidade é a força motora para o futuro. Uma aula sobre humanidade, direito à cidade e a urgência de protegermos a vida em todas as suas formas.


sábado, 28 de fevereiro de 2026

Meio Ambiente: Vitalogy Foundation - Pearl Jam

 Vitalogy Foundation: Pearl Jam


A Vitalogy Foundation é uma organização sem fins lucrativos (501c3) fundada pelo Pearl Jam para traduzir o espírito de sua música em impactos positivos tangíveis. 

Para maximizar seu efeito, a Vitalogy atua tanto como defensora quanto como doadora.

No trabalho coletivo da banda, a Fundação concentra-se em três áreas principais.

Meio Ambiente:

Existe um motivo pelo qual o Pearl Jam tem se envolvido ativamente em causas ambientais durante a maior parte de seus 30 anos de existência: temos um planeta lindo e queremos fazer a nossa parte para protegê-lo.

Mitigação de Carbono

Desde 2003, o Pearl Jam calcula as toneladas métricas de dióxido de carbono emitidas pelas turnês mundiais da banda. Esses cálculos são baseados em passagens aéreas e estadias em hotéis da banda e da equipe, quilometragem de caminhões e ônibus, peso do transporte (quilômetros/modalidade de transporte) e o número de fãs presentes em cada show. Com base nesse cálculo, a banda destina uma parte dos lucros das turnês para investir em projetos ambientais que visam compensar ou mitigar o dióxido de carbono liberado na atmosfera durante as turnês.

Pessoas sem-teto:

A empatia transformada em ação define o trabalho da banda no combate à falta de moradia, um problema que a Vitalogy acredita poder ser resolvido por meio do trabalho conjunto e de um maior engajamento cívico.

Causas Indígenas:

O Pearl Jam tem trabalhado discretamente nos bastidores com algumas das comunidades mais negligenciadas e desassistidas do mundo há décadas.

sábado, 4 de outubro de 2025

Meio Ambiente: A Dinâmica do Planeta Terra

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Meio Ambiente: Wangari Maathai

Wangari Muta Maathai 
Pimeira mulher africana a receber o Nobel da Paz

A ambientalista liderou uma campanha para plantar mais de 50 milhões de árvores no Quênia.

A ambientalista queniana Wangari Maathai é um dos maiores nomes da conservação ambiental do mundo e a primeira mulher africana a receber o prêmio Nobel da Paz, em 2004. Nascida em abril de 1940, ela viveu até os 71 anos e morreu na cidade de Nairobi, capital queniana, em 2011.


Inspiração na infância

Em seu discurso durante o recebimento do Prêmio Nobel, em 2004, ela lembrou da infância nas florestas do centro do Quênia: ela buscava água em um córrego próximo de casa, observando sapos e girinos escaparem do balde. Quando cresceu, viu que o desafio era restaurar o habitat dos girinos e dar de volta às crianças a beleza do mundo.

Carreira

Maathai ganhou uma bolsa de estudos para estudar nos Estados Unidos, onde obteve um mestrado em biologia na Universidade de Pittsburgh. Lá, ficou impressionada com os esforços da cidade para restaurar a qualidade do ar. Ao voltar para o Quênia, obteve um doutorado em anatomia veterinária, a primeira mulher no leste e centro da África com tal título e a primeira a ocupar a diretoria do departamento de veterinária da Universidade de Nairobi. Em viagens a trabalho, percebeu a relação entre desflorestamento e pobreza.

Ativismo

A solução que ela encontrou para o problema ambiental foi muito prática: plantar muitas árvores. O Green Belt Movement fundado por ela pagava mulheres trabalhadoras rurais um pequeno salário para plantar árvores. O ato é pequeno, mas revolucionário, visto que as árvores preservam a água da chuva, fornecem comida e combustível. Quase 1 milhão de pessoas participaram do movimento e mais de 50 milhões de árvores foram plantadas até o momento.

Repressão

Além de ter tido problemas com o ex-marido, Maathai foi fortemente reprimida pelo presidente do Quênia, Daniel arap Moi. Quando ela criticou os planos do governo de construir arranha-céus em um parque de Nairobi, seu nome foi parar em uma lista de "inimigos" do governo, e ela foi presa sob acusações de traição. Chegou a apanhar de policiais, mas não parou de criticar os mandatários quenianos

Vida política

Nos anos 1990, Maathai oficialmente entrou para a política e fundou o Mazingira, um partido político ambientalista, e conseguiu um lugar no Parlamento do Quênia em 2002. Foi ministra do meio ambiente e, em 2004, venceu o Nobel da Paz por “sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, democracia e paz.” Se hoje plantar uma árvore virou quase sinônimo de fazer algo pelo meio-ambiente, é graças a ela: o movimento tem representações em outros 30 países. 

Canal Tempero Drag:

ELA REFLORESTOU UM PAÍS!!! 
Wangari Muta Maathai 
Programa - Mulheres Soda #17