Kingfish
A escala clássica do Blues!
Como usar escala pentatônica sem ser repetitivo?
Um dos grandes nomes da nova geração do blues, Christone “Kingfish” Ingram explicou por que a escala pentatônica é a sua preferida e listou referências que o ajudaram a desenvolver a técnica de vibrato.
“Por mais simples que seja, a pentatônica é sempre a melhor forma de atingir o público. São as notas dessa escala que as pessoas sentem, mesmo sem saber por quê”, afirmou.
Segundo o músico, boa parte de seu desenvolvimento veio das críticas. “As pessoas me diziam quando eu estava sendo repetitivo. Portanto, o segredo para tocar pentatônica é encontrar o máximo de licks que puder. Você tem de ser inventivo para que não pareça uma escala.”
Kingfish ainda disse que, embora o termo “sentir” tenha virado uma espécie de chavão no mundo da música, guiar-se pela emoção do momento é essencial no blues.
“Você tem de soar como se estivesse realmente dizendo alguma coisa. A menos que um lick seja parte integrante da música, eu realmente não toco a mesma coisa duas vezes. Gosto de partir rumo ao desconhecido e ao estilo livre”, garantiu.
Sobre o desenvolvimento do vibrato, ainda na entrevista repercutida pelo site Guitar.com, o guitarrista estadunidense revelou que aperfeiçoou a técnica do vibrato analisando seus cantores favoritos, como Luther Vandross, Erykah Badu e Patti LaBelle, além de guitarristas.
“Você ouve muitos guitarristas de blues com vibrato rápido, o que é legal, mas tendo a gostar dos movimentos mais lentos. Ouvir Otis Rush foi uma grande parte disso. Ele tinha um vibrato realmente incrível, que soava como algo de fora deste mundo – nem muito rápido, nem muito lento.”
Se quiserem dar uma conferida na prática, Kingfish lançou o álbum Live in London, que traz 15 faixas ao vivo trazendo muitas improvisações e técnicas de palco. Vale muito à pena conferir a faixa: “Midnight Heat”, muito bem elaborada desse show.
