Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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domingo, 19 de abril de 2026

DiScOs InCrÍvEiS: John Mayall

Jazz Blues Fusion
Live
_1971_

John Mayall vem produzindo música brilhante de forma consistente há mais de seis décadas, um legado grandioso em todos os sentidos. Como outros músicos de grande renome, Mayall teve a sorte de se apresentar com alguns dos melhores e mais queridos artistas do planeta, incluindo Eric Clapton, Peter Green, Jack Bruce, John McVie, Mick Fleetwood, Mick Taylor, Aynsley Dunbar, Walter Trout, Coco Montoya e Buddy Whittington. Seus álbuns são lendas do blues como: "Bluesbreakers With Eric Clapton",  "A Hard Road", "Crusade" e "Wake Up Call", só para citar alguns.

Quando Mayall, aos 82 anos, lança um álbum, é motivo de celebração. Sempre trazendo momentos inacreditáveis para os ouvintes e fãs apreciarem.

Gravado entre novembro e dezembro de 1971 e lançado no mesmo ano pela Polydor, o álbum "Jazz Blues Fusion" tem uma duração curta, de pouco menos de 45 minutos, com sete faixas. Todas as músicas do álbum são creditadas a Mayall, que reuniu um conjunto notável de músicos. Mayall toca vocais, piano, guitarra e gaita, acompanhado por Freddy Robinson na guitarra solo, Larry Taylor no baixo e Ron Selico na percussão. Blue Mitchell no trompete e Clifford Solomon nos saxofones alto e tenor também contribuem para a atmosfera do álbum.

Jazz Blues Fusion é um exemplo perfeito daquilo que os chamados hipsters de hoje tanto se esforçam para projetar e alcançar: uma elegância descontraída e natural, que brota das profundezas de um espírito livre e de um coração vibrante e desimpedido. Ao ouvir essa música, somos imediatamente contagiados pela alegria e entusiasmo das performances. 

Esses músicos não estão trabalhando, seus corações cantam enquanto suas mãos transmitem esses sentimentos através de suas performances em seus instrumentos produzindo um jazz-blues consistente. Essas canções são um sopro de ar fresco, são simples e tentadoras, que convidam os ouvintes a encontrarem contentamento e prazer. Um álbum de puro deleite, Jazz Blues Fusion traz um blues jazzístico de alta qualidade para qualquer amante da música.

Ficha Técnica:
John Mayall – Jazz Blues Fusion.
Lançamento - 1972. 
Gravadora - Polydor Records.
Local - O lado A é de um show em Boston, no Boston Music Hall, em 18 de novembro de 1971, e o lado B foi selecionado de dois shows no Hunter College, em Nova York, nos dias 3 e 4 de dezembro de 1971.
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Lista de faixas:
Lançamento original,
todas as músicas compostas por John Mayall.

1. Country Road - 6:55
2. Mess Around - 2:40
3.Good Time Boogie - 8:20
4. Change Your Ways - 3:25
5. Dry Throat - 6:20
6. Exercise in C Major for Harmonica - 8:10
7. Got to Be This Way - 6:15

Banda:
Freddy Robinson - guitarra solo
Larry Taylor - baixo
John Mayall - voz, piano, guitarra, gaita
Ron Selico - bateria
Blue Mitchell - trompete
Clifford Solomon - saxofone alto e tenor

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sábado, 18 de abril de 2026

John Mayall & The Bluesbreakers

John Mayall & The Bluesbreakers

"O Padrinho do Blues Britânico"

Por mais de 50 anos, John Mayall tem sido um pioneiro da música blues, merecidamente lhe rendendo esseo título. Em 2013, John assinou com a gravadora do produtor Eric Corne, a Forty Below Records, e desde então tem vivenciado um verdadeiro renascimento artístico e profissional, incluindo sua entrada para o Hall da Fama do Blues em 2016.

John Mayall nasceu em 29 de novembro de 1933 e cresceu em uma vila não muito longe de Manchester, na Inglaterra. Foi lá, ainda adolescente, que ele se interessou pela primeira vez pelos discos de jazz e blues de 78 rotações da coleção de seu pai. Inicialmente, seu interesse era por guitarristas como Big Bill Broonzy, Brownie McGhee, Josh White e Leadbelly. No entanto, depois de ouvir os sons dos gigantes do piano boogie-woogie, Albert Ammons, Pete Johnson e Meade Lux Lewis, seu desejo de tocar nesse estilo se tornou sua única obsessão.

Aos 14 anos, quando ingressou na Escola Júnior de Arte de Manchester, teve acesso a um piano pela primeira vez e começou a aprender o básico dessa música fascinante. Também encontrou tempo para continuar aprendendo violão e, alguns anos depois, gaita, inspirado por Sonny Terry, Sonny Boy Williamson e Little Walter.

Embora as coisas tenham sido difíceis no início, a música rapidamente decolou graças à popularidade dos Rolling Stones, Georgie Fame, Manfred Mann, The Animals e Spencer Davis, com um jovem Steve Winwood. John também acompanhou grandes nomes do blues, como John Lee Hooker, T-Bone Walker, Eddie Boyd e Sonny Boy Williamson, em suas primeiras turnês por clubes ingleses.
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Histórias e álbuns:
' The Bluesbreakers '

Nas palavras de John Mayall:
Eric Clapton deixou os Yardbirds e John Mayall rapidamente lhe ofereceu o cargo de guitarrista na banda. Embora John já tivesse lançado alguns singles e um LP ao vivo pela Decca, a colaboração, agora clássica, entre Eric e John resultou no álbum mais vendido de todos os tempos, "John Mayall's Bluesbreakers featuring Eric Clapton". 

No entanto, quando o álbum começou a fazer sucesso nas paradas, Clapton e o baixista Jack Bruce já haviam saído para formar o Cream. Assim começou uma sucessão de futuras estrelas que definiriam suas raízes sob a liderança de John antes de seguirem para formar seus próprios grupos.

“Quando Eric Clapton saiu, experimentamos diferentes guitarristas. Peter Green me disse que ele era melhor que todos os outros. Assim que o ouvi tocar, percebi que era mesmo”: Como uma banda de blues britânica tão influente dos anos sessenta poderia substituir um gênio da guitarra por outro. Mas assim foi, com a saída de Clapton dos Bluesbreakers eles encontraram outro guitarrista lendário em Peter Green.

Como líder dos Bluesbreakers, John Mayall podia ser considerado, com razão, um dos pais fundadores do blues rock, servindo de trampolim para futuros membros do Cream, Fleetwood Mac e Rolling Stones. Em 2019, cinco anos antes de sua morte, Mayall relembrou o segundo álbum de estúdio da banda, A Hard Road, de 1967 – o álbum que apresentou Peter Green ao mundo .

A história dos Bluesbreakers na década de 1960 é tão turbulenta e acelerada que se assemelha à história da criação do rock'n'roll. O grande estrondo veio com o lançamento do primeiro álbum apelidado de "Beano", em 22 de julho de 1966, que consagrou Eric Clapton como um ícone da nova geração de guitarristas e consagrou John Mayall, vocalista, líder e único membro constante da banda, como o pioneiro mais importante, senão o mentor, da explosão do blues-rock britânico que se seguiu.

Esse triunfo foi ainda mais extraordinário considerando que Clapton já havia deixado os Bluesbreakers antes mesmo do lançamento daquele álbum tão influente. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, a tarefa de encontrar um novo guitarrista e compor e gravar um novo álbum não abalou Mayall nem um pouco.

“Para mim, nunca foi um problema”, diz Mayall sem rodeios. “De alguma forma, sempre consigo encontrar outra pessoa e formar uma banda diferente. Estávamos tão ocupados, como sempre, fazendo tantos shows por ano, que quando chegou a hora de gravar um novo álbum, havia material mais do que suficiente para incluir. Eu nunca pensei no sucesso do álbum anterior. A comparação com o que tinha sido feito antes nunca me incomodou. Não é uma questão de competição.”

Competitivo ou não, o segundo álbum de estúdio de Mayall, A Hard Road , lançado em 17 de fevereiro de 1967, provou que o álbum do Beano não foi um acaso e confirmou a preeminência de Mayall não apenas como líder de banda, mas também como um dos visionários da era moderna do blues. 

Sempre esteve à sombra do álbum do Beano, mas, na verdade, "A Hard Road" é uma obra de importância histórica semelhante, apresentando o gênio de Peter Green – não apenas como guitarrista solo, mas também como cantor e compositor – e lançando as bases da banda que se tornaria a banda: The Fleetwood Mac.

Nunca pensei no sucesso do álbum anterior. A comparação com o que tinha acontecido antes nunca me incomodou. “Quando Eric saiu, provavelmente ficamos uns dez dias ou uma semana testando diferentes guitarristas”, lembra Mayall. “Peter foi quem insistiu bastante e me disse que era melhor que todo mundo. Quando o ouvi tocar, percebi que ele tinha toda a razão.”

Mayall também teve que substituir Hughie Flint, o baterista que tocava com ele desde o início dos Bluesbreakers em 1964. "Ele só queria sair do ramo da música", diz Mayall. "Ele estava cansado de viajar para cima e para baixo, ficou deprimido e não queria mais fazer isso."

Mayall viu Aynsley Dunbar tocando bateria com a banda de Alexis Korner e o convidou para se juntar aos Bluesbreakers. Dunbar fez seu primeiro show com a banda sem ensaio. "Todos os ensaios eram feitos no palco, na frente de uma plateia, ou você podia fazer um ensaio geral antes de gravar a versão final no estúdio", lembrou Dunbar.

A gravação de A Hard Road ocorreu em apenas quatro dias, em outubro de 1966, nos estúdios da Decca em Londres, com a formação de Mayall, Green, Dunbar e John McVie no baixo. Assim como no álbum Beano, o produtor foi Mike Vernon, na época produtor fixo da Decca, que havia sido fundamental para a contratação de Mayall pela gravadora.

Gravado em fita de quatro canais, o álbum foi produzido com uma rapidez e simplicidade que continuam sendo marcas registradas do método de trabalho de Mayall. "É muito fácil gravar um disco", diz ele, com naturalidade. "Você simplesmente entra no estúdio durante o dia e faz. Basicamente, tocamos as músicas da mesma forma que faríamos em um show. Quando se trata de blues e jazz, você quer capturar a espontaneidade. Não dá para ficar adicionando overdubs e construindo a música dessa forma. Para que ela ganhe vida, você precisa capturar aquela energia que surge quando se está gravando a primeira ou a segunda tomada."

A Hard Road é essencialmente uma mistura de composições de Mayall e clássicos do blues. A principal das oito composições originais de Mayall é a faixa-título, conduzida pelo piano, com um vocal agudo e melancólico e uma letra repleta de tristeza. 

Não menos impressionantes são as contribuições de Green, principalmente em duas faixas instrumentais: " The Stumble", um shuffle animado escrito por Freddie King, e a composição do próprio Green, "The Supernatural". O refrão envolvente desta última permanece uma obra-prima sonora, utilizando uma série de loops de feedback controlados, de uma única nota, para evocar uma combinação fabulosa de atmosfera e melodia.

"É muito fácil gravar um disco, basta ir ao estúdio durante o dia e fazer"

Enquanto inovadores como Jeff Beck e Pete Townshend já haviam usado o feedback como ferramenta para liberar anarquia e agressividade, Green o utiliza aqui para criar um efeito mais refinado e misteriosamente atmosférico. A faixa foi um prenúncio do sucesso comercial que ele alcançaria posteriormente com o clássico atemporal do Fleetwood Mac, "Albatross". Peter tocou coisas realmente maravilhosas, admite Mayall. Tudo aconteceu de forma muito natural e foi um grande sucesso.

Outro sinal do futuro foram as duas canções de A Hard Road em que Green assume os vocais principais: You Don't Love Me, escrita pelo bluesman de Chicago Willie Cobbs, e The Same Way, composição do próprio Green, uma canção de amor lânguida e com ritmos irregulares, arranjada com uma deliciosa precisão e espacialidade. Assim como Clapton, a quem Mayall incentivou a gravar sua primeira música no álbum Beano, Green logo se tornaria uma das vozes mais marcantes do rock britânico.

Peter Green
“Eu o tinha ouvido cantar e queria destacar esse aspecto do seu trabalho”, diz Mayall, com sua habitual objetividade. Embora este não seja exatamente o elogio mais entusiasmado, o respeito de Mayall pelo talento de Green fica evidente pela liberdade que lhe concedeu nessas faixas, e em outras gravadas na mesma época, que foram incluídas nas versões expandidas de A Hard Road, lançadas em 2003 e 2006, principalmente a primorosamente melancólica Out Of Reach, escrita e cantada por Green com uma voz dolorida e cansada do mundo, e uma versão minimalista da arrepiante Alabama Blues, de JB Lenoir.

Olhando para trás agora, ele considera A Hard Road um de seus grandes álbuns. O álbum alcançou o 8º lugar no Reino Unido, mas sempre permaneceu à sombra do primeiro álbum. 

Com Peter Green e John McVie formando um laço cada vez mais forte, a sensação de uma banda crescendo dentro de outra se tornou evidente quando Dunbar deixou os Bluesbreakers logo após o lançamento de A Hard Road e foi substituído por Mick Fleetwood. Essa formação breve, porém clássica, pode ser ouvida com efeitos incríveis nos dois álbuns piratas oficiais Live In 1967 e Volume 2, lançados em 2014 e 2016.

Não foi nenhuma surpresa que, menos de um ano após a gravação dessas apresentações, a banda passou por outra mudança. Assim como o "power trio" de blues rock 'Cream' surgiu de uma formação anterior ao álbum dos Bluebreakers, que contava com Clapton ao lado de Jack Bruce no baixo e, em uma ocasião, Ginger Baker na bateria, Peter Green, John McVie e Mike Fleetwood deixaram também a banda para formar seu novo projeto batizado de: 
Peter Green's The Fleetwood Mac.

"Parece ser a história da minha vida, eu monto uma banda, e aí surgem esses projetos paralelos"

Enquanto isso, Mayall havia formado uma outra versão completamente nova dos Bluesbreakers, com um guitarrista desconhecido chamado Mick Taylor, que mais tarde substituiria o guitarrista fundador dos Rolling Stones, Brian Jones, misteriosamente falecido no final de 1969. Muitos fãs e críticos creditam a fase dos Stones com Mick Taylor a melhor de todas. É dessa época que músicas incríveis e álbuns clássicos foram gravados como: Sticky Fingers, Exile On Man Street e It's Only Rock and Roll.

John Mayall estava em busca de um guitarrista mais jovem, sem muita experiência porém menos propenso a abandoná-lo tão rapidamente na banda. Depois de oferecer a posição a um jovem de apenas dezoito anos chamado David O'List, que recusou a chance, Mick Taylor, com a mesma idade, assume o novo posto de guitarrista dos The Bluesbreakers. Keef Hartley assume a bateria, enquanto John McVie permanece no baixo para este álbum. 

As músicas foram escolhidas à dedo, "Oh, Pretty Woman" não é um cover de Roy Orbison, mas sim de AC Williams. Para começar, trata-se de um clássico do blues rock, porém extremamente eficaz, que nos reafirma imediatamente o talento de Taylor, tão bom quanto o de seus dois ilustres antecessores. A discreta seção de saxofones (Chris Mercer e Rip Kant) está impecável e é perfeitamente bem-vinda durante os solos empolgantes do jovem prodígio. 

A boogie mais rítmica "Stand Back Baby" é mais conservadora em sua tentativa de emular os grandes nomes e permite que Mayall brilhe na gaita. A balada comovente "My Time After Awhile" é muito clássica, mas os arranjos são perfeitos. No entanto, é vocalmente que a música ficará na memória, com Mayall se soltando mais do que o habitual, ousando alcançar notas mais altas. O solo de Taylor é, claro, impecável, assim como o solo de saxofone. Mayall e seu novo recruta então criaram uma música instrumental original, "Snowy Wood", que era bastante cativante e nos permitiu apreciar o toque mágico de Taylor, com o apoio do órgão e dos saxofones. O grupo ainda apresentou o clássico "I Can't Quit You Baby", composto por Willie Dixon e originalmente interpretado por Otis Rush.

Crusade foi uma iniciação muito bem-sucedida por Mick Taylor, permitindo que o jovem se juntasse ao círculo exclusivo de "virtuosos" guitarristas ingleses. O público aceitou prontamente esse adolescente tímido, mas talentoso, como o substituto de Peter Green (e, portanto, de Eric Clapton), tornando o álbum mais um sucesso comercial, já que, assim como os dois anteriores, alcançou o Top 10 no Reino Unido.

A maldição parecia ter sido quebrada, pois Taylor permaneceu com seu mentor para o álbum seguinte, "Bare Wires", e depois para o primeiro de John Mayall sem o nome Bluesbreakers, "Blues from Laurel Canyon", lançado no mesmo ano de 1968. Menos conhecido hoje do que os dois álbuns dos Bluesbreakers com Eric Clapton e Peter Green, Crusade é certamente tão bom e no mesmo nível que os dois primeiros clássicos.

“Todos os meus discos estão indissoluvelmente ligados ao que eu sentia em determinado momento”, diz ele. “Considero todos os meus álbuns, aqueles que eu controlei, momentos de orgulho para mim – saber que estão finalizados e que foram lançados ao mundo.”

“Acho que minha música sempre foi algo que nunca vai estourar. Eu detestaria fazer algo mais comercial e ficar preso tocando sempre as mesmas coisas. Enquanto isso, músicos de blues, assim como os de jazz, sempre têm a liberdade de explorar o que estão fazendo.”


Ao longo das décadas de 80 e 90, a popularidade de John cresceu cada vez mais com uma sucessão de álbuns dinâmicos como Behind The Iron Curtain, Chicago Line, A Sense of Place e o indicado ao Grammy Wake Up Call, que contou com participações especiais de Buddy Guy, Mavis Staples, Albert Collins e Mick Taylor.

Mesmo depois dos oitenta anos, John continuou a evoluir em suas performances e gravações, colecionando merecidos prêmios. Em 2016, foi incluído no Hall da Fama do Blues. No mesmo ano, estreou seu trio com Rzab e Davenport e gravou um álbum ao vivo, "Three For The Road", durante uma turnê europeia. Sua próxima "primeira vez" foi escolher Carolyn Wonderland para ocupar a guitarra em 2018. Essa foi a formação de seu último álbum de estúdio, "The Sun Is Shining Down", que foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Blues Tradicional em 2022.

​Em 2022, John anunciou o fim de seus "épicos dias de estrada". Mas mesmo aposentado, John continua a inspirar fãs com sua maravilhosa música, fruto de uma vida inteira dedicada à música. O terceiro volume de sua série "Live in 1967", com participações de Peter Green, Mick Fleetwood e John McVie, lançado em setembro de 2023.