Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Escola de Bauhaus

Escola de Bauhaus


A Escola de Bauhaus teve sua origem na Alemanha pós Primeira Guerra Mundial e perdurou durante o período de 1919 a 1933, quando foi fechada pelo governo nazista. A escola era aberta para todos, homens, mulheres, alemães e estrangeiros. Isso demonstrava os valores democráticos e socialistas que ela defendia.

Sua importância para a história da arte reside no fato de que foi percussora dos ideais modernistas ao criar uma tendência artística: o movimento Bauhaus. Ele foi uma renovação cultural ao defender uma arte funcional, simplista e de fácil disseminação.

A escola surgiu durante a era industrial alemã, logo, foi um forte meio de ligação entre a indústria e os grandes artistas ao colaborar com a produção de um design artístico em massa.

A grade curricular era ampla e contava com cursos como arquitetura, decoração, pintura, escultura, cinema, fotografia, balé, design industrial, cerâmica, trabalhos em metal, publicidade, entre outras.

Características e Funcionalismo: 

A arte produzida deveria ter uma finalidade prática;

Baixa complexidade: o design deveria ser simplista, porém não tedioso, trazendo um diferencial no uso das cores e dos materiais;

Produção em larga escala: a fácil disseminação do produto deveria ser fruto de sua produção industrial em massa;

Acessibilidade: 

Os valores das peças deveriam ser acessíveis para a população em geral;

O artista deveria, não somente, criar a obra, mas também projetar o processo de produção industrial dela.

Uso de formas geométricas, linhas curvas e retas;

Metodologia

Paul Klee, um dos docentes da escola, esquematizou um diagrama acerca do currículo de Bauhaus, cada etapa que o estudante passaria ao longo dos anos. Ele foi publicado no estatuto da Bauhaus em 1923.

Nos dois primeiros anos o aluno teria um curso básico, estudaria as formas e teria um primeiro contato com os tipos de materiais.

Já no terceiro ano, o curso começa a se aprofundar e novas disciplinas passam a compor o currículo. Um estudo aprofundado dos materiais e ferramentas, da natureza, do espaço, das cores, da composição, da construção e representação passa a acontecer. Além disso, os alunos tinham a oportunidade de entrar em contato com diferentes materiais como pedra, madeira, metal, tecidos, vidro e argila.

A conclusão do currículo se dá com técnicas de construção, design, engenharia e ciência. Assim, os alunos entendem por completo o processo de produção desde a concepção da peça, passando por sua testagem e de fato a produção em massa.

Arquitetura

Os valores da simplicidade e funcionalismo também são vistos nos projetos arquitetônicos de Bauhaus. A estrutura em si é o que deve ser o ponto focal da obra, dessa forma, grande parte das obras são pintadas de branco e sem textura nas paredes.

Uma característica marcante das construções é a presença de pilares, os pilotis, além contornos geométricos. Outro detalhe comum é a existência de muitas janelas.

A região Cidade Branca, em Tel Aviv, Israel, é uma referência da construção estilo Bauhaus. Lá existe uma grande concentração de edifícios brancos, construídos segundo a tendência artística da escola, o que dá origem ao nome do local. Devido a sua importância, em 2003, foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Mobiliário e Objetos

Não somente na arquitetura e nas artes plásticas, a Escola Bauhaus também deixou sua marca na confecção de mobiliário e objetos. Todos eles seguiam os princípios artísticos do movimento sendo acessíveis para a maior parte da população. 

Alguns exemplos são: mesas aninhadas de Breuer, poltrona Wassily, berço de Peter Keler, abajur Bauhaus-Leuchte, chaleira Marianne Brandt, entre outros.

Artistas 

- Walter Gropius, arquiteto e fundador da escola;

- Ludwig Mies van der Rohe, importante arquiteto que desenvolveu o “International Style” (edifícios retilíneos e espelhados);

- László Moholy Nagy, fotógrafo que integrava a tecnologia e indústria no design e nas artes;

- Johannes Itten, artista plástico que desenvolveu o disco de cores;

- Erwin Piscator, diretor teatral percussor da ‘arte multimídia’ responsável por integrar diferentes mídias nos espetáculos.