RUSH
Com influências que vão de Buffalo Springfield, The Yardbirds, Cream, Led Zeppelin e King Crimson, o Rush surgiu no Canadá no início dos anos 70 com um dos sons mais poderosos e bombásticos da década. Seu álbum magnum opus de 1976, 2112, representa o rock progressivo em seu auge, mas apenas cinco anos depois, eles tiveram a coragem de deixar de lado as canções épicas em favor de músicas mais curtas (mas não menos dinâmicas) como "Tom Sawyer" e "The Spirit of Radio", que permanecem em constante rotação nas rádios até hoje.
Absolutamente intransigentes em todos os sentidos imagináveis, o trio passou os últimos 40 anos cultivando a maior base de fãs cult do rock, enquanto ainda consegue lotar arenas ao redor do mundo.

Os primórdios.
A banda Rush foi formada em agosto de 1968 no bairro de Willowdale, em Toronto. A formação original incluía Alex Lifeson na guitarra, Jeff Jones no baixo e John Rutsey na bateria. Jones foi logo substituído por Geddy Lee.
O grupo tocou na cena musical de Toronto por alguns anos e, em 1973, lançou seu primeiro single, um cover de "Not Fade Away", de Buddy Holly. O disco não fez sucesso e a banda decidiu formar seu próprio selo, a Moon Records. O grupo lançou seu primeiro álbum, Rush, em 1974.
Após o lançamento do álbum de estreia do grupo, Rutsey saiu e foi substituído por Neil Peart. Essa formação — Geddy Lee nos vocais, baixo e teclados; Alex Lifeson na guitarra e Neil Peart na bateria — permaneceu estável ao longo dos anos.
O primeiro álbum não estava indo muito bem até que uma estação de rádio de Cleveland, a WMMS (100.7 FM), adicionou a música "Working Man" à sua programação. O álbum foi então adquirido pela Mercury Records nos EUA e as vendas começaram a disparar.
Mudança de horizonte.
No ano seguinte, o Rush lançou dois álbuns com a nova formação, Fly by Night e Caress of Steel. Mas o grande sucesso do grupo veio mesmo no ano seguinte com o lançamento do álbum 2112. O álbum apresentava uma faixa-título de 20 minutos dividida em sete seções. Ganhou disco de platina no Canadá, e o Rush saiu em turnê pelos EUA e Canadá. A turnê culminou com três apresentações no Massey Hall, em Toronto. O grupo gravou os shows e lançou seu primeiro álbum ao vivo, All the World's a Stage, em 1976.

Em seguida, o Rush se mudou para o Reino Unido, onde a banda gravou seus dois álbuns seguintes, A Farewell to Kings (1977) e Hemispheres (1978), no Rockfield Studios, no País de Gales. A música desses dois álbuns se aventurou mais na direção do rock progressivo.
“ À medida que nossos gostos musicais se tornaram mais obscuros, descobrimos bandas de rock progressivo como Yes, Van der Graaf Generator e King Crimson, e nos inspiramos muito nelas”, disse Lee. “Elas nos motivaram a tornar nossa música mais interessante e complexa, e tentamos misturar isso com nossas próprias personalidades para ver o que conseguiríamos criar que fosse inegavelmente nosso.”
A popularidade do Rush continuou a crescer e, em 1980, com o lançamento de Permanent Waves, o grupo se tornou uma das bandas de maior sucesso no mundo. O álbum marcou uma mudança no som da banda. As músicas ficaram mais curtas e as influências do grupo agora incluíam reggae e new wave. Permanent Waves alcançou o Top 5 nos Estados Unidos.
No ano seguinte, o Rush lançou Moving Pictures. Esse álbum alcançou o terceiro lugar e vendeu mais de quatro milhões de cópias. Ele continua sendo o álbum de estúdio mais popular e comercialmente bem-sucedido do Rush. A complexidade das composições e o virtuosismo musical do Rush atingiram novos patamares neste álbum.
“ À medida que nossos gostos musicais se tornaram mais obscuros, descobrimos bandas de rock progressivo como Yes, Van der Graaf Generator e King Crimson, e nos inspiramos muito nelas”, disse Lee. “Elas nos motivaram a tornar nossa música mais interessante e complexa, e tentamos misturar isso com nossas próprias personalidades para ver o que conseguiríamos criar que fosse inegavelmente nosso.”
A popularidade do Rush continuou a crescer e, em 1980, com o lançamento de Permanent Waves, o grupo se tornou uma das bandas de maior sucesso no mundo. O álbum marcou uma mudança no som da banda. As músicas ficaram mais curtas e as influências do grupo agora incluíam reggae e new wave. Permanent Waves alcançou o Top 5 nos Estados Unidos.
Imagens em movimento.
No ano seguinte, o Rush lançou Moving Pictures. Esse álbum alcançou o terceiro lugar e vendeu mais de quatro milhões de cópias. Ele continua sendo o álbum de estúdio mais popular e comercialmente bem-sucedido do Rush. A complexidade das composições e o virtuosismo musical do Rush atingiram novos patamares neste álbum.

Gravado e mixado entre outubro e novembro de 1980 no Le Studio, Moving Pictures seguiu um formato mais adequado para o rádio e inclui várias faixas marcantes, como “Tom Sawyer”, “Limelight”, “Red Barchetta” e a aclamada instrumental da banda, “YYZ”, que é o código de identificação do Aeroporto Internacional Pearson de Toronto segundo a IATA.
A capa do álbum é um monumento ao triplo sentido. Os carregadores estão fisicamente movendo imagens, as pessoas choram porque as imagens que passam são emocionalmente "comoventes", e a contracapa retrata uma equipe de filmagem fazendo um "filme" de toda a cena.
Ao longo do restante da década de 80, a banda manteve um perfil um tanto mais discreto, não passando tanto tempo na estrada. Mesmo assim, seus álbuns continuaram a ganhar certificações de ouro ou platina.
Com o álbum Presto, de 1989, o Rush voltou a dar ênfase à guitarra em vez dos teclados. A transição do sintetizador para a guitarra continuou com Counterparts, de 1993, e Test for Echo, de 1996. Após a turnê de divulgação deste último álbum, o Rush iniciaria um hiato de cinco anos em sua carreira (1997 - 2002).
Infelizmente, essa pausa foi motivada por duas tragédias pessoais na vida de Neil Peart. Após a morte da única filha, Selena, e da esposa, Jackie, num período de oito meses, ele decide pegar a estrada com sua moto, uma BMW R1100GS, para rodar por 90 mil quilômetros, sem destino, em busca de um motivo para preencher o vazio que sentia. Todo esse drama pessoal vivido pelo baterista está relatado num livro emocionante que ele mesmo escreveu chamado, Ghost Rider: A Estrada da Cura, lançado em 2020 no Brasil.

O retorno, rastros de vapor.
A banda retornou ao estúdio e lançou um novo álbum, Vapor Trails, em 2002. Pela primeira vez desde os anos setenta, o Rush não utilizou nenhum sintetizador, órgão ou outro teclado no álbum.
Para comemorar seu 30º aniversário, o Rush lançou Feedback, um EP de estúdio, em junho de 2004. A gravação apresentava covers de oito músicas de alguns dos artistas que influenciaram o grupo, incluindo Cream, The Who e The Yardbirds. A banda também saiu em turnê no verão de 2004, fazendo shows comemorativos nos EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, Suécia, República Tcheca e Holanda.
O Rush continuou gravando e fazendo turnês, lançando os álbuns Snakes & Arrows em 2007 e Clockwork Angels em 2012.
O grupo também lançou um álbum ao vivo, Time Machine 2011: Live in Cleveland, em 2011. O álbum foi gravado em 15 de abril de 2011, na Quicken Loans Arena em Cleveland, Ohio.
O Rush continuou gravando e fazendo turnês, lançando os álbuns Snakes & Arrows em 2007 e Clockwork Angels em 2012.
O grupo também lançou um álbum ao vivo, Time Machine 2011: Live in Cleveland, em 2011. O álbum foi gravado em 15 de abril de 2011, na Quicken Loans Arena em Cleveland, Ohio.
Turnês R30 e R40
A turnê R30: 30th Anniversary Tour celebrou o 30º aniversário da formação definitiva da banda em julho de 1974, após Neil Peart substituir o baterista original John Rutsey. A turnê também serviu para promover o EP de covers Feedback. Ela teve início no Starwood Amphitheatre em Nashville, Tennessee, em 26 de maio de 2004, e terminou no Sportpaleis Ahoy em Rotterdam, Holanda, em 1º de outubro do mesmo ano.
A turnê resultou no DVD "R30: 30th Anniversary World Tour", lançado em novembro de 2005, gravado em 24 de setembro de 2004 no Festhalle em Frankfurt, Alemanha. A turnê foi realizada em anfiteatros na América do Norte e em arenas na Europa.
Após esse lançamento, outro marco impostante da carreira da banda foi o box set R40 foi anunciado e lançado em 11 de novembro de 2014. Esse lançamento comemorou o 40º aniversário do lançamento do álbum de estreia homônimo da banda.
Aproximadamente um ano depois, em 2015, o Rush embarcou na turnê R40 Live, apresentando uma década de material. Após essa turnê, foi lançado um DVD/Blu-ray intitulado R40 Live. Nesse mesmo ano, a Universal Music Enterprises iniciou sua própria celebração do 40º aniversário da banda, relançando todos os álbuns do Rush no catálogo da Mercury, em ordem cronológica.
Aproximadamente um ano depois, em 2015, o Rush embarcou na turnê R40 Live, apresentando uma década de material. Após essa turnê, foi lançado um DVD/Blu-ray intitulado R40 Live. Nesse mesmo ano, a Universal Music Enterprises iniciou sua própria celebração do 40º aniversário da banda, relançando todos os álbuns do Rush no catálogo da Mercury, em ordem cronológica.
Avançando para o final de 2016 e 2017, dois lançamentos importantes do Rush foram anunciados: o documentário Time Stand Still (que retrata a turnê R40 Live) e a edição de 40º aniversário do álbum 2112. Este último foi lançado em vários formatos para celebrar o 40º aniversário do icônico álbum 2112 do Rush.
O que torna a banda tão singular? Inicialmente, por sua formação. São três excelentes músicos que promoveram uma forte amizade de muita camaradagem, quase inseparáveis fora dos palcos. No palco, uma química perfeita entre eles, cada um trouxe uma contribuição singular, criando um som que não pode ser confundido com nenhum outro. A profundidade da música do Rush vai além das notas e riffs; ela carrega uma carga emocional e intelectual rara, repleta de temas como filosofia, mitologia, política e ciência. A complexidade das letras de Neil Peart, que abordam desde questões existenciais até reflexões sobre a sociedade, tornam cada álbum uma verdadeira viagem de descobertas.
O Rush foi um dos pioneiros ao misturar virtuosismo técnico com um senso de coesão que transcende as barreiras do simples exibicionismo musical. O estilo de Geddy Lee, com seu vocal inconfundível e linhas de baixo complexas, é um dos maiores exemplos de como técnica e expressão podem se encontrar. O toque único de Alex Lifeson nas guitarras, variando entre passagens suaves e explosões de riffs poderosos, adicionou uma camada de originalidade que poucos músicos conseguem igualar. E, claro, o incomparável Neil Peart. O baterista não apenas dominava a técnica, mas também era um poeta, cujas letras desafiavam as convenções e inspiravam fãs a pensar de maneira mais profunda sobre o mundo ao seu redor.
Mas o que realmente distingue o Rush é o seu legado. Em uma indústria onde o sucesso muitas vezes depende de tendências passageiras e modismos, o Rush manteve-se fiel ao seu próprio caminho. Não cederam às pressões externas, nem se acomodaram. Cada álbum, cada turnê, foi uma evolução, um passo em direção a algo novo, mas sempre fiel à sua essência.
A banda nunca teve medo de experimentar e inovar, desde as sonoridades de “2112”, que foi um marco no rock progressivo, até os toques mais sintetizados de “Signals” e “Grace Under Pressure”, mostrando uma versatilidade musical impressionante.
A relação entre os membros da banda era um exemplo de amizade verdadeira. Embora a banda tenha enfrentado dificuldades, como a morte trágica de seu baterista, Neil Peart, em 2020, a amizade entre Geddy, Alex e Neil foi uma das forças fundamentais que manteve o Rush unido por mais de 40 anos. Essa amizade não estava apenas presente no palco, mas em tudo o que fizeram, desde os ensaios até as decisões de carreira. Era uma irmandade que transcendia a música, e que muitos de seus fãs invejavam e admiravam.
O Futuro com Anika Nilles
“Já se passaram mais de 10 anos desde que Alex e eu tocamos as músicas do RUSH ao lado do nosso falecido companheiro de banda e amigo, Neil. Uma vida inteira de canções nas quais colocamos nossos corações e almas para compor, gravar e tocar juntos no palco".
"E então, depois de tudo o que aconteceu desde aquele último show, Alex e eu fizemos uma profunda reflexão e chegamos à conclusão de que sentimos muita falta disso, e que é hora de celebrar os mais de 50 anos de música do RUSH. Portanto, em 2026, decidimos que era a hora de pegar a estrada mais uma vez para homenagear nosso passado e o legado de Neil Peart, podendo apresentar uma vasta seleção de músicas do RUSH em algumas cidades. Uma tarefa nada fácil, porque, como todos sabemos, Neil era insubstituível.” - Geddy Lee.
"A vida é cheia de surpresas, e fomos apresentados a mais uma pessoa extraordinária, Anika Nilles: uma baterista e musicista incrível que está adicionando mais um capítulo à nossa história, enquanto continua sua própria e fascinante jornada musical". Não poderíamos estar mais animados para apresentá-la aos nossos leais e dedicados fãs do RUSH, que, sabemos, farão de tudo para que ela esteja à altura desse papel quase impossível. Antes de subirmos ao palco, também esperamos adicionar mais um ou dois músicos para expandir um pouco o nosso som e liberar Alex e eu para mostrarmos alguns dos nossos novos passos de dança.
"Alex e Anika, juntamente com muitos membros de longa data da nossa equipe, temos trabalhado arduamente nos ensaios e na concepção do tipo de show do RUSH que vocês já se acostumaram a esperar de nós. Esperamos sinceramente que vocês venham e nos ajudem a celebrar nossa história juntos”. _ (Geddy Lee)

Carrie Nuttall Peart e Olivia Peart, viúva e filha de Neil, compartilharam: “Estamos muito felizes em apoiar a turnê Fifty Something, celebrando uma banda cuja música ressoou e inspirou fãs por gerações, e em homenagear o extraordinário legado de Neil como baterista e letrista".
A musicalidade de Neil era singular. Composições de complexidade e potência que expandiam o que o próprio ritmo podia expressar. Como baterista e letrista, ele era insubstituível. Inimitável em sua arte e incomparável na profundidade e imaginação que imprimia às letras que inspiravam e emocionavam tantos, ele moldou profundamente a conexão dos fãs com ele e com a banda, dando voz e significado às suas próprias vidas.
A turnê começou em 7 de junho de 2026 em Inglewood, Califórnia, e está prevista para terminar em Helsinque, Finlândia, em 10 de abril de 2027. É a primeira turnê do Rush em 11 anos e sua primeira apresentação ao vivo sem o baterista Neil Peart em 52 anos, após sua morte em 2020. Além de Anika Nilles substituindo-o, em 23 de fevereiro de 2026, o Rush anunciou que Loren Gold seria o tecladista da turnê, tornando-se a primeira vez que a banda excursionou com mais de três músicos principais.

A banda anunciou com entusiasmo a adição de datas na América do Sul, no Reino Unido e na Europa à Fifty Something Tour, no início de 2027. As apresentações marcarão a primeira vez que a banda toca na Europa desde 2013 e o retorno à América do Sul após 17 anos.
Sobre a turnê, Geddy Lee afirma: “Mal podemos esperar para voltar a todas essas cidades em que não tocamos há tanto tempo, assim como visitar alguns novos lugares onde ainda não nos apresentamos. Tanto Alex quanto eu estamos adorando as horas de ensaio que estamos passando com Anika e agora com Loren, aprendendo cerca de 40 músicas, o que nos permitirá manter os shows em constante evolução, tocando canções diferentes em noites diferentes
E quem sabe um novo álbum? Seria sensacional !!






