Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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sábado, 7 de junho de 2025

Enterrem Meu Coração na Curva do Rio

Enterrem meu coração 
na curva do rio

A dramática história dos indígenas norte-americanos.

"Original, memorável e comovedor... Impossível da largar". The New York Times 

"Estarrecedor, arrasante... Nos perguntamos, ao ler esse livro emocionante: quem, na verdade, eram os selvagens"? The Washington Post 

"Eu não estarei lá/Eu subirei e morrerei/Enterre meu coração no Joelho Ferido"("Joelho Ferido"), em Dakota do Sul, foi o local do último grande confronto entre o exécito dos estados unidos e os índios estadunidenses, o chamado Massacre de Wounded Knee, em 1890. Em suas proximidades, também foram enterrados o coração e alguns ossos do chefe indígena sioux Cavalo Louco em 1877.

O livro reflete o ponto de vista indígena sobre as ações do governo federal dos estados unidos, que são descritas como uma série de injustiças e traições. Brown descreve os deslocamentos dos indígenas por força de remoções e de anos de guerras levados a cabo pelo governo estadunidense. Os acordos com o governo são descritos como um contínuo esforço deste para destruir a cultura, religião e modo de vida dos indígenas.

Frases indígenas de resistência e compaixão.

“Tudo o que pedimos é para podermos viver, viver em paz…
Cedemos à vontade do Pai Grande e fomos para sul.
Achámos que um cheyenne não podia viver ali.
Então, voltámos para casa. É melhor morrer a lutar do que de doença, foi o que achámos…
Podem matar-me aqui, mas não me obrigarão a voltar.
Não iremos.
A única maneira de nos levarem para lá é usando clavas para nos baterem na cabeça.
Então podem arrastar-nos e deixarem-nos por lá - mortos.”
(Tahmelapashme (Faca Embotada) dos Cheyennes do Norte)

"Todos os índios devem dançar, por toda a parte.
Dentro em breve, na próxima Primavera, o Grande Espírito virá.
Trará de volta caça de todas as espécies. Haverá muita caça por todo o lado. Todos os índios mortos voltarão e viverão de novo. Serão fortes como jovens, serão jovens outra vez.
O velho índio cego verá novamente e será jovem, terá uma vida boa.
Quando o Grande Espírito vier desta forma, todos os índios irão para as montanhas, bem mais alto do que os brancos.
Os brancos não poderão ferir os índios, então.
Enquanto os índios estiverem no alto, virá uma grande enchente, uma água, e todos os brancos morrerão, afogando-se.
Depois disso, a água retirar-se-á e só haverá índios em toda a parte e caça de toda a espécie.
Então, o feiticeiro dirá aos índios para espalharem por toda a parte que todos devem ficar dançando, e o bom tempo virá.
Os índios que não dançarem, que não acreditarem nesta palavra, crescerão pouco, só uns trinta centímetros de altura, e ficarão assim.
Alguns deles transformar-se-ão em madeira e serão queimados no fogo.”
(Wovoka, o Messias dos Paiutes, fundador da religião da Dança dos Fantasmas)

“Fizeram-nos muitas promessas, mais do que me posso lembrar.
Mas eles nunca as cumpriram, excepto uma: prometeram tomar a nossa terra e tomaram-na.”
(Nuvem Vermelha, dos Sioux Oglala)

Há muito tempo, esta terra pertencia aos nossos antepassados. Mas, quando subo o rio, vejo acampamentos de soldados nas suas margens.
Esses soldados cortam a minha madeira, matam o meu búfalo e, quando vejo isso, o meu coração parece partir-se. Fico triste…Será que o homem branco se tornou uma criança, que mata sem se importar, e não come o que matou? Quando os homens vermelhos matam a caça, é para que possam viver, e não morrer de fome.”
(Satanta, dos Kiowas)

“Quando a pradaria pega fogo, vêem-se os animais cercados pelo incêndio.
Vê-se que eles correm e que tentam esconder-se para não se queimarem.
É dessa maneira que estamos aqui.”
(Najinyanupi, dos Sioux)

“Não queremos homens brancos aqui.
As Black Hills pertencem-nos.Se os brancos tentarem tomá-las, lutaremos.”
(Tatanka Yotanka (Touro Sentado), dos Sioux)

“Meus amigos, estamos neste território há muitos anos.
Nunca fomos ao território do Pai Grande incomodá-lo.
Foi o seu povo que veio ao nosso território incomodar-nos, fazer muitas coisas más e ensinar o nosso povo a ser mau…
Antes de o vosso povo atravessar o oceano para vir até aqui, e desde essa época até agora, nunca propuseram comprar um lugar semelhante a este.
Meus amigos, este território que vieram comprar é o melhor que temos…
Este território é meu, cresci aqui.
Os meus antepassados viveram e morreram nele - e quero permanecer nele.”
(Kangi Wiyaka (Pena de Corvo), dos Sioux)

"As pessoas não vendem a terra em que vivem.”
(Cavalo Louco, dos Sioux)

“Os brancos só contaram um lado. Contaram o que lhes agradava. Contaram muita coisa que não era verdade. O homem branco só contou as suas melhores acções, só as piores dos índios.”
(Lobo Amarelo, dos Nez Percés)