Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

SaMbA: Martinho da Vila

Angola do Samba

A incrível história de Gonçalves, o menino de Angola que atravessou o oceano atlântico para o Brasil, sozinho, só para encontrar Martinho da Vila. 

O menino de Angola
Fã do sambista, garoto cruzou o oceano escondido em avião da TAP aos 10 anos de idade, e emocionou o país com sua história.

Uma história digna de cinema marcou a trajetória de Martinho da Vila com Angola: na década de 1980, um menino angolano viajou clandestinamente para o Brasil apenas para tentar morar com o sambista. O pequeno Gonçalves Antônio Sobrinho, de apenas 10 anos, embarcou sozinho em um voo da TAP em Luanda e desembarcou no Rio de Janeiro determinado a encontrar seu ídolo.

A ligação de Martinho com Angola é antiga e profunda. O cantor visitou o país pela primeira vez em 1969, ainda sob domínio colonial, e participou de diversas turnês culturais nos anos seguintes. Em 1980, durante uma excursão ao lado de nomes como Chico Buarque, Clara Nunes e Dorival Caymmi, o sambista conheceu Gonçalves, um garoto esperto e encantado por sua música, que passou a segui-lo durante toda a viagem.

— Ele sempre pedia para ir junto, e eu deixava. No fim, ele disse que queria me visitar no Brasil. Falei brincando que era só perguntar por mim em Vila Isabel — relembra Martinho.

A brincadeira virou realidade. Pouco depois da turnê, Martinho precisou ser internado no Rio por recomendação médica. E, enquanto se recuperava, um episódio inusitado surpreendeu o país: Gonçalves chegou ao Brasil escondido em um avião, enganou a imigração dizendo que a mãe vinha logo atrás e ainda pegou um táxi no aeroporto, pedindo para ir até a casa de Martinho da Vila — com apenas uma palavra anotada na mão: “Grajaú”.

Sem saber o endereço exato, o taxista levou o garoto até a Rádio Globo, onde o locutor Haroldo de Andrade fez um apelo público. A então companheira do cantor, Lícia Caniné, a Ruça, foi até a emissora e reconheceu o menino, que havia convivido com o grupo durante a turnê.

Com autorização judicial, Gonçalves passou um fim de semana com Martinho em Duas Barras, interior do Rio, antes de ser encaminhado de volta a Angola pelo Juizado de Menores. No breve período em que esteve com a família do cantor, passeou pela cidade, conheceu o Pão de Açúcar e se divertiu com os instrumentos musicais da casa.

— Era preciso ficar de olho o tempo todo. Ele saía andando, curioso com tudo — conta Martinho.

Após o retorno do menino ao seu país de origem, os dois perderam o contato. Mas o episódio reforçou ainda mais a relação de Martinho da Vila com Angola. O sambista seguiu sendo um elo entre os mundos cultural e musical dos dois países, gravando álbuns como Canto Livre de Angola (1982), participando de festivais internacionais e lançando livros como Kizombas, andanças e festanças (1992).

Mais recentemente, entre abril e maio deste ano, Martinho voltou ao país africano com o show Canto Livre de Angola, em celebração aos 50 anos da independência. A turnê agora chega ao Rio de Janeiro, com apresentação marcada no Circo Voador, reunindo sucessos do artista e homenagens à música africana.

— Vai ser um show alegre, pra todo mundo cantar e dançar junto — afirma Martinho.

Canal Negritude em Letras

segunda-feira, 21 de julho de 2025

História do Samba: Luciana S. Worms


Histórias do Samba 

' Desde Que o Samba é Samba, é Assim! '
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Curso de história do Samba

Projeto em séries: DESDE QUE O SAMBA É SAMBA É ASSIM - 100 ANOS DE SAMBA; é, de certa forma, um desdobramento do livro “BRASIL SÉCULO XX, AO PÉ DA LETRA DA CANÇÃO POPULAR” – autoria de Luciana Salles Worms e Wellington Borges Costa – vencedor dos Prêmios Jabuti de literatura/2003 e Clio de melhor livro de história/2003).

Samba de rua
Luciana buscou mostrar a cronologia do samba, uma das maiores expressões da cultura brasileira. Em cada vídeo da série haverá a contextualização da canção. A escolha do repertório, formado por 20 obras, baseou-se na memória afetiva, na pesquisa que desenvolvo constantemente e na representatividade da música escolhida dentro da história do Brasil.

O trabalho só foi possível graças aos recursos do Mecenato Subsidiado da Prefeitura Municipal (Lei de incentivo à cultura de Curitiba por meio da Fundação Cultural de Curitiba - FCC/PAIC), aos importantes incentivos do Ebanx e do Instituto Joanir Zonta (Grupo Condor).

O projeto contou também com apoio do Sesc Paço da Liberdade, Celise Helena Niero. Direção Musical: João Egashira. Produção Musical: Alvaro Ramos. Direção de imagem: Antonio Spina Filho. Designer gráfico: José Carlos Branco. Preparadora vocal: Ana Cascardo.
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Banda:

Luciana Worms: Voz e pesquisadora
João Egashira: Violão 6 cordas 
Vinicius Chamorro: Violão 7 cordas 
Julião Boêmio: Cavaquinho 
Gabriel Castro: Saxofone, Flauta e Clarineta 
Luiz Rolim: Percuteria 

Captação e Finalização de imagens: Spin Filmes Captação e finalização de áudio: Gramofone+ Mixagem e masterização: Vitor Pinheiro e Alvaro Ramos Coordenação do projeto: Sarah Roeder Drechsel Direção Geral: Alvaro Ramos Marketing Cultural: Gramofone Produtora Cultural.

Primeiro episódio:

Pelo Telefone
(Donga e Almeida - 1917)


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Episódios completos da série:




 














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