Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
Mostrando postagens com marcador jETHRO tULL Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jETHRO tULL Rock. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de junho de 2026

jETHRO tULL


JETHRO TULL

História da banda e a discografia comentada.

Quando escutamos o primeiro álbum do Jethro Tull, This Was de 1968, já temos a impressão de se tratar de uma banda única!

Em 1968, uma banda com um flautista como frontman lançou seu primeiro álbum, This Was. Um clássico que influenciou incontáveis músicos pelo mundo, e ganhou a admiração e respeito de milhares de fãs. A história da banda começa em meados dos anos 60 com a banda The John Evan Band, que trazia os integrantes Ian Anderson nos vocais e flauta, o tecladista John Evan, o baterista Barriemore Barlow, e o baixista Jeffrey Hammond-Hammond.

Essa formação não persistiria, e Ian Anderson começa a tocar com os novos músicos - Glenn Cornick no baixo, Clive Bunker na baterista e o guitarrista Mick Abrahams. A banda muda de nome para Jethro Tull, e lançam o primeiro álbum 'This Was' de 1968. Esse álbum traz uma mistura de folk celta, música erudita e muito do blues e do jazz, principalmente por influência do guitarrista Mick Abrahams. A faixa "Serenade to a Cuckoo", do jazzista Roland Kirk, que tocava com três tipos diferentes de saxofone ao mesmo tempo, ele foi um dos primeiros a tocar a flauta e usar a voz ao mesmo tempo, técnica que seria a marca registrada na carreira toda de Ian Anderson.

Após o primeiro álbum, as diferenças musicais entre Mick Abrahams e o restante da banda, fez com que o guitarrista saísse para formar sua própria banda, o Blodwyn Pig. Por pouco tempo, o guitarrista Tony Iommi, futuro guitarrista do Black Sabbath, tocaria com o Jethro Tull, fazendo apenas uma apresentação no evento: The Rolling Stones Rock and Roll Circus, tocando a música Song for Jeffrey. Então, a próxima opção para guitarrista da banda se transformaria num dos pilares do Jethro Tull, e o segundo integrante mais longevo da história da banda: Martin Barre.

Com essa nova formação foi lançado o álbum 'Stand Up' de 1969. Ainda que com influências do blues da fase anterior, o segundo álbum do Tull, com a saída de Mick, deixava Ian mais livre para tocar à sua maneira, e a entrada de Barre trouxe mais peso ao som. Assim foi produzido um dos álbuns com, talvez, o maior índice de clássicos por faixa da história da banda. Entre elas está a famosa adaptação jazzística do quinto movimento da Lute Suite in Em minor de J. S. Bach, chamada Bourée, e as faixas Back To The Family e We Used To Know, onde Martin Barre mostra a que veio, com solos potentes de guitarra.

Em 1970, o tecladista John Evan, da primeira banda de Ian, se junta ao Jethro Tull e participa da gravação do terceiro álbum 'Benefit' de 1970. Ouvir o Tull tocando ao vivo em 1970 é ouvir uma banda jovem fazendo um som forte e conciso, e Ian Anderson tocando flauta de uma maneira única, músicas como With You There to Help Me, Nothing is Easy e My God (que seria lançada no próximo disco) são executadas com muita energia e um som bastante pesado, sem contar a ousadia de Ian na flauta, como pode ser percebido no solo da supracitada My God.

Isso tudo pode ser ouvido em dois discos ao vivo dessa época, o primeiro foi lançado em 1993, na caixa comemorativa do aniversário de 25 anos da banda, e foi gravado no Carnegie Hall, em Nova York. O outro foi lançado em 2004, e se chama Nothing Is Easy: Live At Isle Of Wight (2004). Gravado no famoso festival da Ilha de Wight, onde também tocaram The Who, The Doors, Jimi Hendrix, Emerson/Lake and Palmer, Miles Davis, entre muitos outros.


Em 1971 foi a vez do baixista Glenn Cornick deixar a banda, e em seu lugar entrou outro amigo de Ian e John Evan, Jeffrey Hammond-Hammond. Jefrrey foi um dos membros mais carismáticos da banda, interagia nos shows, lia o jornal/encarte do álbum Thick As A Brick (1972) na turnê de 1972 e narrava a história que ele próprio 
escreveu sobre a lebre que perdeu os óculos, na turnê de 1973 em suporte do álbum 
A Passion Play.

O disco seguinte, 'Aqualung' de 1971, foi a consagração definitiva da banda por conta da faixa "Aqualung", a mais popular do Jethro Tull. Nesse álbum as letras, escritas por Ian Anderson com a participação de sua primeira esposa Jennie Franks, contém fortes críticas à Igreja e à sociedade, como nas músicas My God, a faixa título e Hymn 43, todas com um som mais forte e intercaladas por músicas acústicas como Wond’ring Aloud, Cheap Day Return e Slipstream. Esse disco foi muito importante na carreira da banda por trazer faixas como Locomotive Breath, que toca nas rádios de classic rock até hoje.

Depois de Aqualung, o baterista Clive Bunker, que vinha com o Tull desde o inicío decide deixar a banda por motivos pessoais. Em seu lugar entra Barriemore Barlow, excelente baterista que ficaria no Tull até 1980. Com essa formação são gravados os próximos 4 discos, a começar pelo grandioso álbum com sonoridade do rock-progressivo, 'Thick As A Brick', de 1972. O TAAB, como é conhecido pelos fãs, é um álbum conceitual que contém uma única música com duração com mais de 43 minutos, dividida em duas partes originalmente por causa dos dois lados do LP.

Nesse disco a banda desenvolve um rock progressivo fantástico, cheio de mudanças de ritmo, mas com constantes retomadas e reinterpretações do tema principal. Ele é tido até hoje como uma das obras primas máximas do estilo. A letra é um caso a parte, o poema foi escrito por Ian anderson, mas é creditado a um autor fictício, Gerald Bostock, que seria apenas um garoto. A arte do encarte do disco foi desenvolvido à semelhança de um jornal, cuja manchete é sobre o garoto autor da letra, e com muitas páginas e reportagens, todas vindas das cabeças de Ian, John e Jeffrey. Nos shows da turnê a música ficava num tamanho imenso, chegando a 80 minutos. Isso incluía grandes solos de flauta e bateria, além de uma parada onde Jeffrey lia algumas das notícias do jornal do encarte.

No mesmo ano também foi lançado o famoso álbum duplo 'Living In The Past', de 1972, que é uma coletânea de músicas dos álbuns anteriores, que reúne algumas versões ao vivo, outras nunca lançadas e alguns singles.

'A Passion Play', lançado em 1973, segue na mesma linha progressiva do TAAB, uma grande música dividida nos dois lados do LP, mas nesse álbum há uma interrupção na música para uma história sobre uma lebre que perdeu seus óculos. “This is The Story Of The Hare Who Lost His Spectacles!”, é assim que John Evan anuncia com irreverência a história narrada por Jefrrey Hammond-Hammond. 
No restante do disco, Ian Anderson toca sax em algumas partes, acompanhado pela banda toda numa sintonia impecável. Foi lançado uma versão do disco com as faixas separadas, resultando em 16 faixas que podem ser ouvidas separadamente, mas que juntas formam uma peça só. Isso nos mostra a versatilidade dos músicos e como esse disco é bem trabalhado, com passagens complexas nos trazendo uma obra incrível.

Em 1974, a banda lança 'War Child', que originalmente deveria ter sido um filme. O projeto não foi em frente, mas o disco saiu. Ótimo disco contendo a acústica e clássica faixa Skating Away On The Thin Ice Of The New Day, a irreverente Bungle in the Jungle, e a animada The Third Horrah. Todas as outras músicas desse álbum são muito boas, com destaque para a faixa título e Ladies.

Tanto o disco War Child, quanto o álbum seguinte de 1975, 'Minstrel In The Gallery', estão classificados no site da banda como “Elizabethan / Medieval / Classical”. Uma classificação interessante, sobretudo para o Minstrel In The Gallery. A capa do álbum mostra uma festa medieval com um grupo de menestréis tocando ao fundo. A faixa título é a referência, ela começa acústica com Ian Anderson cantando suavemente, depois ela vai ganhando peso através da guitarra de Martin Barre, onde a banda faz uma passagem instrumental no melhor estilo rock-progressivo, para poder entrar numa parte mais rápida e dinâmica, excelente música!


O álbum traz outras ótimas faixas como Cold Wind To Valhalla, Requiem e One White Duck / 0^10 = Nothing At All, as três com belíssimos arranjos de cordas, fazem com que a o ouvinte se sinta realmente ouvindo um grupo de menestréis na Inglaterra Medieval. Destaque também para Baker St. Muse, faixa com mais de 16 minutos de puro rock progressivo, de prazeroso equilíbrio entre as partes acústicas e elétricas.

Após Minstrel In the Gallery, Jefrrey Hammond-Hammond aposenta seu baixo para trabalhar nas artes plásticas, algo que sempre gostou, a pintura. Em seu lugar entra o grande baixista John Glascock, que, entre outras, tocou na banda Carmen, que misturava flamenco com rock progressivo. O álbum gravado com essa formação chamado 'Too Old to Rock ‘n’ Roll: Too Young to Die!', de 1976, um disco um pouco diferente do resto da produção do Jethro Tull, mais alegre e descontraído, tem músicas muito boas, como a faixa título, Crazed Institution, Taxi Grab, From A Deadbeat To An Old Greaser (com direito a solo de sax de David Palmer) e Salamander, uma bela peça acústica que lembra, em alguns momento, a Cold Wind to Valhalla, do álbum anterior.

Foi nessa época que a banda começou a ter mais contato com o estilo acústico/folk. Glascock, que vinha do Carmen, uma banda folk da vocalista Angella Allen, onde ele fez backing vocals no disco. 

Maddy Prior, outra cantora inglesa de folk, também faz backing vocals nesse álbum, e em 1978, ela teve seu primeiro disco produzido por Ian Anderson, onde todos os membros do Jethro Tull também participam tocando em algumas faixas. Com isso, no ano de 1977, a banda decidi caminhar mais para essa vertente do folk, de onde nasceriam três grandes álbuns conhecidos como a trilogia de álbuns folk.

Para começar os trabalhos a banda ganhou o reforço oficial de David Palmer. Palmer foi arranjador do Jethro Tull desde os primeiros álbuns, ele foi um dos grandes responsáveis pelos discos da chamada fase de ouro da banda, tanto de fora, como por dentro dos palcos nas apresentações ao vivo. 

Então, com essa formação eles lançam o primeiro álbum da trilogia chamado 'Songs From The Wood' de 1977, uma das obras primas do Tull, com um som muito denso e coeso, como pode ser ouvido logo de cara na faixa título, arranjos muito bem feitos e execução impecável do novo arranjador David Palmer e de todos os integrantes da banda. Clássicos como Jack-In-The-Green e The Whistler, onde Ian Anderson toca flauta de maneira sensacional, além de faixas bem mais folk que trazem muito forte o estilo, mas que não deixam de soar música medival, como Hunting Girl e Velvet Green, que já inicia com um cravo.

No ano seguinte é a vez do álbum 'Heavy Horses' de 1978, que segue com o mesmo estilo do Songs From The Wood, com faixas como One Brown Mouse, com sua letra singela, a bela Wathercock onde o cantor conversa com um galinho do tempo. Mas nem só de músicas acústicas é feito esse álbum, a faixa título é mais pesada, com forte presença da guitarra de Barre, que em certo ponto parece cantar junto com a voz do Ian. No Lullaby é outra faixa marcante do álbum.

Nesse ano também é lançado o álbum ao vivo mais famoso do Jethro Tull, o duplo 'Live – Bursting Out!', de 1978. Esse álbum é feito de faixas de diferentes apresentações da turnê européia de 1978, e nos mostra uma banda no auge da boa forma, tocando de maneira incrível seus maiores sucessos, músicas dos novos álbuns e algumas instrumentais como Conundrum e Quatrain. 

Desse mesmo ano data um show no Madison Square Garden, em Nova York, que foi televisionado por uma emissora italiana. Foi um show gigante com o ginásio lotado, porém ele também foi marcado pela falta da presença do baixista John Glascock. Na ocasião, John se encontrava doente, assim Tony Williams, um velho conhecido de alguns membros da banda, assumiu o posto de baixista durante alguns shows, e desempenhou muito bem a difícil tarefa.

Fechando a trilogia folk, em 1979 foi lançado o álbum 'Stormwatch'. Apesar de ser considerado um álbum folk, o som dele difere um pouco dos seus dois antecessores. É um álbum um pouco mais obscuro, com uma certa dose de dramaticidade. Contém músicas maravilhosas, como North Sea Oil, Orion e Dun Ringill, além da belíssima Home e da maravilhosa peça chamada Elegy, uma das poucas em que John Glascock tocou nesse disco. Essas duas músicas são umas das mais emotivas do Tull. Mas a grande música do disco é Dark Ages, com seus mais de nove minutos de duração, ela têm na primeira parte um andamento bem lento, que depois vai tomando dinâmica e aos poucos ganhando volume até ficar num andamento bem mais acelerado. Com ótimas passagens instrumentais, é uma das músicas progressivas mais fortes e belas da banda. A letra dela é bastante pessimista em relação ao futuro do planeta.  

Há um documentário dessa época produzido pela BBC de Londres chamado Lively Arts, com John Glascock tocando com a banda nas músicas Sweet Dreams e Dark Ages. É sensacional assistir a banda com o baixista em ação no palco. Por volta do ano de 1979, John Glascock se encontrava internado por problemas cardíacos e a maioria das partes de baixo do Stormwatch (1979) foram tocadas pelo próprio Ian Anderson. A turnê do álbum começou com um baixista substituto, Dave Pegg, que tocaria por muito tempo na banda. No meio da turnê, infelizmente, John Glascock faleceu. Era o começo do fim da chamada: "Era de Ouro do Jethro Tull".

No final da turnê, Barriemore 
Barlow, muito abalado com a morte de John, e também pelo direcionamento mais pop que a banda estava tomando, acabou deixando a banda. Nesse período Ian Anderson estava gravando o que deveria ser seu primeiro disco solo, e para esse projeto convidou o músico Eddie Jobson, grande tecladista e violinista, que já havia tocado com Curved Air, Frank Zappa e UK. Convidou também o baixista Dave Pegg, o baterista Mark Craney e o próprio guitarrista do Jethro Tull, Martin Barre. O disco foi finalizado e lançado no ano de 1980 com o nome de 'A' (que seria de Anderson). Como a  gravadora gostou do trabalho, e a banda ainda tinha contrato para cumprir, ele foi lançado como um álbum do Jethro Tull. Insatisfeitos, David Palmer e John Evan deixam a banda definitivamente.


O disco A deu novos rumos à música do Tull, que renderam mais dois álbuns nessa pegada mais "pop", 'The Broadsword and the Beast' de 1982 e 'Under Wraps' de 1984, que não foi nada bem recebido pelos fãs mais conservadores. Neles os experimentos eletrônicos ganharam força, o que não significa um som ruim, apenas diferente do que o Tull vinha fazendo, com grande presença dos teclados de Eddie Jobson. Martin Barre e Jobson ficaram muito bem entrosados, ótimas passagens instrumentais de teclados e violinos, excelentes solos de guitarra com a flauta de Anderson, tudo com climas exagerados criados por Eddie Jobson. O baixista Dave Pegg, vindo da banda folk Fairport Convention, e o baterista Mark Craney também tocam de maneira incrível. O baixo de Pegg se faz muito presente.

O Jethro Tull voltou para uma sonoridade mais característica com o lançamento do álbum 'Crest of a Knave', de 1987. Ian Anderson contribuiu com a programação dos sintetizadores focando mais na guitarra de Martin Barre como não acontecia desde os anos 1970, e o álbum acabou sendo um sucesso de crítica e de vendas. Eles ganhariam um Grammy em 1989 como melhor "Performance de Rock Pesado/Metal", derrotando os favoritos Metallica. O prêmio foi particularmente controverso pois muitos não consideram o Jethro Tull como uma banda de rock pesado, muito menos de heavy metal.

O fato de este ser o primeiro Grammy do estilo Heavy Metal, ele foi visto pelos fãs "metaleiros" como um insulto (depois disso, e talvez por culpa disso, nos anos seguintes os prêmios foram separados e seriam entregues como os melhores do rock pesado e do heavy metal). Em uma resposta cômica às críticas pelo prêmio, a banda supostamente pagou um anúncio em um periódico musical britânico com a frase: "A flauta é um instrumento de metal pesado". 

A sonoridade do álbum Crest of a Knave, foi comparado ao que algumas bandas como Dire Straits vinham desenvolvendo, muito em parte pelo estilo imposto por Ian Anderson, que parecia não mais ter o alcance vocal como antes.

Desde então, a banda lançou uma variedade de álbuns com esse mesmo estilo, mas sempre incorporando suas raízes e influências folk como nos discos: 'Rock Island' de 1989, 'Catfish Rising' de 1991, 'Roots To Branches' de 1995 e 'J-Tull Dot Com' lançado em 1999. Outros dois álbuns com muito sucesso comercial dessa época foram 'A Little Light Music', de 1992, um álbum em grande parte acústico, que foi bem recebido pelos fãs devido à suas versões diferentes de muitas composições antigas e o 'Nightcap: The Unreleased Masters 1973–1991', lançado em 1993, que consiste num álbum duplo de compilações não aproveitadas pela banda entre os anos 1973 à 1991, porém com algumas canções inéditas.

Anderson lançou vários discos solo desde o começo dos anos 1980, e nos anos 1990, Martin Barre também deu início a uma carreira solo. Anderson e Barre permaneceram como o centro da banda (Pegg saiu em 1995, sendo substituído por Jonathan Noyce). Em 1996, uma combinação de artistas de rock progressivo lançou um tributo ao Jethro Tull chamado: To Cry You a Song, que incluía contribuições de diversos ex-integrantes da banda.

Em 2003, a banda lançou um álbum inspirado nas festas natalinas chamado 'A Christmas Album', e ao mesmo tempo os principais integrantes da banda - Martin Barre e Ian Anderson - também lançaram álbuns solos. 

Em 2014, Ian Anderson e Martin Barre se separaram para cuidar das suas carreiras solos, e o Jethro Tull ficaria o maior tempo da sua história sem gravar álbuns.

Após um hiato de 19 anos sem gravar um disco oficial, o Jethro Tull volta com uma formação renovada, embora a maioria dos músicos já tenham feito vários shows e participado de alguns projetos com a banda durante todos esses anos. Músicos excepcionais como: David Goodier (baixo), John O'Hara (teclados), Scott Hammond (bateria) e os guitarristas Joe Parrish e Jack Clark. 

Até o momento foram três álbuns gravados desde o retorno da banda aos estúdios para gravarem coisas novas entre os anos de 2022 e 2025. 

O primeiro, 'The Zealot Gene' de 2022, explorando temas de crença e fanatismo, mantendo o legado de rock progressivo do Jethro Tull e incorporando sonoridades contemporâneas. Este álbum demonstra a capacidade contínua de Ian Anderson de entrelaçar narrativas complexas com música sofisticada.

O segundo, 'RökFlöte', lançado em 2023, mergulha na mitologia nórdica, explorando temas de destino e fatalidade. Com a flauta de Anderson em destaque, este álbum demonstra o fascínio duradouro do Jethro Tull por contos antigos e sua transposição para o rock moderno. 

E o último, 'Curious Ruminant', o 24º álbum de estúdio do Jethro Tull lançado em 2025 pela Inside Out Music. Esse disco apresenta nove faixas que misturam rock progressivo e folk com a flauta característica de Ian Anderson e letras introspectivas. Com a participação dos membros atuais David Goodier, John O'Hara, Scott Hammond e o estreante Jack Clark, além dos ex-membros Andrew Giddings e James Duncan, o álbum ecoa a trilogia folk do Tull dos anos 1970, ao mesmo tempo que explora temas modernos e contemporâneos.

O Jethro Tull segue na ativa fazendo shows e apresentando seus recentes lançamentos de estúdio. O grupo continua sua lendária jornada misturando rock, blues e folk britânico. 

Vida longa ao Jethro Tull !!