Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

terça-feira, 30 de junho de 2026

LiTeRaTuRa: Anna Bella Geiger

LIVRO: ANNA BELLA GEIGER
'A Imaginação é um ato de liberdade'

Editora: sobinfluencia edições
Data da publicação: 10 março 2026
Autora: Gabriela De Laurentiis


Sobre a crítica e artista plástica:
Anna Bella Geiger é uma artista plástica e professora nascida no Rio de Janeiro. Com obras de caráter experimental, ela foi uma das primeiras artistas a engajar em técnicas abstratas no Brasil, participando da primeira exposição de arte abstrata brasileira, no hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ), em 1953.

Suas obras conversam com dimensões pessoais e políticas, e criticam e dialogam com diferentes aspectos da história e da sociedade brasileiras nos últimos 70 anos. Esta pesquisa explora a obra da artista e investiga como temas como autoritarismo, violência estatal e violência de gênero a atravessam.

Como a artista Anna Bella Geiger cria obras e promove práticas artísticas e educacionais que produzem uma crítica aos autoritarismos e violências?

Anna Bella Geiger é uma das mais importantes artistas brasileiras e, aos mais de 90 anos, segue em plena atividade. Desde os anos 1960, ela desenvolve obras comprometidas com os problemas sociais, políticos e culturais de seu tempo. Ao longo das décadas, sua produção atravessa diferentes mídias e contextos institucionais, articulando arte, educação e pensamento crítico.

Mobilizando teorias feministas para pensar essas formas espaciais, a tese contribui para adensar os debates sobre arte, política e gênero no Brasil, ao mesmo tempo em que propõe uma metodologia sensível ao modo como artistas constroem pensamento a partir da prática. Trata-se de uma pesquisa comprometida com os movimentos de Anna Bella Geiger, ou seja, com imaginar outras formas de criar, resistir e habitar o mundo.

A pesquisa, realizada na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), com bolsa Fapesp, investiga a obra da artista Anna Bella Geiger, com foco em suas práticas artísticas e educacionais, sobretudo aquelas desenvolvidas durante o período da ditadura militar no Brasil. A partir da noção de espacializações, propõe-se compreender como Geiger cria e transforma espaços — físicos, institucionais, subjetivos, imagéticos, cartográficos — em formas de crítica aos autoritarismos e violências materiais e simbólicas.

O trabalho é estabelecido por meio de teorias e metodologias feministas, que permitem abordar a criação artística não apenas como linguagem, mas como forma de elaboração de mundo e produção de pensamento. A tese articula questões de arte, política e gênero, analisando obras criadas em conjunto com estudantes e individualmente, exibidas em mostras solos e coletivas, principalmente aquelas realizadas em formas de fotografia, vídeo e instalação.

Ao privilegiar a dimensão espacial na análise de sua obra, a pesquisa evidencia como Anna Bella Geiger compartilha com pensadoras feministas uma atenção crítica aos modos de construir, tensionar e ocupar espaços. Com isso, contribui de maneira singular aos debates contemporâneos sobre artes, autoritarismos e feminismos.

Mais do que chegar a uma conclusão fechada, a pesquisa propõe deslocamentos. Ela parte da escuta das obras e práticas de Anna Bella Geiger para elaborar conceitos como o de espacializações, que atravessam imagens, corpos, instituições e modos de criar.

Um ponto de destaque foram as imagens apresentadas na tese. Elas resultam tanto de pesquisas documentais em acervos de museus como o MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e o MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), quanto de arquivos de jornais. Também foram produzidos registros inéditos, realizados por mim, durante viagens de pesquisa junto a Anna Bella Geiger, e pelo artista João Mascaro, no contexto das filmagens do documentário sobre a artista — ainda em finalização. Esses materiais visuais não apenas documentam, mas constituem parte do pensamento desenvolvido ao longo da pesquisa.

A maior contribuição talvez esteja em mostrar como sua obra se aproxima de debates feministas sem necessariamente reivindicar esse lugar. Há uma afinidade ética e formal entre sua maneira de criar e as formas feministas de habitar, resistir e transformar o mundo. A pesquisa, portanto, não fecha uma resposta, mas abre territórios de relação entre arte, espaço e política.

O público em geral, artistas, curadoras, pesquisadoras e educadoras que se interessam pelos feminismos, pela relação entre arte e política e pela produção cultural brasileira.

Gabriela Barzaghi De Laurentiis é artista e pós-doutoranda na FAU-USP, com bolsa Fapesp que também financia seu estágio como pesquisadora convidada no Institute for Cultural Inquiry, vinculado ao programa Gênero e Estudos Pós-coloniais da Utrecht University, nos Países Baixos. É autora de “Louise Bourgeois e modos feministas de criar”, resultado de seu mestrado em história cultural pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). É graduada em ciências sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com intercâmbio na Sciences Po – Paris. Foi pesquisadora associada ao projeto Imaginários Urbanos (Fapesp–Université de Lyon). Integra os grupos de pesquisa do CNPq “RITe – Representações: Imaginário e Tecnologia” (da FAU-USP) e “O Espaço Delas” (da Universidade Federal de Uberlândia). Atua também como curadora e autora de textos críticos para exposições e catálogos e integra o Lâmina, duo artístico que investiga relações entre arte, arquitetura e tecnologias de produção audiovisual.



Provocação Histórica: A Imaginação é um Ato de Liberdade


A IMAGINAÇÃO É UM ATO DE LIBERDADE
' Livro sobre a artista plástica: Anna Bella Geiger '

Gabriela De Laurentiis é artista, pesquisadora, curadora e escritora. Autora dos livros Anna Bella Geiger: a imaginação é um ato de liberdade e Louise Bourgeois e modos feministas de criar, ambos traduzidos para o espanhol. Mestre em História pela UNICAMP, é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da USP (2022), onde faz seu pós-doutorado. Foi pesquisadora visitante no Institute for Cultural Inquiry (ICON), no âmbito do programa de Estudos de Gênero e Pós-coloniais da Universidade de Utrecht, Holanda. Todas as pesquisas foram realizadas com bolsa FAPESP. Graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP (2010), fez intercâmbio acadêmico na Sciences Po Paris (2009). Gabriela é também parte do duo artístico Lâmina.

PROGRAMA 
- PROVOCAÇÃO HISTÓRICA - 
GABRIELA DE LAURENTIIS
25/06/2026



segunda-feira, 29 de junho de 2026

DiScOs InCrÍvEiS: Joanna Connor


Joanna Connor
'4801 South Indiana Avenue'
- 2021 -

A virtuosa da guitarra slide e cantora e compositora de Chicago, Joanna Connor, mais conhecida como uma das rainhas do blues rock, lançou seu 14º álbum, 4801 South Indiana Avenue, pelo novo selo independente de blues de Joe Bonamassa, Keeping The Blues Alive, em 26 de fevereiro de 2021. O novo álbum, sucessor do aclamado álbum de estúdio Rise, foi produzido por Joe Bonamassa e Josh Smith no Ocean Way Recording Studios em Nashville, Tennessee. Joanna, Joe e os demais músicos do álbum mergulharam fundo e criaram um conjunto autêntico, vibrante e original de blues de Chicago.

Joanna já tocou guitarra com grandes nomes do blues, incluindo James Cotton, Buddy Guy, Jimmy Page e Junior Wells. Estreando no principal clube de blues de Chicago, o Kingston Mines, na década de 1980, ela se apresentou lá três noites por semana desde então, intercalando com shows em clubes maiores e festivais, antes da disseminação da pandemia no início deste ano.

Guitarrista de blues rock agressivamente ousada e altamente inovadora, com um groove preciso que engloba jazz e funk, Joanna é aclamada por muitos como uma das guitarristas mais poderosas e influentes do planeta.

Sobre o álbum:

Joanna afirma: “Escolhemos o título do álbum '4801 South Indiana Avenue' porque era o endereço real do lendário templo do funk blues 'Theresa's Lounge'. Queremos que o ouvinte abra aquela porta, entre e sinta em sua essência um pouco da magia que um lugar como aquele proporcionava noite após noite. Foi uma honra trazer isso para vocês, nossos ouvintes.”

O novo álbum reflete uma experiência completamente nova em relação à forma como Joanna gravou música no passado.

“Este álbum é uma homenagem à escola de blues que frequentei em Chicago”, diz Joanna. “Tentamos capturar o espírito da tradição e injetá-lo com energia bruta e paixão.”

Quando perguntada sobre como Joe acabou produzindo seu álbum, Joanna se lembra como se fosse ontem.

“Gravamos o álbum em Nashville. Joe retuitou um dos meus vídeos em maio passado e ele viralizou em seu site. Agradeci a ele por mensagem, dei meu contato e ele respondeu imediatamente.”

“Ele abriu um show para mim anos atrás no palco Backporch do House of Blues em Chicago, onde toquei semanalmente por anos! Joe já me conhecia há anos. Ele queria fazer um álbum para mim, um álbum que ele sentia que eu precisava fazer e que nunca tinha feito de verdade.”

Joanna tem a reputação, no meio musical, de ser uma ótima guitarrista. O que ela tentou alcançar com sua guitarra no novo álbum?

Joanna diz: “Não usamos efeitos, usamos muitas guitarras legais e amplificadores vintage, o que é novidade para mim. Tentamos refazer tudo para retratar a minha profunda história com o blues, trazer à tona as milhares de horas suadas naqueles clubes de blues em Chicago e transmitir isso para o disco.”

No novo álbum, Joe incentivou Joanna, o que permitiu que ela entregasse uma voz mais poderosa em todas as faixas.

“Foi o máximo que já forcei minha voz”, diz Joanna.

Mas por que Joe Bonamassa quis produzir o novo álbum de Joanna?

“Lembro-me de perguntar diretamente a Joe: 'De todos os guitarristas do mundo, por que eu?'” Ele disse: “Porque você tem uma intensidade na sua forma de tocar que a maioria das pessoas não tem. Aliás, eu gostaria de ter um pouco disso em mim, de simplesmente se deixar levar e nem pensar nisso.”

O novo álbum conta com a nata dos músicos. Joanna descreve o trabalho com eles como uma experiência inesquecível.

“Tocar com Reese Wynans foi uma honra e um privilégio, e me emocionou até às lágrimas. Ter Josh Smith e Joe tocando guitarra em todas as faixas e fazendo os arranjos foi um presente para mim. O baixista Calvin Turner era incrivelmente envolvente e sólido, e foi o responsável pelos arranjos de metais. 

Lemar Carter é um dos bateristas mais requisitados da cena musical e toca com Frank Ocean e muitos outros. Ele é um mestre do tempo, do bom gosto e do groove. Gravamos todas as músicas em, no máximo, três takes. Estávamos todos juntos na mesma sala, exceto Joe, que estava na sala de controle tocando e produzindo. Fazer este álbum foi como um trabalho dos sonhos.”

As faixas

1. Destination
2. Come Back Home
3. Bad News
4. I Feel So Good
5. For The Love Of A Man
6. Trouble Trouble
7. Please Help
8. Cut You Loose
9. Part Time Love
10. It's My Time


Curaçao BlueSeas Festival


Curaçao BlueSeas Festival

O Curaçao International BlueSeas Festival é um animado festival de música gratuito realizado no histórico bairro de Pietermaai, em Willemstad. Artistas locais e internacionais apresentam blues e música ao vivo em vários palcos, criando uma atmosfera vibrante repleta de bons sons, boa comida e verdadeiras vibrações da ilha. Um evento imperdível para os amantes da música em Curaçao.

A ilha de Curaçao tem sempre a honra de receber o grandioso Curaçao International BlueSeas Festival. Depois de uma pausa forçada devido à covid-19, uma seleção de talentos internacionais do blues voltaram a ser vistos nos vários palcos do free street festival da zona boêmia. O show de inauguração foi no dia 6 de abril de 2023 com um concerto da banda holandesa Harlem Lake no Kura Hulanda Village, em Otrobanda.

Vários outros artistas puderam particpar desse momento como: Annika Chambers e Paul DesLauriers, SaRon Crenshaw Band, John Németh, Victor Wainwright e The Train, Ron Artis II & The Truth, Terrie Odab, Diunna Greenleaf e Sugaray Rayford Band. “Estamos sempre muito alegres em receber os turistas que visitam Curaçao todos os anos para prestigiar o festival. Os participantes do festival podem desfrutar de toda a nossa oferta turística e gastronômica, praias, cultura, bem-estar, além de toda a programação do festival”, afirma Andre Rojer, Gerente Regional para América do Sul do Escritório de Turismo de Curaçao.

No distrito de Pietermaai, também conhecido como o “SoHo” de Curaçao, todos descobrem uma experiência única de compras, para não mencionar a beleza de bares, restaurantes e hotéis boutique charmosos. Juntos, esta coleção única de empresas criou uma parte viva, aconchegante e segura desta parte da capital. Nem todos os monumentos negligenciados estão restaurados, mas isso é o que dá a Pietermaai um estilo especial e real. Em resumo, o local certo para as pessoas que procuram algo realmente diferente. Os visitantes não só desfrutam do Curaçao International BlueSeas Festival, mas, também, experimentam a amigável hospitalidade de Curaçao. Assim, o destino é, em todos os seus aspectos, levado à atenção dos amantes da música internacional de uma maneira única.

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A Fundação “Fundashon Bon Intenshon”, estabelecida em Curaçao e fundada em 1990, é a idealizadora, co-organizadora e principal patrocinadora do Curaçao International BlueSeas Festival.

A Fundashon Bon Intenshon deseja destacar Curaçao na atenção da comunidade (inter)nacional de uma forma especial. Desde a sua fundação, a Fundashon, como parte do seu compromisso social, tem apoiado diversos projetos nas áreas da educação, cultura, desporto, redução da pobreza, saúde e turismo. O foco do apoio reside principalmente na criação de melhores oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. Um bom exemplo disso é a Academia de Futebol de Curaçao, criada especialmente para a juventude. Jovens talentos recebem treinos de futebol quase diariamente e, além disso, são acompanhados individualmente e auxiliados nas tarefas de casa. Um projeto único em toda a região.

O Curaçao International BlueSeas Festival, organizado pela Fundashon em cooperação com a Mojo Concerts, alinha-se perfeitamente com os objetivos da Fundashon. Os visitantes não vêm apenas para desfrutar do festival, mas também para vivenciar a calorosa hospitalidade de Curaçao. Dessa forma, a ilha de Curaçao é apresentada aos amantes da música internacional de uma maneira especial, em todos os seus aspectos.

Outros dois projetos únicos que foram viabilizados pelo Fundashon Bon Intenshon são o Curaçao North Sea Jazz Festival (desde 2010) e o Curaçao International Film Festival Rotterdam (desde 2012).

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Joanna Connor

Joanna Connor
"O blues que me encontrou"

Seu álbum favorito na infância era do Taj Mahal, e ela viu Buddy Guy se apresentar com apenas 10 anos de idade. Então, pode-se dizer que o blues a encontrou, e não o contrário, concorda a cantora e virtuosa guitarrista Joanna Connor . Tocando profissionalmente aos 17 anos, seu desejo de mergulhar no blues a fez se mudar para Chicago na década de 1980 e nunca mais olhar para trás. Ela dividiu o palco com grandes nomes como Buddy Guy, Junior Wells, B.B. King e Screamin' Jay Hawkins, entre muitos outros. Com sua própria banda, lançou diversos álbuns e fez muitas turnês antes de se apresentar regularmente no clube Kingston Mines e no House of Blues, em Chicago, enquanto criava seus filhos. Em 2023, lançou seu 15º e mais recente álbum, Best Of Me.

Joanna Connor (nascida em 31 de agosto de 1962) é uma cantora, compositora e guitarrista de blues norte-americana radicada em Chicago. Connor nasceu no Brooklyn, na cidade de Nova York, e foi criada em Worcester, Massachusetts. Depois de se mudar para Chicago em 1984, ela foi atraída pela cena do blues de Chicago, eventualmente dividindo o palco com James Cotton, Junior Wells, Buddy Guy e AC Reed.

Em 1987, Connor formou sua própria banda e gravou seu primeiro álbum para a Blind Pig Records em 1989. Em 2002, Connor deixou a Blind Pig Records e assinou um contrato de gravação com a MC Records (uma pequena gravadora independente). Em 2021, Connor lançou o álbum de blues nº 1 4801 South Indiana Avenue, pela Keeping the Blues Alive Records de Joe Bonamassa.

Durante a turnê de 2022, Connor se apresentou ao vivo no Kingston Mines, um clube de blues. Em 2023, Connor foi indicado ao Blues Music Award na categoria de instrumentista, como guitarrista.

A virtuosa guitarrista slide explica: A música blues geralmente não é vista como um organismo vivo, capaz de funcionar e crescer por conta própria, mas talvez ela deva ser pensada nesses termos. Em vez de ser apenas uma peça de museu exposta, acumulando poeira em uma prateleira, a música blues está ao nosso redor todos os dias e parece se transformar de uma forma para outra com uma facilidade inabalável. Isso pode ser constatado em diversos lugares diferentes, inclusive em uma longa viagem de carro de Chicago a Terre Haute, Indiana.

“O blues sempre fará parte da música popular"

Não sou uma grande fã de rap ou hip-hop, mas é o que meus filhos adoram. Eu estava em uma viagem à Universidade Estadual de Indiana com minha filha de 17 anos e ela tinha um disco do Gucci Mane – um artista de hip-hop de Atlanta. Eu estava ouvindo repetidamente por umas quatro horas, quando me dei conta: esse cara está fazendo blues do Delta… mas é rap. Aquilo me impactou muito. Pensei: 'Isso é tipo o novo blues'. É bem primitivo de certa forma, mas é tão envolvente e sombrio, e definitivamente tem o blues. Então, o blues está em tudo”, disse ela. “O velho ditado diz: 'O blues nunca morrerá', e eu acredito nisso. Ele está crescendo e mudando, mesmo que alguns puristas do blues fiquem bravos. Há toda uma nova geração tocando e uma nova interpretação do blues acontecendo hoje em dia.”

Connor sempre foi uma das artistas que não se contentavam em simplesmente relaxar e tocar sempre a mesma coisa. Ela é uma bluesman, com certeza, mas toca blues do jeito que sente, não do jeito que algum livro antigo diz que deveria. Essa é uma das razões pelas quais ela se tornou uma das guitarristas imperdíveis das últimas duas décadas.

História e Estilo: Após mudar-se para Chicago em 1984, Connor rapidamente se integrou ao cenário local de blues, apresentando-se em casas históricas como o Kingston Mines. Ela formou sua própria banda em 1988 e, desde então, dividiu o palco com lendas como Buddy Guy, B.B. King e Jimmy Page. Sua sonoridade une, de forma harmoniosa, o blues tradicional de Chicago a elementos de jazz, funk e hard rock. 

Lançamentos Recentes: Os projetos mais recentes de Connor — compostos inteiramente por material autoral e marcando sua estreia em novas gravadoras — foram lançados pela Gulf Coast Records. Antes disso, ela alcançou grande sucesso de crítica e público com o álbum *4801 South Indiana Avenue* (2021), produzido por Joe Bonamassa. Você pode conferir sua discografia oficial e as datas de turnê diretamente no site oficial de Joanna Connor.

A banda

A Joanna Connor Band é liderada pela guitarrista. Conhecida por sua técnica avassaladora de 'slide guitar' e por suas raízes profundas na cena do blues de Chicago, ela atualmente faz turnês e grava com uma banda de apoio conhecida como The Wrecking Crew.

A formação atual da banda em turnê e gravação conta com um grupo de músicos de primeira linha:

Joanna Connor – Guitar & Vocals
Shaun "Gotti" Calloway – Bass
Jason “J Roc” Edwards – Drums & Vocals
Dan Souvigny – Guitar & Keys
Curtis Moore Jr. – Keys