LIVRO: ANNA BELLA GEIGER
'A Imaginação é um ato de liberdade'
Editora: sobinfluencia edições
Data da publicação: 10 março 2026
Autora: Gabriela De Laurentiis
Sobre a crítica e artista plástica:
Anna Bella Geiger é uma artista plástica e professora nascida no Rio de Janeiro. Com obras de caráter experimental, ela foi uma das primeiras artistas a engajar em técnicas abstratas no Brasil, participando da primeira exposição de arte abstrata brasileira, no hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ), em 1953.
Suas obras conversam com dimensões pessoais e políticas, e criticam e dialogam com diferentes aspectos da história e da sociedade brasileiras nos últimos 70 anos. Esta pesquisa explora a obra da artista e investiga como temas como autoritarismo, violência estatal e violência de gênero a atravessam.
Como a artista Anna Bella Geiger cria obras e promove práticas artísticas e educacionais que produzem uma crítica aos autoritarismos e violências?
Anna Bella Geiger é uma das mais importantes artistas brasileiras e, aos mais de 90 anos, segue em plena atividade. Desde os anos 1960, ela desenvolve obras comprometidas com os problemas sociais, políticos e culturais de seu tempo. Ao longo das décadas, sua produção atravessa diferentes mídias e contextos institucionais, articulando arte, educação e pensamento crítico.
Suas obras conversam com dimensões pessoais e políticas, e criticam e dialogam com diferentes aspectos da história e da sociedade brasileiras nos últimos 70 anos. Esta pesquisa explora a obra da artista e investiga como temas como autoritarismo, violência estatal e violência de gênero a atravessam.
Como a artista Anna Bella Geiger cria obras e promove práticas artísticas e educacionais que produzem uma crítica aos autoritarismos e violências?
Anna Bella Geiger é uma das mais importantes artistas brasileiras e, aos mais de 90 anos, segue em plena atividade. Desde os anos 1960, ela desenvolve obras comprometidas com os problemas sociais, políticos e culturais de seu tempo. Ao longo das décadas, sua produção atravessa diferentes mídias e contextos institucionais, articulando arte, educação e pensamento crítico.
Mobilizando teorias feministas para pensar essas formas espaciais, a tese contribui para adensar os debates sobre arte, política e gênero no Brasil, ao mesmo tempo em que propõe uma metodologia sensível ao modo como artistas constroem pensamento a partir da prática. Trata-se de uma pesquisa comprometida com os movimentos de Anna Bella Geiger, ou seja, com imaginar outras formas de criar, resistir e habitar o mundo.
A pesquisa, realizada na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), com bolsa Fapesp, investiga a obra da artista Anna Bella Geiger, com foco em suas práticas artísticas e educacionais, sobretudo aquelas desenvolvidas durante o período da ditadura militar no Brasil. A partir da noção de espacializações, propõe-se compreender como Geiger cria e transforma espaços — físicos, institucionais, subjetivos, imagéticos, cartográficos — em formas de crítica aos autoritarismos e violências materiais e simbólicas.
O trabalho é estabelecido por meio de teorias e metodologias feministas, que permitem abordar a criação artística não apenas como linguagem, mas como forma de elaboração de mundo e produção de pensamento. A tese articula questões de arte, política e gênero, analisando obras criadas em conjunto com estudantes e individualmente, exibidas em mostras solos e coletivas, principalmente aquelas realizadas em formas de fotografia, vídeo e instalação.
Ao privilegiar a dimensão espacial na análise de sua obra, a pesquisa evidencia como Anna Bella Geiger compartilha com pensadoras feministas uma atenção crítica aos modos de construir, tensionar e ocupar espaços. Com isso, contribui de maneira singular aos debates contemporâneos sobre artes, autoritarismos e feminismos.
Mais do que chegar a uma conclusão fechada, a pesquisa propõe deslocamentos. Ela parte da escuta das obras e práticas de Anna Bella Geiger para elaborar conceitos como o de espacializações, que atravessam imagens, corpos, instituições e modos de criar.
A pesquisa, realizada na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), com bolsa Fapesp, investiga a obra da artista Anna Bella Geiger, com foco em suas práticas artísticas e educacionais, sobretudo aquelas desenvolvidas durante o período da ditadura militar no Brasil. A partir da noção de espacializações, propõe-se compreender como Geiger cria e transforma espaços — físicos, institucionais, subjetivos, imagéticos, cartográficos — em formas de crítica aos autoritarismos e violências materiais e simbólicas.
O trabalho é estabelecido por meio de teorias e metodologias feministas, que permitem abordar a criação artística não apenas como linguagem, mas como forma de elaboração de mundo e produção de pensamento. A tese articula questões de arte, política e gênero, analisando obras criadas em conjunto com estudantes e individualmente, exibidas em mostras solos e coletivas, principalmente aquelas realizadas em formas de fotografia, vídeo e instalação.
Ao privilegiar a dimensão espacial na análise de sua obra, a pesquisa evidencia como Anna Bella Geiger compartilha com pensadoras feministas uma atenção crítica aos modos de construir, tensionar e ocupar espaços. Com isso, contribui de maneira singular aos debates contemporâneos sobre artes, autoritarismos e feminismos.
Mais do que chegar a uma conclusão fechada, a pesquisa propõe deslocamentos. Ela parte da escuta das obras e práticas de Anna Bella Geiger para elaborar conceitos como o de espacializações, que atravessam imagens, corpos, instituições e modos de criar.
Um ponto de destaque foram as imagens apresentadas na tese. Elas resultam tanto de pesquisas documentais em acervos de museus como o MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e o MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), quanto de arquivos de jornais. Também foram produzidos registros inéditos, realizados por mim, durante viagens de pesquisa junto a Anna Bella Geiger, e pelo artista João Mascaro, no contexto das filmagens do documentário sobre a artista — ainda em finalização. Esses materiais visuais não apenas documentam, mas constituem parte do pensamento desenvolvido ao longo da pesquisa.
A maior contribuição talvez esteja em mostrar como sua obra se aproxima de debates feministas sem necessariamente reivindicar esse lugar. Há uma afinidade ética e formal entre sua maneira de criar e as formas feministas de habitar, resistir e transformar o mundo. A pesquisa, portanto, não fecha uma resposta, mas abre territórios de relação entre arte, espaço e política.
O público em geral, artistas, curadoras, pesquisadoras e educadoras que se interessam pelos feminismos, pela relação entre arte e política e pela produção cultural brasileira.
Gabriela Barzaghi De Laurentiis é artista e pós-doutoranda na FAU-USP, com bolsa Fapesp que também financia seu estágio como pesquisadora convidada no Institute for Cultural Inquiry, vinculado ao programa Gênero e Estudos Pós-coloniais da Utrecht University, nos Países Baixos. É autora de “Louise Bourgeois e modos feministas de criar”, resultado de seu mestrado em história cultural pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). É graduada em ciências sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com intercâmbio na Sciences Po – Paris. Foi pesquisadora associada ao projeto Imaginários Urbanos (Fapesp–Université de Lyon). Integra os grupos de pesquisa do CNPq “RITe – Representações: Imaginário e Tecnologia” (da FAU-USP) e “O Espaço Delas” (da Universidade Federal de Uberlândia). Atua também como curadora e autora de textos críticos para exposições e catálogos e integra o Lâmina, duo artístico que investiga relações entre arte, arquitetura e tecnologias de produção audiovisual.
A maior contribuição talvez esteja em mostrar como sua obra se aproxima de debates feministas sem necessariamente reivindicar esse lugar. Há uma afinidade ética e formal entre sua maneira de criar e as formas feministas de habitar, resistir e transformar o mundo. A pesquisa, portanto, não fecha uma resposta, mas abre territórios de relação entre arte, espaço e política.
O público em geral, artistas, curadoras, pesquisadoras e educadoras que se interessam pelos feminismos, pela relação entre arte e política e pela produção cultural brasileira.
Gabriela Barzaghi De Laurentiis é artista e pós-doutoranda na FAU-USP, com bolsa Fapesp que também financia seu estágio como pesquisadora convidada no Institute for Cultural Inquiry, vinculado ao programa Gênero e Estudos Pós-coloniais da Utrecht University, nos Países Baixos. É autora de “Louise Bourgeois e modos feministas de criar”, resultado de seu mestrado em história cultural pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). É graduada em ciências sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com intercâmbio na Sciences Po – Paris. Foi pesquisadora associada ao projeto Imaginários Urbanos (Fapesp–Université de Lyon). Integra os grupos de pesquisa do CNPq “RITe – Representações: Imaginário e Tecnologia” (da FAU-USP) e “O Espaço Delas” (da Universidade Federal de Uberlândia). Atua também como curadora e autora de textos críticos para exposições e catálogos e integra o Lâmina, duo artístico que investiga relações entre arte, arquitetura e tecnologias de produção audiovisual.



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