Steve Miller
' Do blues ao flerte com o space-rock '
Steve Miller tem sido uma presença monumental na cena musical americana por mais de meio século – e, ao longo dessa era, seus lançamentos venderam dezenas de milhões de discos e foram reproduzidos bilhões de vezes em plataformas de streaming. A coletânea " Greatest Hits 1974-78" de Miller recebeu o Prêmio Diamante da RIAA, com vendas superiores a quinze milhões de cópias. Ela está entre os 25 álbuns mais vendidos de todos os tempos.
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História da Banda
Steve Miller nasceu em Milwaukee, Wisconsin, em 5 de outubro de 1943. Iniciou sua carreira artística como cantor e guitarrista de blues e rock. Miller entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2016.
No início de sua carreira, Miller foi um pilar da cena musical de São Francisco que revolucionou a cultura norte americana no final dos anos 60. Fundou a 'Steve Miller Band', no ano de 1967, ao lado de outro excelente guitarrista, Boz Scaggs, e o tecladista Jim Peterman. Em 1968, Miller formou a Steve Miller Band com Scaggs nos vocais, lançando o álbum Children of the Future, o primeiro de um série de discos calcados solidamente no estilo de blues psicodélico que dominava o cenário musical de São Francisco na época. Scaggs e Peterman deixariam a banda depois dos dois primeiros álbuns e seriam substituidos com as entradas dos músicos Tim Davis na bateria, e os tecladistas Ben Sidran e o inglês Nicky Hopkins.
Steve Miller só começaria a cantar em 1969, assumindo os vocais ocasionalmente no álbum Brave New World. Paul McCartney contribuiu para a faixa "My Dark Hour" (creditado como "Paul Ramon"), fornecendo vocais de apoio, bateria, guitarra e baixo. Os outros membros dos Beatles não puderam comparecer a uma sessão de gravação dos ingleses, então Glyn Johns, que produzia o álbum, sugeriu que Miller e McCartney trabalhassem juntos para aproveitar o tempo livre de Paul.
Álbuns como 'Children of the Future', 'Sailor', 'Brave New World', 'Your Saving Grace' e 'Number 5', Miller aperfeiçoou um som de blues psicodélico que se inspirava nas raízes mais profundas da música estadunidense e, simultaneamente, articulava uma visão convincente do que a música – e, de fato, a sociedade – poderia ser nos anos vindouros.

Então, a partir dos anos 70, após um hiato de dois anos sem gravar, a Steve Miller Band retorna com um estilo de música que seria conhecido depois como "space-rock", música inteligente, refinada e muito empolgante – que dominou as rádios como poucos artistas conseguiram. No início dos anos 80 a banda entra num clima mais new wave e pop.
Um álbum melhor do que o outro num fluxo aparentemente interminável: 'The Joker' (1973), 'Fly Like an Eagle' (1976), 'Book Of Dreams' (1977), 'Circle Of Love' (1981) e 'Abracadabra' (1982).
Até hoje, esses álbuns e músicas como Take the Money and Run, Rock'n Me, Fly Like an Eagle, Jet Airliner, Jungle Love e Swingtown são instantaneamente reconhecíveis – e é impossível não cantar junto. Seus refrões são a própria definição de inesquecíveis.
A obra singular de Miller é permeada por uma combinação de virtuosismo e maestria na composição. E isso não é por acaso. Seus pais eram aficionados por jazz – além de amigos próximos de Les Paul e Mary Ford – então, como guitarrista em formação, Miller absorveu valiosas lições dessa tradição musical. Quando a família se mudou para o Texas, Miller aprofundou seus conhecimentos em blues, eventualmente se mudando para Chicago, onde tocou com Muddy Waters, Howlin' Wolf, James Cotton e Paul Butterfield. Essa gama de influências musicais permeia sua música até hoje.
Nos últimos anos, Miller mergulhou de cabeça no blues e em suas diversas vertentes. Como sempre fez, ele continua encontrando formas criativas de expressar toda a gama de suas paixões musicais. Em suas bem-sucedidas turnês com a Steve Miller Band, ele complementa os grandes sucessos comerciais de seu extenso catálogo com canções menos conhecidas, ampliando o conhecimento de seus fãs sobre a amplitude de seu trabalho.
Nos últimos anos, Miller mergulhou de cabeça no blues e em suas diversas vertentes. Como sempre fez, ele continua encontrando formas criativas de expressar toda a gama de suas paixões musicais. Em suas bem-sucedidas turnês com a Steve Miller Band, ele complementa os grandes sucessos comerciais de seu extenso catálogo com canções menos conhecidas, ampliando o conhecimento de seus fãs sobre a amplitude de seu trabalho.
Como membro do Conselho Diretor do Jazz at Lincoln Center e a convite de Wynton Marsalis, ele está definindo uma pedagogia do blues para o Jazz at Lincoln Center e foi curador e atração principal de uma série de shows que exploram temas como a ponte entre o blues e o jazz na música do grande guitarrista T-Bone Walker.
Os sons característicos do triângulo do blues de Memphis, Texas e Chicago; as ressonâncias entre as criações musicais singulares de Ma Rainey e Miles Davis; as profundas raízes da música americana dos Apalaches; Cannonball Adderley e o Blues; Steve Miller on Steve Miller, que explorou suas próprias influências e a música que elas inspiraram; e, mais recentemente, o Futuro do Blues.
Ele também é membro do comitê de visitantes do Departamento de Instrumentos Musicais do Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Aliás, cinco de suas guitarras foram exibidas em “Play It Loud: The Instruments of Rock and Roll”, uma exposição inovadora no Met que ficou em cartaz por seis meses em 2019. Miller foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 2016 e no Hall da Fama dos Compositores em 2022.
Recentemente, ele começou a abrir seus arquivos pela primeira vez, lançando em 2019 o aclamado box set 'Welcome to the Vault'. Em 2021 lançou o álbum ao vivo de 1977, 'Breaking Ground Live!'. Em 2023 marcou o 50º aniversário do lançamento do álbum The Joker, que alcançou o topo das paradas, recebendo certificação de Platina pela RIAA, e seis certificações de Platina pelo single "The Joker". Para celebrar este importante momento em sua carreira, Steve Miller lançou um novo e inovador box set que narra a extraordinária jornada artística que levou à sua criação: J50: The Evolution of the Joker.

Em 2024, a Steve Miller Band se apresentou para quase um milhão de fãs em turnês de sucesso, inclusive com as bandas Journey e Def Leppard, além de retornar ao topo das paradas com "Abracadabra", graças à sua participação de destaque no hit "Houdini" do rapper Eminem.
A cada audição, a beleza e a imediaticidade da obra de Miller, seja em seus momentos mais lúdicos ou mais sérios, são palpáveis. Como sempre, seja no topo das paradas ou percorrendo as infinitas estradas da música estadunidense, é possível ouvi-lo tocar e cantar com convicção e precisão, paixão e eloquência, criando música que é ao mesmo tempo imediatamente acessível, vibrante no presente, respeitosa com o passado e mais do que capaz de resistir ao teste do tempo.
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