Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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sexta-feira, 8 de maio de 2026

DiScOs InCrÍvEiS: O Banquete dos Mendigos

O Banquete dos Mendigos

' ÁLBUM COLETIVO DE ARTISTAS '

O Banquete dos Mendigos é um álbum-duplo gravado ao vivo no dia 10 de dezembro de 1973 no Museu de Arte Moderna do Rio Janeiro em show de comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi lançado pela RCA.

Em plena ditadura militar artistas se reuniram neste banquete idealizado e dirigido por Jards Macalé. Censurado pela ditadura o álbum só foi liberado em 1979. Em 1974 ele chegou a ser distribuído para divulgação, mas foi proibido antes de chegar às lojas.

Os artistas que se apresentaram foram: Paulinho da Viola, Pedro dos Santos, Jorge Mautner, Edu Lobo, Luiz Gonzaga, Johnny Alf , Raul Seixas , Soma, Chico Buarque e MPB4, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Dominguinhos, Gal Costa, Luiz Melodia, Edison Machado.

FAIXAS

Disco 1:
01. Introdução; Artigo 1º da Declaração Universal Dos Direitos Humanos – Ivan Junqueira
02. No Pagode Do Vavá (Paulinho da Viola) – Paulinho Da Viola
03. Roendo as Unhas (Paulinho da Viola – Paulinho Da Viola
04. Percussão; Artigos 2º E 3º – Pedro Dos Santos
05. Artigo 5º – Ivan Junqueira
06. Samba Dos Animais (Jorge Mautner) – Jorge Mautner & Nelson Jacobina
07. Artigos 6º e 8º – Ivan Junqueira
08. Pra Dizer Adeus (Edu Lobo & Torquato Neto) – Edu Lobo & Danilo Caymmi
09. Artigo 9º – Ivan Junqueira
10. Viola Fora De Moda (Edu Lobo & Capinan) – Edu Lobo
11. Palavras (Gonzaguinha) – Gonzaguinha
12. Artigos 11º e 12º – Ivan Junqueira
13. Eu E a Brisa (Johnny Alf) – Johnny Alf
14. Artigos 13º e 14º – Ivan Junqueira

Disco 2:
15. Ilusão à Toa (Johnny Alf) – Johnny Alf
16. Cachorro Urubu (Paulo Coelho & Raul Seixas) – Raul Seixas
17. Artigo 18º – Ivan Junqueira
18. P.F. (Shields & Bruce) – Grupo Soma
19. Artigo 19º – Ivan Junqueira
20. Nanã Das Águas (Geraldo Carneiro & João Donato) – Edson Machado ; Art. 20º E 21º
21. Pesadelo (Maurício Tapajós & Paulo César Pinheiro) / Quando O Carnaval Chegar (Chico Buarque) / Bom Conselho (Chico Buarque) – MPB4 & Chico Buarque
22. Jorge Maravilha (Chico Buarque) – MPB4 & Chico Buarque
23. Abundantemente Morte (Luiz Melodia) – Luiz Melodia
24. Artigo 23º a – Ivan Junqueira
25. Cais (Milton Nascimento & Ronaldo Bastos) – Milton Nascimento & Toninho Horta
26. Artigo 23º b – Ivan Junqueira
27. A Felicidade (Vinicius de Moraes & Tom Jobim) – Milton Nascimento
28. Anjo Exterminado (Jards Macalé & Waly Salomão) – Jards Macalé
29. Rua Real Grandeza (Jards Macalé & Waly Salomão) – Jards Macalé; Art. 23º c
30. Asa Branca (Humberto Teixeira & Luiz Gonzaga) – Dominguinhos
31. Lamento Sertanejo (Dominguinhos & Gilberto Gil) – Dominguinhos
32. Artigo 30º – Ivan Junqueira
33. Oração De Mãe Menininha (Dorival Caymmi) – Gal Costa


quarta-feira, 18 de junho de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Milton Nascimento & Esperanza Spalding

Milton Nascimento & Esperanza Spalding

Jazz: Encontro Épico!

Tiny Desk Home Concert (2024)

Milton Nascimento foi indicado ao Grammy 2025 por conta do novo álbum lançado em 9 de agosto de 2024, Milton & Esperanza – gravado pelo artista com a cantora, compositora e contrabaixista norte-americana de jazz Esperanza Spalding – concorre ao prêmio de Melhor álbum de jazz com vocal.

Em 1998, Milton já ganhou um Grammy na genérica categoria Melhor álbum de world music pelo disco Nascimento (1997), com a ressalva de que, música do mundo aos ouvidos norte-americanos, pode ser todo tipo de música de língua não inglesa que foge do padrão pop dos Estados Unidos.

Capa do álbum
A indicação pelo álbum com Esperanza Spalding flagra Milton já com ar de divindade da música brasileira e mesmo fora do Brasil. Tanto que esse status de entidade da MPB foi recorrente em títulos de reportagens e críticas de Milton + Esperanza.

Embora materialistas rejeitem a tese pela própria natureza, o álbum tem mesmo uma força espiritual que alavanca as novas abordagens de músicas como Morro velho (Milton Nascimento, 1967) e Saci (Guinga e Paulo César Pinheiro, 1993).

Atualmente com 82 anos, festejados em 26 de outubro, Milton Nascimento tem sido visto como um avatar. Um ser transcendental como a obra que construiu, demolindo barreiras entre gêneros musicais.

Sob o prisma musical, Milton é tanto da toada mineira quanto do jazz, como mostrou já em gravações como a de Portal da cor (Milton Nascimento e Ricardo Silveira), música que abre o álbum Encontros e Despedidas (1985), título que dividiu águas na discografia do artista justamente pela maior proximidade com o jazz.

Enfim, até por esse status de divindade alcançado por Milton Nascimento, mas também pela sonoridade exuberante de faixas Outubro (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967), uma vitória do artista no Grammy 2025 pelo álbum Milton + Esperanza está longe de ser improvável. E seria merecida para coroar a trajetória gloriosa, singular e transcendental de Milton Nascimento no mundo da música.

Milton "Voz de Deus" Nascimento e Esperanza Spalding !!