Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

SHOW: Jimmy Lindsay & Rasuji

Jimmy Lindsay & Rasuji 
Live At Rockpalast 1980, Cologne, Germany

A biografia de Jimmy Lindsay é um exemplo típico do desenvolvimento da cultura Reggae britânica e soa semelhante à de muitos outros cantores de reggae de sua geração.

Nascido em Kingston, Jamaica, em 1950, viveu lá durante os primeiros nove anos de sua vida, até que seus pais decidiram se mudar para a Inglaterra. Após sua chegada, não demorou muito para que se dedicasse à música. Após dar seus primeiros passos em bandas de soul e rock, os primeiros grandes sucessos já podiam ser alcançados com a banda de funk Cymande, no início da década de 1970. O novo som conciliava ritmos de calipso com soul e rock, chegando até mesmo a cruzar o Atlântico e figurar nas paradas de R&B dos EUA.

Impulsionado por esses sucessos e confiante pela resposta positiva à sua voz comovente, Lindsay ousou seguir carreira solo. Uma boa decisão, pois musicalmente isso o trouxe de volta à Jamaica, onde chamou a atenção do produtor Lloyd Coxsone. Desde cedo, Coxsone se dedicou ao Lovers Rock, que combina reggae com elementos da soul music – ambos os estilos que Jimmy Lindsay conhecia bem e com os quais se sentia confortável. A consequência lógica dessa colaboração foi o enorme sucesso nas paradas com o single "Easy", um cover do sucesso dos Commodores, que premiou a dupla em 1977 com o British Reggae Award.

Mas, além de suas qualidades vocais excepcionais, os dois álbuns de estúdio seguintes de Lindsay demonstram especialmente sua força como compositor. Com faixas como "Where is Your Love" (1979) e "Children of Rastafari" (1980), Lindsay conseguiu mergulhar mais fundo nas profundezas do Roots Reggae e disseminar sua forte mensagem espiritual e, às vezes, sociocrítica.

No início dos anos 80, Lindsay apresentou seus trabalhos recentes em turnês pela Grã-Bretanha e Europa. Dessa fase, o WDR Rockpalast registrou para sempre um show nos estúdios WDR em Colônia, na primavera de 1980. Com o DVD ao vivo "Jimmy Lindsay & Rasuji Live At Rockpalast", o público pode assistir de perto a fusão de soul e reggae de Lindsay, repetidas vezes. Com o pandeiro na mão, Lindsay dita o ritmo e sua banda, Rasuji, acompanha a dança suavemente. Juntos, eles criam um autêntico exemplo da cultura reggae britânica.

Banda:
Jimmy Lindsay - vocals 
Larrington Walker - vocals 
Milton Myrie - lead guitar, vocals 
J.J. Bell - rhythm guitar 
Lindell Lewis - keyboards, vocals 
Ray Carless - saxophone 
Ivor Steadman - bass 
Peter Martin - drums 

Imagens
Manfred Becker

Repertório
1. Bassmann 
2. It’s Hard 
3. I’ll Be There
4. Reaching Out
5. Easy
6. Oh Rastaman
7. Give Me Your Answer
8. I Will Love You 
9. Daughters Of Babylon
10. If You Give Her Up
11. Where Is Your Love
12. Ain’t No Sunshine (When She’s Gone)


domingo, 17 de agosto de 2025

BLUES EXPRESS

Blues Express Inc.

História da Gravadora e Produtora:

https://www.bluesexpress.com/

O Blues é sobre a verdade. O Blues Express é sobre permanecer fiel à música e à intensidade emocional que a alimenta. O Blues Express apresenta o Blues, e somente o Blues, em um formato divertido e de alta qualidade. O Blues Express gravou e filmou performances exclusivas de alguns dos maiores músicos de Blues, muitos dos quais já não estão mais entre nós. 

Você verá ótimos vídeos de Matt "Guitar" Murphy, Otis Rush, Clarence Gatemouth Brown, Roy Gaines, Sonny Rhodes, Frankie Lee, Joe "Guitar" Hughes, Fillmore Slim, Long John Hunter, Smokin' Joe Kubek, Joe Louis Walker, Bobby Murray e outros. Você também pode ouvir gravações de alta qualidade desses artistas, bem como gravações de JJ Malone, Bettye LaVette, Claudette King, Freddie Hughes e outros.

A Blues Express está localizada em São Francisco, Califórnia, e é de propriedade da Blues Express, Inc., uma empresa da Califórnia, e foi formada inicialmente como uma empresa de produção de televisão em 1996, com sua gravadora sendo formada em 1998.

Festival: Rota do Blues Festival

Claudette King
Rota 
do 
Blues Festival 

Celebrando os 100 anos de B.B. King com show da filha do cantor em BH.

Claudette King

Natural da Califórnia, ex-residente da região da Baía de São Francisco, King tem a experiência de vida necessária para dar significado às letras: uma facilidade natural para se adaptar ao clima de cada música. Mas, certamente, a força do entusiasmo de Claudette pela esplêndida mistura de gêneros musicais em seu álbum de estreia, "We're Onto Something", merece ampla atenção. Uma das principais e promissoras vocalistas de Blues da atualidade, temos certeza de que há muito mais por vir dessa talentosa artista com pedigree do "B B King".


O centenário do nascimento de B.B. King, uma das maiores lendas do blues, será celebrado em Belo Horizonte com uma edição especial do Rota do Blues Festival. O evento acontece no dia 17 de agosto, domingo, às 19h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas.

A programação traz três atrações internacionais de destaque: Claudette King, filha de B.B. King; Lorenzo Thompson, voz reconhecida do blues de Chicago; e James “Boogaloo” Bolden, trompetista e vocalista que acompanhou B.B. King por 36 anos e já tocou com artistas como James Brown, Stevie Wonder e Duke Ellington.

Os músicos serão acompanhados pela Bruno Marques Band, grupo referência do blues nacional, com participação especial do guitarrista paulista Netto Rockfeller. O show é inédito e será gravado para posterior divulgação em plataformas digitais.

Rota do Blues

Além de homenagear B.B. King, a ocasião também marca os 11 anos do projeto Rota do Blues, idealizado pelo guitarrista e produtor Bruno Marques, que aproveitará o festival para lançar o selo Rota do Blues, com 12 trabalhos inéditos. Desde sua criação em 2014, o Rota do Blues já percorreu mais de 62 cidades brasileiras e países vizinhos, consolidando-se como um dos principais projetos de divulgação do blues no Brasil.

Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas
Classificação etária: Livre
Data: 17/08/2025
Local: R. da Bahia, 2.244 – 5º andar – Lourdes, Belo Horizonte
Entrada: Paga

Matéria realizada, escrita e divulgada pela plataforma:


sábado, 16 de agosto de 2025

Show: Cátia de França no Sesc Pompeia

Cátia de França
Sesc Pompeia 
| Show completo | 
| 19/04/2024 |

Apesar de ter ganho certa projeção no cenário musical brasileiro nos anos 1970, juntamente com outros cantores e compositores nordestinos, Cátia de França nunca aceitou ingerências das gravadoras no seu trabalho, no sentido de torná-lo mais comercial. Portanto, sua produção artística é consumida por um público mais restrito, que não se prende às convenções culturais dos grandes centros urbanos brasileiros.

Em 1970, em parceria com o poeta e jornalista Diógenes Brayner, amigo de sua mãe, compõe e interpreta a canção "Mariana", vencedora do IV Festival Paraibano de MPB. Em 1979 gravou seu primeiro disco, "20 Palavras ao Redor do Sol", com participações de Sivuca, Lulu Santos e Bezerra da Silva, dentre outros; é considerado pela própria autora como um precursor do que Chico Science faria, 15 anos depois, ao mesclar música nordestina com rock. 

O icônico álbum, cujo título é inspirado numa poesia de João Cabral de Melo Neto, incorpora referências literárias e culturais diversas, inclusive do Folclore Cigano da Bulgária, na canção "Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa)". Uma música da cantora foi trilha sonora do filme "Cristais de Sangue", de 1975.

Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou três LPs: " 20 Palavras ao Redor do Sol" (1979), "Estilhaços" (1980) e "Feliz Demais" (1986), e quatro CDs: "Avatar" (2003, com participações de Chico César e Xangai), "Cátia de França canta Pedro Osmar" (2005), "No Bagaço da Cana / Um Brasil Adormecido" (2012) e "Hóspede da Natureza" (2016), no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana. Recentemente, gravou um oitavo álbum, "No Rastro de Catarina" (2024), indicado ao Grammy Latino e que deverá ser lançado também como LP em vinil.

Cátia também adentrou pelo mundo da literatura e das artes plásticas, com destaque para os livros "Zumbi em Cordel", "Falando de Natureza Naturalmente" e "A Peleja de Lampião Contra a Fibra Ótica" (literatura infanto-juvenil), e "Manual da Sobrevivência", um resgate de sua trajetória pessoal e profissional.

Com a redescoberta de suas composições pelas novas gerações, através da divulgação pela internet, Cátia de França tem voltado a se apresentar pelos palcos de todo o Brasil.

Cátia de França é publicamente homosexual. Como ela mesma relata, "até os 15 anos tinha medo de ir para o inferno, mas usava bota, cabelo curto e calça faroeste". Foi frequentadora da churrascaria Bambu, no centro de João Pessoa, cuja clientela reunia artistas, jornalistas e políticos, mas também um público LGBT. Cátia declara que "não empunhava bandeira" (no sentido de não ser uma ativista), mas acreditava que "as pessoas não tinham nenhuma dúvida quanto a minha sexualidade". Ressalta que atualmente "ainda há preconceito, mas também há uma maior conscientização".

Canal Oficial - Cátia de França 


FICHA TÉCNICA: SHOW SESC POMPEIA 

Voz, violão de nylon e percussões: Cátia de França 
Viola: Cristiano Oliveira 
Guitarra: Marcelo Macêdo 
Baixo elétrico: Elma Virgínia 
Bateria: Beto Preah 
Direção Artística e de Produção: Dina Faria Figurino: Rita (Furtacor) 
Direção de Conteúdo: Gi Ismael 
Agenciamento e Produção Executiva: Atua Comunicação Criativa 
Técnica PA: Lilla Stip 
Técnica monitor: Thais Li 
Iluminadora: Luiza Ventura 
Roadie: Lucas Nego 
Filmagens: Renan Perobelli 
Captação de áudio: Thais Li 
Mixagem e edição de áudio: Marcelo Macêdo.



Show: ANELIS ASSUMPÇÃO CANTA ITAMAR

ANELIS ASSUMPÇÃO CANTA ITAMAR
MUI.TA Lançamento - Oferenda
| Festival |

O Festival Cultura em Casa transmite o show virtual de lançamento do Museu Itamar Assumpção: “Oferenda: Anelis Canta Itamar Assumpção”. Filha do aclamado compositor da Vanguarda Paulista, Anelis Assumpção tem três discos premiados, aclamados pela originalidade e vanguarda afrofuturista. Neste show, Anelis é acompanhada pela diretora, cantora e compositora Ava Rocha, por Denise Assumpção, irmã de Itamar, e pela banda Ultramar. 

O MU.ITA é o primeiro museu virtual de um artista brasileiro negro e o primeiro com conteúdo traduzido para iorubá, língua nigero-congolesa. É uma instituição privada, sem fins lucrativos, fundada pela família Assumpção. Reúne mais de 2 mil itens sobre o compositor, entre desenhos, objetos, fotografias, textos, vídeos, figurinos e acessórios originais das mais diversas fases de sua vida e carreira.