AC/DC
' A descarga de alta voltagem no Blues-Rock '
As origens
Angus Young, entrando para o grupo poucas semanas depois por convite de Malcolm, ficou com a missão de tocar a guitarra rítmica, e que acabou virando a própria cara dos AC/DC anos mais tarde. Estávamos no último trimestre de 1973. No início de 1974, já com o nome AC/DC estabelecido (sugestão da mulher de George) o quinteto (Malcolm e Angus nas guitarras, Dave Evans na voz, Colin Burgess na bateria e Larry Van Kriedt no baixo) já andavam a dar concertos, todos os que conseguiam, assentando o alinhamento sobretudo em covers de rock clássico, principalmente de Chuck Berry, Free e Rolling Stones.
Uma banda à procura da sua música, sonoridade e imagem que seriam necessários para concretizar a ambição de Malcolm Young, que dizia desde o princípio que a sua banda seria uma das maiores do mundo. Esses primeiros tempos são marcados – como se tornaria clássico nos AC/DC – por mudanças de membros, com bateristas e baixistas entrando e saindo da banda. É num destes períodos de instabilidade de formação que se dá a estreia nas gravações, com o single dos originais “Can i sit next to you girl” e “Rockin in the parlour”, que obteve algum sucesso radiofónico na Austrália. As sementes estavam lançadas mas algumas peças estavam ainda por encaixar.
A imagem que mais chama a atenção no AC/DC, é um pequeno guitarrista, vestido de uniforme escolar, pulando pelo palco como um demônio e a soltar da sua guitarra riffs fabulosos. O nascimento desta personagem vem logo do início, do período 73/74. Nessa altura, os AC/DC eram, visualmente, muito próximos de uma banda de glam-rock, imitando o que estava rolando no Reino Unido. A ideia era ser o mais espalhafatoso possível e, para além das calças de cetim e lantejoulas, era frequente os membros da banda surgirem no palco mascarados de qualquer coisa. O grupo logo decidiu abandonar esse visual para adotar um look mais simples e clássico de trabalhador: calça jeans e camiseta. Todos menos Angus, que nunca mais largou o seu uniforme, costurado pela irmã mais nova dos Young.
A imagem que mais chama a atenção no AC/DC, é um pequeno guitarrista, vestido de uniforme escolar, pulando pelo palco como um demônio e a soltar da sua guitarra riffs fabulosos. O nascimento desta personagem vem logo do início, do período 73/74. Nessa altura, os AC/DC eram, visualmente, muito próximos de uma banda de glam-rock, imitando o que estava rolando no Reino Unido. A ideia era ser o mais espalhafatoso possível e, para além das calças de cetim e lantejoulas, era frequente os membros da banda surgirem no palco mascarados de qualquer coisa. O grupo logo decidiu abandonar esse visual para adotar um look mais simples e clássico de trabalhador: calça jeans e camiseta. Todos menos Angus, que nunca mais largou o seu uniforme, costurado pela irmã mais nova dos Young.
Outra curiosidade acerca desse fato é a ligação com os Beatles. A loja de roupa da Apple, gravadora dos Beatles, em Londres, tinha fechado. O grupo decidiu avisar os fãs, que poderiam chegar e simplesmente levar a roupa que quisessem, o que levou a enormes filas. Acontece que uma das pessoas na fila era a irmã mais velha de Angus, que lhe levou um casaco de veludo, de volta à Austrália. “Eu adorei aquele casaco, era tão flashy! Por isso, quando decidi mandar fazer um uniforme escolar para usar na banda, pedi que fosse em veludo. Fica chamativo debaixo das luzes”, explicou Angus décadas mais tarde.
A entrada do vocalista Bon Scott
Em 1974, duas mudanças fundamentais na vida da banda. A primeira é que Malcolm Young decide deixar de tocar guitarra solo (que dividia com Angus) para se concentrar na guitarra rítmica. Se Angus é visto como um virtuoso e um dos melhores guitarristas da história, Malcolm era o ritmo, a pegada e a criatividade da banda. Ele compunha a maioria dos riffs e estruturas melódicas das músicas. Mas havia um problema: Angus Young tinha dificuldade em manter o ritmo (é por isso, diz ele, que bate com os pés no chão e vive num incessante head-banging, que o ajuda instintivamente a marcar o tempo). Assim, quando era a vez de Malcolm solar, o irmão mais novo não mantinha bem o ritmo e o som ficava mais vazio. Malcolm, que tinha ambição para a banda mas nunca teve alter ego, decidiu ficar numa posição mais recuada no palco, criando a imagem clássica da banda e o sólido alicerce sonoro de guitarras do AC/DC.
Em agosto de 1974, a banda foi convidada para fazer as primeiras partes da digressão de Lou Reed na Austrália. Porém, o vocalista Dave Evans, andava cada vez mais insatisfeito. Por um lado, por questões de dinheiro. O grupo estava tocando bastante, mas a grana quase não existia. Por outro, Evans tinha um ego grande, e não gostava que Angus, o guitarrista, recebesse toda a atenção em vez do vocalista, algo pouco normal no cânone do rock n roll. A própria banda não estava contente com Evans, sobretudo Malcolm Young.
Em Setembro de 1974, num concerto em Perth, Angus envolveu-se em uma briga com um membro do público que o estava agarrando desde o início da noite. O grupo saiu rápido do show e não foi pago, o que gerou nova discussão com Dave Evans. Sem dinheiro e a mais de mil quilómetros de casa, os rapazes recorrem à ajuda de Michael Browning, empresário de Melbourne que tinha o Hard Rock local. Browning deu-lhes dinheiro e começou a ajudar também na gestão de carreira dos AC/DC (juntamente com George Young e Harry Vanda). O empresário gostava dos rapazes, sobretudo do talento de Angus com a guitarra, mas disse-lhes abertamente que faltava alguma coisa: o vocalista meio estilo Jim Morrison não estava combinando com a banda. E sugeriu um vocalista ligeiramente mais velho chamado Bon Scott.
Scott era, tal como os irmãos Young, um escocês emigrado na Austrália. Alguns anos mais velho que os seus companheiros, tinha andado por várias bandas (também chegou a ser baterista), como os The Valentines e os "hippies" Fraternity, sempre sem grande sucesso. Ele já havia feito um pouco de tudo para pagar as contas: cortou grama, trabalhou num posto de gasolina, numa empresa de fertilizantes e pintor de barcos. Um dos seus últimos trabalhos foi, justamente, colar cartazes de uma banda chamada: AC/DC!
Scott já era casado e enfrentava pressão em casa para arranjar um emprego sério, e andava desiludido com o mundo da música. Os integrantes do AC/DC com interesse no vocalista, chamou-o para uma audição, no que correu tudo muito bem. Scott, a caminho de um novo serviço, pintar um enorme barco enferrujado, chegou morrendo de frio, olhou para o que tinha à sua frente e decidiu: “que se foda isto, não vou fazer esta merda o resto da vida”. Voltou para trás e, quando chegou em casa, telefonou para Malcolm e fez a mala. Estava contratado o novo vocalista da banda.
O novo vocalista encaixou de imediato e, logo aos primeiros ensaios, nunca houve qualquer dúvida. A banda deixa o glam para trás e se transforma numa verdadeira máquina de rock n roll da classe trabalhadora, e Scott era a encarnação disso. Calças jeans, sem camisa, e uma voz peculiar com muito carisma e presença de palco. Bon Scott era a peça que faltava para que o AC/DC concluísse sua estética e sonoridade.
Primeiros álbuns e a chegada a Londres
Em Novembro de 1974, os rapazes vão para o estúdio e gravam o disco de estreia, High Voltage, editado em Fevereiro de 1975. O álbum foi feito rapidamente, muitas vezes depois de saírem do palco para uma noitada de gravações. O material estava praticamente pronto, e o álbum foi editado apenas na Austrália. O trabalho abre com uma cover de “Baby please don’t go”, que a banda já tocava ao vivo, e o mais perto que o AC/DC já estivera de uma balada, “Love song”.
O clássico segundo álbum chamado por T.N.T., é o disco que definiria para sempre o som do AC/DC, e um dos melhores álbuns rock da década e, talvez, de sempre. É aqui que surgem temas icónicos como “The Jack”, “High Voltage”, e “T.N.T.”, que se tornariam para sempre parte dos shows da banda. Além disso, o disco arranca com o single “It’s a long way to the top (if you wanna rock n roll)”, uma espécie de manifesto da própria banda e que teve direito a videoclip e gaita de fole tocado por Bon Scott. Foi com base neste material que, no início de 76, o AC/DC assinou um contrato internacional com a Atlantic Records. Pouco tempo depois, estavam de malas feitas para Londres, para o novo e triunfal capítulo da sua história.
No Reino Unido, fizeram aquilo que melhor sabiam fazer: ir para o palco e arrebentar! Tocando em palcos pequenos e médios, as primeiras críticas dos jornais e revistas começaram a chamar atenção. As críticas oscilavam entre diminuir o trabalho dos australianos taxando-os de um som pouco sofisticado com seu atrasado hard-rock clássico, à elogiar a honestidade deles pela entrega dos concertos, bem como pela crescente audiência que os fãs estavam proporcionando.
Recuperando o título do primeiro álbum, High Voltage, eles fazem o primeiro lançamento na europa com o material desse, e do segundo disco T.N.T, que haviam sido lançados apenas na Austrália. Porém, a maior parte das músicas eram do segundo álbum, eliminando as faixas covers do primeiro.
Em setembro do mesmo ano, é lançado Dirty Deeds Done Dirt Cheap, com uma capa desenhada pelo estúdio Hipgnosis, sinal de que a banda estava crescendo. Além da faixa-título, as faixas “Rocker” e “Problem Child”, fazem muito sucesso chegando ao top 3 das paradas em alguns países da europa e estados unidos, ainda que pela força de algumas rádios independentes. Em 1977, a banda vai fazer a primeira turnê estadunidense passando muitas noites na estrada, levando o seu rock e o caos, incluindo digressões com Aerosmith, Cheap Trick e Kiss.
Em 1977 sai Let There Be Rock, que chegou ao top 20 britânico, incluindo a faixa-título, “Bad Boy Boogie”, “Hell Aint a Bad Place To Be” e o clássico “Whole Lotta Rosie”. Em 78 é a vez de Powerage, que voltou a vender bem no Reino Unido e Estados Unidos, um padrão que se repetia. Imediatamente antes da gravação, o baixista Mark Evans é despedido, dando lugar ao inglês Cliff Williams. O alinhamento clássico dessa primeira fase do AC/DC estava completo, com Williams, Malcolm, Angus, Scott e o baterista Phill Rudd. Este é o grupo que mais tempo estaria à serviço do grupo com exceção de Scott, com Angus, Williams e Rudd oficialmente ainda na banda.
Ao final da década, o AC/DC vinha numa trajetória crescente, um álbum melhor do que o outro, porém, eles ainda tinham muita ambição pelo caminho. A banda decide contratar um novo agente, americano, e um novo produtor. George Young e Harry Vanda tinham sido responsáveis por todos os discos até então, mas foram obrigados a ceder a cadeira, por imposição da Atlantic Records, que achava que a proximidade (até familiar) destes com a banda os impedia de tomar decisões difíceis. Foi escolhido Eddie Kramer, mas depois de umas semanas de trabalho sem grandes resultados e sem grande química, em Miami, este foi substituído por um nome emergente: o sul-africano Robert John “Mutt” Lange. Mais tarde esse produtor faria da banda Def Leppard um fenômeno global e anos do trabalho com gigantes da pop.
O resultado da mudança de empresários, renderam as sessões do que viria a ser o maior clássico considerado por muitas pessoas, o álbum Highway To Hell. O som continuava a ser pesado, porém mais limpo e definido. A estrutura básica do AC/DC, Lange retirou o que estaria exagerado e acrescentou backing vocals. Os cinco membros da banda estavam muito entrosados e funcionavam na perfeição uns com os outros. Ainda por cima, os temas eram fortes. Todos tinham consciência de que estavam perante a oportunidade de fazer um disco que chamaria a atenção.
E foi exatamente isso que aconteceu. Com uma capa em que, pela primeira vez, apareciam os cinco músicos, este álbum arranca com o clássico “Highway to hell”, quase um manifesto de vida. Se é verdade que o grupo já tinha tido discos mais fortes em termos de temas individuais, este era o seu trabalho mais coeso e coerente até então. Uma sonoridade, um conceito, um grande título, uma boa capa. O álbum vendeu sete milhões de cópias. A porta do sucesso mundial tinha sido escancarada com um vigoroso e inescapável chute certeiro.
E foi exatamente isso que aconteceu. Com uma capa em que, pela primeira vez, apareciam os cinco músicos, este álbum arranca com o clássico “Highway to hell”, quase um manifesto de vida. Se é verdade que o grupo já tinha tido discos mais fortes em termos de temas individuais, este era o seu trabalho mais coeso e coerente até então. Uma sonoridade, um conceito, um grande título, uma boa capa. O álbum vendeu sete milhões de cópias. A porta do sucesso mundial tinha sido escancarada com um vigoroso e inescapável chute certeiro.
A fatalidade
No entanto, numa das ironias tristes da história do rock n rol, foi exatamente nesse momento que as coisas se despedaçaram. Highway To Hell foi editado em Julho de 79 e, pelo meio dos concertos, a banda começou de imediato a trabalhar nos temas de um novo trabalho, com confiança redobrada. Mas, em Fevereiro de 1980, o vocalista Bon Scott, repentinamente, morre aos 33 anos. Scott consumia quantidades inacreditáveis de álcool, sendo de origem escocesa, ele achava que estaria imune aos efeitos mais destrutivos da bebida. Depois de uma noite de excessos, Scott morreu de envenenamento alcoólico e por ter sufocado no seu próprio vômito enquanto estava inconsciente, algo que sucedeu também a John Bonham, o magnífico baterista dos Led Zeppelin, poucos meses depois.
Depois de tanto trabalho, tantos anos de estrada e de companheirismo, e com um sucesso mundial nas mãos, o mundo do AC/DC – que sempre cantaram sobre rockar e curtir sem pensar nas consequências – ruiu subitamente.
A entrada de Brian Johnson e o álbum:
Back In Black
Quando Bon Scott morreu, a banda já estava preparando o sucessor do disco Highway To Hell, novamente com Mutt Lange aos comandos. Angus chegou a dizer que, nessa altura, ponderaram se deviam acabar, mas é pouco crível que essa hipótese tivesse sido levada assim tão a sério. A banda se apressou a ouvir vocalistas e até a fazer audições, tendo como únicas condições: não ser um clone de Bon Scott; saber cantar rock n rol; e se encaixar no estilo "simples" da banda.
O inglês Brian Johnson, um tipo ligeiramente mais velho que eles (tal como Scott) e que era uma espécie de veterano na cena de pub rock inglesa, ao leme dos Geordie, um grupo que fazia sobretudo um som glam rock. Se Bon Scott trazia uma imagem do trabalhador comum, sedento por garotas e bebidas, Johnson trazia com sua voz (ainda mais) estridente, um visual do boêmio porra-louca, de colete e boina na cabeça, sua imagem e marca registrada.
O AC/DC agora tinha um novo vocalista, e rapidamente voltaram a trabalhar no próximo álbum, Back In Black. Escolheram um estúdio nas Bahamas, aparentemente sobretudo por questões fiscais, mas o resultado não ficou em nada contaminado por tão exótico e tropical cenário. A banda já estava com todas as músicas prontas deixando apenas algumas letras para Johnson ecrever algumas letras. No entanto, o espírito de Scott está inegavelmente presente no registo, começando pelo título, Back In Black, com uma capa negra, em homenagem ao amigo desaparecido.
Neste disco, Mutt Lange leva ainda mais longe a fórmula bem sucedida de Highway To Hell. Basicamente, reduzindo a banda à sua essência, cortando o ruído à volta, carregando nos backing vocals concentrados que fariam o sucesso de tanta banda rock nos anos seguintes, inspirados ou mesmo diretamente guiados por Lange. Se Highway To Hell era o trabalho mais coeso e comercialmente concentrado do AC/DC, Back In Black reforça isso ainda mais, graças a temas que se tornaram clássicos instantâneos da banda. Desde a abertura com “Hell Bells”, com a banda a encomendar propositadamente um sino de uma tonelada a uma fundição inglesa; à imparável malha rock “Shoot to Thrill”; à incrível e absolutamente reconhecível faixa-título, “Back in Black”, que abre o lado B; ao enorme single pop-rock de “You Shook Me all Night Long”; fechando com a bluesy “Rock and Roll Ain’t Noise Pollution”.
Os AC/DC não apenas sobreviveram à morte, Back In Black derrubou as tabelas de vendas e é recordista até hoje. É apontado, aliás, como o disco de rock mais vendido da história, e um dos mais vendidos de qualquer género musical. Inúmeros álbuns da banda foram lançados desde então sempre se mantendo fiéis ao padrão de estilo musical e qualidade técnica.
Os AC/DC não apenas sobreviveram à morte, Back In Black derrubou as tabelas de vendas e é recordista até hoje. É apontado, aliás, como o disco de rock mais vendido da história, e um dos mais vendidos de qualquer género musical. Inúmeros álbuns da banda foram lançados desde então sempre se mantendo fiéis ao padrão de estilo musical e qualidade técnica.
Todos os álbuns lançados após Back In Black foram:
For Those About To Rock (1981), Flick of the Switch (1983), Fly On the Wall (1985), Blow Up Your Video (1988), The Razors Edge (1990), Ballbreaker (1995), Stiff Upper Lip (2000), Black Ice (2008), Rock Or Bust (2014) e Power Up (2020).
Legado e a importante influência
Com os seus membros a bater nos 70 anos, a lógica diria que os AC/DC estão perto do fim, 50 anos depois desses primeiros ensaios de uns putos esqueléticos num subúrbio working-class australiano. Mas, como já vimos, é um erro subestimar esta banda e a sua capacidade para seguir em frente, no meio do tiroteio e das explosões.
A importância histórica e cultural dos AC/DC é inquestionável, enquanto mega-estrelas que fizeram milhares e milhares de jovens pegarem numa guitarra eléctrica. São, juntamente com os Stones, os maiores pregadores da bíblia do rock n roll enquanto entidade salvadora de uma vida dura e aborrecida.
Já o que podem trazer o AC/DC, septuagenários, na segunda década do século XX? Nada mais para além do que sempre trouxeram. A fuga, a redenção, a salvação através dos decibéis e do velho e sujo rock n roll.
Ficamos com as palavras ditas por um jovem Angus Young, em 1976, ao Melody Maker:
“o rock é acerca de diversão e se esqueces isso e levas a parte do negócio demasiado a sério, o público percebe isso. Eu honestamente acredito em dar ao público o que ele quer. É claro que nós gostaríamos de conquistar o mundo e continuar para sempre, como o Chuck Berry. Mas se o mundo acabar amanhã, se não conseguirmos, ao menos posso dizer que o fiz, que fui um músico de rock n roll”
Obrigado por tantas décadas de tantos riffs, de tantos espectáculos, de tanta persistência. De tanto rock n roll!!










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