Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Tom Zé


TOM ZÉ
' o cientista da música brasileira '

Pequenos detalhes sempre mexeram com a cabeça de Antonio José Santana Martins, nascido em 11 de outubro de 1936, em Irará, interior da Bahia, a 120 quilômetros de Salvador: Como ensinar a irmã mais nova a andar de bicicleta descrevendo cada movimento conjunto do mecanismo? Como é que sinais viram letras e essas letras geram significados? A curiosidade sempre fez parte da vida de Tom Zé: tudo remoía seu pensamento, o mundo propunha problemas e alumbramentos.
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História em Cronologia Artística

Aprendeu a gostar de música ainda pequeno, ouvindo Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, samba-de-roda e os grandes cantores do rádio. Numa gaitinha, descobriu a maravilha de converter sopro em som e conseguiu tirar algumas poucas notas de Asa branca. Aos 17 anos, descobriu o violão e sua vida mudou. Ainda na adolescência, descobriu Os sertões, de Euclides da Cunha, que lhe mostrou com uma amplitude nova o que eram ele e a gente do Nordeste do Brasil, assumindo uma importância definitiva no seu pensamento.

Logo depois a música se tornou mais central em sua vida e ele compôs uma canção para o filme Jana e Joel, enquanto ainda morava em Irará. Em 1961 Tom foi trabalhar numa loja de presentes aberta pela família, mas por influência de sua tia Gilka, esposa do tio e deputado Fernando Santana, mudou-se para Salvador para se iniciar profissionalmente como músico. Logo depois tornou-se diretor de música do CPC (Centro Popular de Cultura), onde ficou até 1964. 

Aos 26 anos, em 1962, passou em primeiro lugar no vestibular da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. Teve o privilégio de ser aluno da nata da vanguarda musical européia, como H. J. Koellreutter e Ernst Widmer. Na universidade, foi um dos membros fundadores do Grupo de Compositores da Bahia (música erudita). Ainda em 1962, o jornalista Orlando Senna apresentou-o a Caetano Veloso.

Em 1964 participou do show Nós, por exemplo e Nova bossa-velha & velha bossa-nova, com Caetano, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, entre outros, que foram a semente do grupo tropicalista. Com o sucesso das apresentações, os artistas foram convidados para criar outro show no Teatro de Arena de São Paulo, intitulado Arena canta Bahia.

O ano era 1965. Tom Zé veio com Caetano para São Paulo, chegando em 11 de agosto. Apesar do êxito dos músicos baianos no eixo Rio-São Paulo, Tom Zé quis terminar seus cursos na UFBA; afinal, ganhara uma bolsa de estudos na universidade, ao pretender deixá-la por falta de recursos. Voltou para Salvador e continuou a estudar, trabalhando também como jornalista no Jornal da Bahia. Só em 1968 viria definitivamente para São Paulo.

Em 1967, depois de se formar, foi professor de Contraponto e Harmonia na própria Escola de Música e violoncelista da Orquestra Sinfônica e da Orquestra de Estudantes da universidade. Em 1968, em São Paulo, Tom Zé foi levado por Caetano a Guilherme Araújo, empresário do chamado “grupo baiano”. Guilherme sugeriu que ele, ainda conhecido pelo apelido de infância Toinzé, adotasse o nome artístico de Tom Zé. Nesse ano, o artista venceu o 4o. Festival de Música Popular Brasileira com a canção São São Paulo meu amor, ganhando ainda o prêmio de melhor letra com 2 001, parceria com Rita Lee que recebeu a interpretação dos Mutantes. 

Ainda em 68 os músicos baianos lançaram Tropicália – Panis et circensis, disco provocador, que pôs em questão a MPB. Tom participou com a faixa Parque industrial, uma crítica aos meios de comunicação de massa. Para fechar o grande ano, Tom Zé lançou seu primeiro disco epônimo, subtitulado Grande liqüidação, composto entre abril e junho. Entre os destaques, Profissão de ladrão, Catecismo, creme dental e eu, Parque industrial, Não buzine, que eu estou paquerando. Os títulos revelam o conteúdo de reflexão sobre a vida urbana, sobre a acelerada transformação de costumes na vida brasileira. 

Em 69, com Gal, Tom Zé apresentou o show O som livre de Tom Zé e Gal Costa, em São Paulo e no Rio de Janeiro.O Tropicalismo permitiu que Tom Zé levasse para o movimento sua forma de compor, sua ruptura de padrões, que juntavam o folclore riquíssimo do sertão baiano, um certo primitivismo atemporal e uma elaboração extremamente avançada, à frente de seu tempo. “Procuro fazer a antimúsica, porque se é pra fazer o que já está feito…”, dizia ele então e e diz até hoje. Isso tornou sua produção difícil de classificar, os rótulos não se colam a ela de maneira precisa, propõe problemas críticos e de conceituação.

Seu quarto disco, Todos os olhos, de 1973, comprova essa dificuldade de classificação e mostra o que Tom Zé buscava. Sem ter como enquadrar sua música, as emissoras de rádio se afastaram e levaram Tom Zé ao esquecimento por parte do grande público. Pelos próximos 17 anos sobreviveu fazendo shows em universidades pelo Brasil. Em 1975, trabalhou como ator e cantor na peça Rocky horror show, dirigida por Rubens Correia, no Teatro da Praia (Rio de Janeiro). Lançou ainda, no final da década de 70, os discos Estudando o samba(76) e Correio da Estação do Brás (78). Trabalhou alguns meses na agência publicitária DPZ.

Em 1978, em pleno ostracismo, deu um grande passo artístico, colocando sobre o palco do Teatro da Fundação Getúlio Vargas, num show memorável, os instrumentos que construiu, como o hertzé, o enceroscópio e o buzinório. O primeiro, o hertzé, antecipou o que seria, em concepção geral, o sampler.

Vende casa para desenvolver instrumentos experimentais, numa evolução musical que se estendeu por anos. Em 1984, lança Nave Maria (RGE), ponto de partida para novos caminhos musicais posteriores.

Quando Tom Zé se preparava para deixar a carreira musical, por dificuldade de sobrevivência, o músico David Byrne, de passagem pelo Rio de Janeiro, descobriu o disco Estudando o samba e, ao fundar o selo Luaka Bop em Nova York, teve Tom Zé como seu primeiro contratado. O cd The best of Tom Zé foi listado, em seu lançamento, entre os melhores discos do ano de 1990, pelo jornal The New York Times. 

Em 99 a revista Rolling stone o colocou entre os melhores discos da década. A renomada companhia de dança brasileira, o Grupo Corpo, tem dois brilhantes trabalhos de Tom Zé entre suas trilhas sonoras especialmente compostas: Parabelo (parceria com José Miguel Wisnik, 1997) e Santagustin (parceria com Gilberto Assis, 2001). Com defeito de fabricação, cd de 1998, projetou o compositor também como performer numa turnê americana. As turnês européias confirmavam autor e repertório como alvo de interesse do público e da grande crítica internacional. O cd recebeu remixes de artistas como Sean Lennon, Tortoise e Stereo Lab.

Em 2000 veio Jogos de armar, da Trama, primeiro lançamento por uma gravadora brasileira depois de mais de 20 anos. Nele estão registrados, finalmente, seus instrumentos experimentais e ousadias formais que o colocam mais uma vez como desafio à criatividade musical de seu tempo. Enceradeiras e cantos de lavadeiras nordestinas, expressões verbais contundentes e sonoridades remetendo a Cage e música medieval, recursos costurados numa força brasileira explosiva. Próximos cds: Imprensa Cantada, expressando o artista chama de jornalismo cantado, quando os acontecimentos do presente são o motor das composições. 

No próximo disco, uma opereta popular, Estudando o Pagode* – Segregamulher e Amor, as relações entre homem e mulher tomam a frente, sob a forma de duetos/duelos rítmicos e provocativos. O disco Danç-Êh-Sá – Dança dos Herdeiros do Sacrifício tem como tema rebeliões e levantes das populações negras e indígenas do Brasil, não muito destacados pela história oficial. Tom Zé “fala” desses acontecimentos num disco eminentemente musical, fortemente rítmico, cujas vocalizações são formadas unicamente por onomatopéias e sonoridades verbais, sem recorrer a versos explícitos. “Somos um país negro, somos herdeiros do trabalho e da cultura dessa raça que nos formou”, diz Tom Zé, falando sobre o Brasil. O cd foi escolhido, numa votação popular, como o melhor de MPB em 2007. 

Em 2008, lançado Estudando a Bossa, participações de Fernanda Takai, Arnaldo Antunes e outros artistas, pensamento musical de um tropicalista admirador da bossa nova. Em 2009, Pirulito da Ciência, cd e dvd ao vivo cuidadosamente elaborados por Charles Gavin (produtor, ex-Titãs), reunindo canções expressivas da carreira de Tom Zé.

Em 2010, a Luaka Bop (New York) lança a caixa Studies of Tom Zé – Explaining things so I can confuse you”, lps e cds agrupados pela aprovação da crítica internacional. Em 2012, Tropicália Lixo Lógico, apoio do projeto Natura Musical, define musicalmente o Tropicalismo. Participação de Emicida, Mallu Magalhães; Tribunal do Feicebuqui lançado em 2013, formato discográfico pouco usual, importantes participações.

Em 2014, Vira lata na Via Láctea, primeira parceria em canção de Tom Zé e Caetano Veloso. O artista compara o disco a templos românicos, em que pluralidade de ângulos se casa, musicalmente, à pluralidade de enfoques musicais das canções. 2015: nos E.U.A., site Pitchfork designa Nave Maria como marco musical dos anos 80. Em 2016, lançado Canções eróticas de ninar, que ganha o Prêmio de Música Popular Brasleira. No mesmo ano, Tom Zé lança, com parceria do desenhista Elifas Andreato (que prefere essa qualificação, recusando a de designer), o disco para crianças Sem você não A. Estimulante para a participação e a acuidade infantil, como se comprova no show do disco apresentado no Sesc Pinheiros. 


Ainda em 2016: Prêmio de melhor show da década em Portugal. Festivais WOMAD (Chile) e MIMO (Portugal). Olimpíada encerrada com Xique-Xique, pelo Grupo Corpo. Lança o disco Canções eróticas de ninar. 2017: Prêmio Faz a diferença, Música – O Globo. Exposição Tom Zé 80 anos (completados em 2016), em Salvador e Petrópolis. Prêmio música brasileira: melhor disco (Canções eróticas de ninar) e melhor canção (Descaração familiar). Lança disco infantil Sem você não A, parceria com Elifas Andreato. 

Em 2018 Tom Zé vai aos E.U.A. para conferências sobre seu trabalho, nas New York e Brown University. Exposição Tom Zé 80 anos – São Paulo. Conferências nos E.U.A., na New York University e na Brown University, sobre seu trabalho musical. Em 2019 destacam-se o Moers Festival de Vanguarda (Alemanha). Itália, lançamento da biografia Tom Zé – l’ultimo tropicalista, de Pietro Scaramuzzo. Japão, apresentações em Tóquio e no Frue Festival, em Shizuoka. Ovacionado com entusiasmo pela habitualmente comedida plateia japonesa, que o saudou calorosamente, não poupando troca de abraços não habitual no país. 

Marcante vivência artística e humana. Ressalte-se, por oportuno, ser Tom Zé o compositor que, segundo o pesquisador Assis Ângelo, mais canções compôs para São Paulo, cidade onde vive há décadas. No livro “Bertolt Brecht – Poesia” – compilação e tradução de André Vallias, a página 63 menciona Tom Zé como “o mais brechtiano dos tropicalistas”, exemplificando com sua canção “Tô”.


sábado, 10 de outubro de 2026

Elis Regina


ELIS REGINA
' nada será como antes '

Considerada por muitos como a melhor cantora brasileira de todos os tempos. Diversas canções foram eternizadas na sua voz, entre elas: Águas de Março, Casa no Campo e Como Nossos Pais. Elis criou os gestos que se tornaram sua marca registrada, pois era uma artista muito performática no palco. Sua capacidade de transmitir os sentimentos dos inúmeros compositores que a escolhiam para interpretar suas canções era impressionante. 
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Trajetória Artística

Elis Regina de Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 17 de março de 1945. Começou a cantar com onze anos de idade no programa "No Clube do Guri" na Rádio Farroupilha apresentado por Ari Rego.

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha. Nesse mesmo ano, foi eleita a “Melhor Cantora do Rádio”. Em 1961, com 16 anos, viajou para o Rio de Janeiro onde lançou seu primeiro disco "Viva a Brotolândia". Em 1964 já se apresentava no eixo Rio São Paulo. Assinou contrato com a TV Rio para se apresentar no programa "Noite de Gala", sob a direção de Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli.  Também se apresentava no "Beco das Garrafas", reduto da Bossa Nova.

Ainda em 1964, Elis mudou-se para São Paulo. Em 1965 fez a sua estreia no festival da Record com a música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes. Elis recebeu o Prêmio Berimbau de Ouro e o Troféu Roquette Pinto. Foi eleita a melhor cantora do ano.

Entre 1965 e 1967, ao lado de Jair Rodrigues e do Zimbo Trio, Elis apresentou o programa "O Fino da Bossa" na TV Record em São Paulo. O programa gerou três discos: Dois na Bossa I, II e III. O primeiro "Dois na Bossa" vendeu um milhão de cópias. Elis Regina era conhecida não apenas pela sua grande extensão vocal como também pela versatilidade de sua voz e interpretação marcante.

Elis Regina nos anos setenta e sua relação com a política.

O posicionamento político de Elis Regina também era uma de suas marcas registradas. A cantora era uma forte crítica ao regime militar que assolou o Brasil entre 1964 a 1985.

Politizada, a cantora se pronunciava em entrevistas, televisão e, claro, na música. Entre as grandes interpretações de Elis que denunciavam a ditadura militar, estão as canções “Como nossos pais” (1976) e “O bêbado e o equilibrista” (1979).


Nos bastidores, era sabido que ela não gostava das guitarras e do som produzido pelos Mutantes e por Rita Lee. Entretanto, em 1976, quando Rita Lee foi presa enquanto estava grávida, Elis Regina foi a primeira pessoa a se pronunciar e visitar a cantora. Além disso, exigiu melhor tratamento para Rita, assim como comida e sua libertação. Após isso, ambas se tornaram amigas pessoais e de palco. Na música, elas colaboraram na canção “Doce de pimenta” e em “Alô, alô marciano”, composição de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Na vida privada, Elis Regina deu o nome de sua filha, Maria Rita, em homenagem à Rita Lee.

Elis Regina se relacionou principalmente com pessoas envolvidas com o mundo música, como é comum dos artistas, devido ao estilo de vida em comum, e teve três filhos. Ela namorou o artista Edu Lobo, com quem colaborou em diversas canções. Em 1964, começou seu relacionamento com o produtor musical Solano Ribeiro, de quem ficou noiva, porém a relação conturbada chegou ao fim.

Em 1967, casou-se com o compositor Ronaldo Bôscoli, de quem se separou em 1972. Com Bôscoli, Elis teve seu primeiro filho, João Marcelo Bôscoli. Entre 1973 e 1981, Elis viveu com o pianista e arranjador musical César Camargo Mariano. Juntos, além da parceria musical, eles tiveram dois filhos: Pedro Camargo Mariano (1975) e Maria Rita (1977).

Em 1968, Elis embarcou em uma promissora carreira internacional. No Olympia de Paris, foi ovacionada e voltou ao palco seis vezes depois do final do show. O apelido de Pimentinha foi dado por Vinícius de Moraes. A palavra exprimia a miudeza física e a personalidade explosiva da cantora, que mudava de comportamento em segundos. Era capaz de brigar aos gritos e no minuto seguinte conversar normalmente como se nada tivesse acontecido.

Elis Regina era uma artista eclética, interpretava canções de vários estilos, como MPB, jazz, rock, bossa nova e samba. Levou à fama cantores importantes como Milton Nascimento, João Bosco, Belchior e Ivan Lins. Fez dueto com Tom Jobim, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, Chico Buarque entre outros. 

Todos os álbuns dessa década são maravilhosos, dificíl até destacar algum: Ela (1971), Elis (1972), Elis (1973), Elis (1974), Elis e Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Elis (1977), Transversal do Tempo (1978), Essa Mulher (1979), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980).

Cesar Camargo Mariano assumiu a direção musical, piano e arranjos da banda de Elis, unindo a força vocal da cantora a uma sofisticada mistura de samba / jazz. O músico reuniu um time de primeiríssima linha, para acompanhar Elis Regina nessa fase. Além de Cesar Camargo Mariano, no piano e teclados estão: Helio Delmiro, na guitarra; Luizão Maia, no baixo; Paulo Braga, na bateria; e Chico Batera, na percussão. Com Luizão Maia emulando no baixo o som do bumbo, que faz parecer que tem uma escola de samba inteira dentro do estúdio. O primeiro trabalho que Elis Regina realizou sob a direção de Cesar Camargo Mariano foi o álbum chamado simplesmente Elis, editado em 1972.

Fazendo um recorte da artista sob a perspectiva do feminino, ela se destacava como uma mulher à frente de seu tempo. Elis era inspiradora, expressando seus pensamentos sem hesitação, contestadora, ousada e corajosa. Uma artista que desafiava o status quo, sempre em busca de novos desafios, deixando sua marca em tudo o que realizava e rompendo com os padrões da época, consolidando-se como um ícone da música brasileira. Elis foi, e continua sendo, uma referência e inspiração para artistas de todas as gerações.

Elis Regina foi encontrada desacordada em seu apartamento no bairro dos Jardins, por seu namorado Samuel MacDowell, que arrombou a porta e tentou socorrê-la, mas ela já chegou sem vida ao hospital. Ela faleceu com apenas 36 anos, em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982, vítima de overdose.

Foi lançado uma nova reedição da biografia de Elis Regina com uma nova capa – Nada Será Como Antes, escrita pelo jornalista Julio Maria e lançada originalmente em 2015. Com título que suprime o “Regina” do sobrenome da cantora na capa, o livro volta ao mercado com texto revisto e ampliado, acrescido de histórias inéditas, apuradas em novas entrevistas feitas pelo autor.

Seu legado apresenta artistas contemporâneas que sempre revisitam seu repertório como Ana Canãs e Assucena, além de depoimentos e várias entrevistas e vídoes com bate papo sobre a amizade e admiração que compartilhava com o mundo. Falas potentes de Elis, onde ela se posicionava sobre temas que ainda são considerados tabus no Brasil, como o aborto, por exmplo. 

Sues filhos João Marcelo, Pedro Mariano e Maria Rita estão sempre promovendo curadorias e nos trazendo materiais e histórias novas dessa gigante artista da música brasileira!!

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