Reflexões sobre História, Arte e Cultura.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Feminismo: Qual o lugar das mulheres?

Por que mulheres aprendem que nasceram pra servir?

O trabalho doméstico, remunerado ou não, ainda recai majoritariamente sobre as mulheres. Limpar, cozinhar, organizar a casa, cuidar das pessoas, garantir que tudo funcione. Essas tarefas seguem sendo tratadas como algo “natural”, como se fizessem parte da essência feminina, e não como trabalho que exige tempo, esforço e energia. Neste vídeo, partimos de uma cena do Big Brother Brasil para discutir algo muito maior do que um reality show. A fala de uma participante revela como muitas mulheres aprendem, desde cedo, que seu valor está ligado ao quanto servem, cuidam e se dedicam aos outros quase sempre à custa de si mesmas.

Canal Negritude em Letras


terça-feira, 5 de agosto de 2025

Feminismo: Serenas - Organização de apoio às mulheres.

Serenas

- Garantia de direitos para meninas e mulheres -



Quem somos?
Somos uma organização sem fins lucrativos, fundada e gerida por mulheres, dedicada a prevenir as violências baseadas no gênero no Brasil por meio da educação.

Nascemos de histórias de mulheres reais...
O nome “Serenas” é uma homenagem à Serena Farkas, mulher judia, imigrante e sobrevivente do Holocausto e de duras violências. Foi também mãe de Magda, avó de Inês e bisavó de Amanda Sadalla, nossa co-fundadora.

Fundação e o primeiro Projeto
A Serenas nasceu do sonho de Amanda Sadalla, Mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, e Stefania Molina, Doutoranda na Hertie School, de promover a equidade de gênero. Com o Programa Ciclo de Cuidado, em parceria com a Secretaria de Educação de Recife, iniciamos nossa jornada, levando educação menstrual e prevenindo violências.

Como Atuamos
Atuamos para prevenir violências contra meninas e mulheres e qualificar o acolhimento às sobreviventes de violências.

Educar para Prevenir
Acreditamos que a educação é o principal caminho para prevenir violências de gênero. Por isso, desenvolvemos programas e projetos para apoiar governos na criação de políticas educacionais voltadas para a prevenção da violência, provocando o comprometimento das lideranças para um efeito em cascata – passando por secretarias, gestores escolares, professores até chegar em estudantes.

Qualificar para Acolher
O acolhimento humanizado às sobreviventes de violência é um direito e nós queremos garanti-lo. Para isso, atuamos na sensibilização e qualificação de agentes públicos que prestam atendimento direto a meninas e mulheres, como profissionais da assistência social, segurança pública, justiça, saúde e outros. Nosso objetivo é prevenir a violência institucional e assegurar um acolhimento efetivo e humanizado.

Apoie!
Junte-se à Serenas na construção de um Brasil seguro para as mais de 100 milhões de meninas e mulheres no país.

Contato de apoio.
Ficou com alguma dúvida ou tem interesse em entender melhor o nosso trabalho? 

Fale com a gente pelo formulário no site ou pelas redes sociais.

E-mail para contato.


segunda-feira, 14 de julho de 2025

LIVRO: AnGeLa DaViS

Angela Davis

Livro: Mulheres, cultura e política ...

Nessa compilação de discursos e artigos, a ativista política Angela Davis - autora de Mulheres, raça e classe, publicado com estrondoso sucesso pela Boitempo - apresenta um balanço de sua luta por uma mudança social progressista. Dividida em três eixos temáticos, "Sobre as mulheres e a busca por igualdade e paz", "Sobre questões internacionais" e "Sobre educação e cultura", a obra aborda as mudanças políticas e sociais pelas quais o mundo passou nas últimas décadas em relação à igualdade racial, sexual e econômica.

A autora traz dados históricos e estatísticos detalhados sobre as condições das mulheres, da classe trabalhadora e da população negra nos Estados Unidos durante o governo Reagan, mostrando como a política adotada naquela administração operou para enfraquecer esses grupos sociais. Mostra, ainda, as influências das políticas norte-americanas em países da América Central, da África e do Oriente Médio, destacando o impacto que tiveram para fortalecer um movimento econômico mundial de concentração de renda e enfraquecimento das lutas sociais em vários países do mundo. Ao mesmo tempo, ela faz reflexões importantes sobre a resistência representada pelos movimentos sociais e sobre o potencial de conscientização e contestação da educação e das artes, em especial a pintura, a fotografia e o blues. Por meio dessa reflexão, Davis argumenta que a convergência dos diversos grupos, em diferentes países, em torno de interesses comuns é essencial para a construção de um mundo menos desigual.

Editora: Boitempo Editorial
Ano de publicação: 1989
Artes fotográfias do livro e produção: Gabriel Mesquita

Breve biografia de Angela Davis

Angela nasceu no estado do Alabama, um dos mais racistas do sul dos Estados Unidos, e desde cedo conviveu com humilhações de cunho racial em sua cidade. Leitora voraz quando criança, aos 14 anos participou de um intercâmbio colegial, que oferecia bolsas de estudo para estudantes negros sulistas em escolas integradas do norte do país, o que a levou a estudar no Greenwich Village, em Nova York, onde travou conhecimento com o comunismo e o socialismo teórico marxista, sendo recrutada para uma organização comunista de jovens estudantes.

Na década de 1960, Angela tornou-se militante do partido e participante ativa dos movimentos negros e feministas que sacudiam a sociedade norte-americana da época, primeiro como filiada da SNCC de Stokely Carmichael e depois de movimentos e organizações políticas como o Black Power e os Panteras Negras.

Em 18 de agosto de 1970, Angela Davis tornou-se a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI, ao ser acusada de conspiração, sequestro e homicídio, por causa de uma suposta ligação com uma tentativa de fuga do tribunal do Palácio de Justiça do Condado de Marin, em São Francisco.

Durante o verão daquele ano, Angela estava envolvida nos esforços dos Panteras Negras para conquistar o apoio da sociedade a três militantes presos, George Jackson, Fleeta Drumgo e John Clutchette, conhecidos como os “Irmãos Soledad”, por terem sido enviados à Prisão de Soledad, em Monterey.


Angela lecionou por 17 anos no Departamento de História da Consciência na prestigiada Universidade da Califórnia-Santa Cruz. Recebeu o título de professora emérita da Universidade da Califórnia e se aposentou em 2008. Após sua aposentadoria continuou sua rotina de palestras e cursos em diversas universidades e centros culturais por todo o mundo. Em 2019 passou a integrar o National Women's Hall of Fame dos Estados Unidos.