Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

domingo, 28 de setembro de 2025

THIN LIZZY

Lynott, Gorham, Robertson e Downey

Thin Lizzy

Discografia & História

O Thin Lizzy foi formado em dezembro de 1969, seu primeiro concerto foi no dia 13 de fevereiro de 1970. O primeiro single surgiu em julho do mesmo ano. Foram formados por colegas de banda no colégio Cloghran School Hall, em Dublin. A formação original da banda contava com Phil Lynott baixista e vocalista, os guitarristas Eric Bell e Eric Wrixon com Brian Downey na bateria.

Antes mesmo de terem gravado já eram encarados com muito respeito, pois Phil Lynott foi o frontman da banda de blues-rock Skid Row, junto de outro guitarrista muito conhecido na região chamado Gary Moore, que mais tarde gravaria também com o Thin Lizzy. Eric Bell e Eric Wrixon haviam tocado com Van Morrison na banda Them, e o baterista Brian Downey tinha feito parte dos Sugarshack, uma banda com menos projeção, mas muito respeitada na comunidade de blues local.

Os ensaios ocorriam no The Countdown Club, na Mary’s Street, em Dublin. Nessa sessões foi decidido mudar o nome. Originalmente, a banda chamava-se Tin Lizzie, nome inspirado na personagem da banda-desenhada Dandy. Phil Lynott considerava que os irlandeses teriam dificuldade em pronunciar o nome e então a banda acrescentou o “H” a Tin. Foi antes da edição do seu primeiro single, “The Farmer”, que a banda se decidiu pela forma final do nome Thin Lizzy.

Nos dois primeiros álbuns "Thin Lizzy" de 1971 e "Shades of A Blue Orphanage" de 1972, eles tinham uma sonoridade mais focada no folk e blues. Eric Wrixon abandona a banda mas eles gravam o álbum "Vagabonds of the Western World", uma disco mais pesado. O 
guitarrista Gary Moore substitui Eric e torna-se um colaborador esporádico da banda em turnês. Com Gary Moore eles gravam em 1973 o single de uma versão da canção tradicional irlandesa “Whisky In The Jar”, aparecendo nas paradas de sucesso. 

Uma mudança de sonoridade ocorre na banda com a chegada da dupla de guitarristas composta por Scott Gorham e Brian Robertson. Phil Lynott apura a identidade do Thin Lizzy e a banda vira uma referência para bandas que buscavam duas guitarras frenéticas trocando riffs e solos. Surge o período de maior aclamação com os extraordinários álbuns “Nightlife” de 1974 e "Fighting" de 1975. Mas o grande reconhecimento internacional veio com as gravações de dois álbuns lançados no mesmo ano, "Jailbreak " e "Johnny the Fox", ambos de 1976. Esses discos trazem alguns hits e singles importantes da discografia da banda como “The Boys Are Back In Town”, por exemplo.

Com o lançamento de um álbum ao vivo chamado de “Live And Dangerous”, se estabelece a consagração definitiva. Esse disco é considerado por muitos como o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. A partir daí, sucederam-se outros álbuns e reformulações de line-up da banda, sempre com grandes músicos. O Thin Lizzy esteve ativo e gravou até 1983, o último álbum foi "Thunder and Lighting", porém Phil Lynott inicia uma carreira solo e dá uma parada na banda. Infelizmente Lynott veio a falecer em 04 de janeiro de 1986 e o Thin Lizzy aterrisa sua nave para sempre.

Todas as capas dos álbuns de estúdio:






quarta-feira, 24 de setembro de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Ritchie Blackmore's Rainbow


Ritchie Blackmore's 
Rainbow - 1975

Ritchie Blackmore's Rainbow é o álbum de estreia da banda britânica chamada Rainbow. Seu lançamento oficial se deu em 4 de agosto de 1975, através dos selos Oyster (Reino Unido) e Polydor Records (Internacional). As gravações ocorreram entre 20 de fevereiro e 14 de março daquele mesmo ano, no Musicland Studios, em Munique, na Alemanha. A produção ficou por conta de Martin Birch, Ronnie James Dio e de Ritchie Blackmore.

"O Rainbow é uma das mais fantásticas bandas da história do Rock"

Stormbringer, o nono álbum de estúdio do Deep Purple, foi lançado em novembro de 1974. Neste trabalho, os elementos de soul e funk que foram apenas pincelados no disco antecessor, Burn (1974), são muito mais proeminentes. Além da faixa-título, o álbum Stormbringer teve um bom número de canções que receberam bastante circulação nas rádios, como "Lady Double Dealer", "The Gypsy" e "Soldier Of Fortune". Desta forma, Stormbringer chegou ao 6º lugar da principal parada de sucessos no Reino Unido, conquistando a 20ª posição na correspondente norte-americana.

No entanto, o guitarrista da banda, Ritchie Blackmore, não gostou nenhum pouco do álbum, especialmente dos elementos de soul e funk, execrando-o publicamente como "música de engraxate". Além disso, outro fator que desagradou profundamente Blackmore foi que seu desejo em regravar “Black Sheep of the Family”, da banda Quatermass, juntamente com a autoral “Sixteenth Century Greensleeves”, ambas prontamente rejeitadas pelo resto do Deep Purple.

Simultaneamente, Ronnie James Dio estava tocando em um grupo chamado Elf, o qual foi formado por ele mesmo em 1967, com o nome de The Electric Elves. Em 1975, a banda Elf estava trabalhando em seu terceiro (e que seria o último) álbum de estúdio, Trying to Burn the Sun (1975). O grupo havia lançado seu álbum de estreia, autointitulado, em 1972, apresentando uma sonoridade que encontrava o Hard Rock e o Blues Rock.

Rainbow: Formação do Álbum
O Elf conseguiu um moderado sucesso comercial, especialmente por ser constantemente a banda de abertura para o Deep Purple. Ali nascia o início de envolvimento entre Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio.Com  a negativa do Deep Purple em regravar “Black Sheep of the Family”, Ritchie Blackmore decidiu, ainda em 1974, gravar a faixa sozinho.

Assim, Ronnie James Dio e o baterista Gary Driscoll, também do Elf, foram convidados a se juntarem a Blackmore nos Estados Unidos e gravarem com o guitarrista. O resultado das gravações, em conjunto com o ótimo ambiente, encantaram Ritchie Blackmore, que ao final do trabalho, deixou o local com a ideia de gravar um trabalho solo.

Ainda em 1974, Blackmore tomou aulas de violoncelo com Hugh McDowell, do ELO. Mais tarde, o guitarrista afirmou que quando se toca um instrumento musical diferente, há um sentimento refrescante, pois existe um senso de aventura em não saber exatamente o acorde que se está tocando. Estando satisfeito com os resultados das canções gravadas em Tampa, Blackmore decidiu recrutar os demais músicos da Elf e formar sua própria banda, ao invés de entrar em uma carreira-solo. Inicialmente, a banda foi nomeada como Ritchie Blackmore's Rainbow, para depois ser encurtado para apenas Rainbow.

Assim, em sua primeira versão, o grupo era formado pelo guitarrista Ritchie Blackmore e os demais músicos que compunham o Elf: Ronnie James Dio nos vocais, Micky Lee Soule no piano/teclado, Craig Gruber no baixo e Gary Driscoll na bateria. Desta forma, o Elf interrompeu as gravações de seu terceiro disco, Trying to Burn the Sun (1975), para gravar o primeiro trabalho do Rainbow.

A música do Rainbow foi parcialmente inspirada por música clássica (desde que Blackmore começou a tocar violoncelo para ajudá-lo a construir progressões de acordes interessantes), e Dio escreveu letras sobre temas medievais. Além disso, Dio possuía um alcance vocal versátil capaz de cantar tanto Hard Rock quanto baladas mais leves, e, de acordo com Blackmore, ao ouvir o vocalista: "eu senti arrepios na espinha."

As gravações foram feitas em Munique, na Alemanha, no Musicland Studios e duraram três semanas, entre fevereiro e março de 1975. Como o trabalho fluiu de maneira orgânica, Blackmore sentiu que deveria deixar o Deep Purple para se dedicar de forma integral ao seu novo projeto. Segundo o guitarrista: “Eu deixei o Deep Purple porque eu me encontrei com Ronnie Dio, e era tão fácil de trabalhar com ele. Ele foi originalmente só para fazer uma faixa de um LP solo, mas acabamos fazendo todo o LP em três semanas, e eu fiquei muito animado com tudo”.

Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore
Curiosidades: 

Pela primeira vez, em 21 de junho de 1975, Ritchie Blackmore deixava o Deep Purple.

A arte da capa, obra de David Willardson, contém um clima de magia com castelo e arco-íris, influência direta da música lírica do período medieval.

Embora os singles não tenham feito mais barulho, o álbum foi bem em termo de paradas de sucesso. O disco acabou atingindo a muito boa 11ª posição da principal parada britânica de sucessos, conquistando a 30ª colocação na correspondente norte-americana. Ainda ficou com os 10º e 24º lugares nas paradas de Noruega e Suécia, respectivamente. O lançamento do vinil original possuía uma capa bem caprichada, embora reedições posteriores sob orçamento reduzido saíram com uma capa simples.

Muitas canções do álbum eram tocadas por line-ups posteriores do Rainbow. O álbum foi amplamente elogiado por seu conteúdo lírico de fantasia e pelo estilo de rock inovador. O vocalista Ronnie James Dio considerou seu álbum favorito do Rainbow.

Apesar do título, implicando o disco ser um lançamento solo de Ritchie Blackmore, em anos posteriores, Blackmore tem brincado declarando que as contribuições de Dio garantiriam um rebatismo do trabalho como "Ritchie Blackmore and Ronnie James Dio' Rainbow".

Após as gravações do álbum, o restante da banda que era o Elf retornou para finalizar seu terceiro disco de estúdio, Trying to Burn the Sun, que foi lançado em junho de 1975. Ronnie James Dio continuaria com o Rainbow e o Elf encerrava suas atividades por ali. A primeira formação do Rainbow, a qual gravou seu primeiro álbum, nunca fez um show juntos. A intensa troca de integrantes seria uma constante nos anos subsequentes do Rainbow.

Dio e Blackmore fizeram a promoção do álbum. Logo depois de seu lançamento, Blackmore não ficou feliz em transportar todo o line-up do Elf junto para as performances ao vivo. Assim, o guitarrista demitiu todo mundo do grupo, exceto Dio. Entre suas razões, Driscoll teria sido demitido por seu estilo R&B de tocar bateria e Gruber, devido ao seu jeito exagerado de 'funkeado' no baixo.

Para a primeira turnê mundial, que se iniciou em 10 de novembro de 1975, Blackmore recrutou o baixista Jimmy Bain, o tecladista Tony Carey e o baterista Cozy Powell, o qual já havia trabalhado com Jeff Beck. Esta também seria a formação que gravaria o segundo álbum da banda, o igualmente espetacular: Rising (1976).

Formação:
Ronnie James Dio - Vocal
Ritchie Blackmore - Guitarra
Micky Lee Soule - Piano, Mellotron, Órgão
Craig Gruber - Baixo
Gary Driscoll - Bateria

Músico Adicional:
Shoshana - Backing Vocals

Faixas:
01. Man on the Silver Mountain (Blackmore/Dio) - 4:42
02. Self Portrait (Blackmore/Dio) - 3:17
03. Black Sheep of the Family (Hammond) - 3:22
04. Catch the Rainbow (Blackmore/Dio) - 6:27
05. Snake Charmer (Blackmore/Dio) - 4:33
06. Temple of the King (Blackmore/Dio) - 4:45
07. If You Don't Like Rock n' Roll (Blackmore/Dio) - 2:38
08. Sixteenth Century Greensleeves (Blackmore/Dio) - 3:31
09. Still I'm Sad (Samwell-Smith/McCarty) - 3:51


Feminismo: Aplicativo de Salvamento

Serenas
Treinamentos sobre Salvaguarda e Prevenção de Violência de Gênero 
Parceria com a Hivos


Contexto

Organizações da sociedade civil que atuam com juventudes e justiça climática desempenham um papel fundamental na promoção de direitos, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade. No entanto, esse campo de atuação também pode estar atravessado por dinâmicas de poder desiguais, que colocam meninas, mulheres e demais pessoas em situação de risco, inclusive dentro de ambientes comprometidos com os direitos humanos. Diante disso, é essencial que essas organizações estejam preparadas para prevenir e responder a situações de abuso, exploração e assédio, adotando políticas de salvaguarda eficazes.

Foi com esse entendimento que, em 2024, a Hivos buscou a Serenas para apoiar sua rede de organizações parceiras, no Brasil e globalmente, na construção e implementação de políticas de salvaguarda e na formação sobre violências baseadas em gênero.

Nossa atuação

A Serenas realizou dois treinamentos online voltados às organizações parceiras da rede: 

1 - Treinamento sobre a Política Global de Salvaguarda da Hivos 
2 - Treinamento sobre Violência Baseada no Gênero. 

Ambos os encontros foram conduzidos com linguagem acessível e foco prático, buscando promover o entendimento sobre os conceitos de abuso, exploração e assédio sexual, bem como estratégias institucionais de prevenção e resposta. para engajar e informar. Além disso, desenvolvemos seis videoaulas, abordando desde as raízes da violência até o autocuidado dos profissionais na linha de frente. Cada entrega foi pensada para oferecer ferramentas práticas e sensibilização, garantindo um acolhimento mais humano e eficiente às sobreviventes de violências.

O Construindo Ambientes seguros - Guia para Construção e Implementação de Políticas de Salvaguarda para Meninas e Mulheres foi elaborado para trazer informações e dicas de como criar ferramentas institucionais para o que chamamos de salvaguarda.

Ações deste tipo visam proteger a saúde e o bem-estar 
físico e mental de crianças e adultos em situação de vulnerabilidade, sem que nenhum dano seja provocado, por ação ou omissão, pelas organizações que realizam trabalhos humanitários e de desenvolvimento social.

Serenas - Cadastramento para uso do Aplicativo 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Meio Ambiente: Wangari Maathai

Wangari Muta Maathai 
Pimeira mulher africana a receber o Nobel da Paz

A ambientalista liderou uma campanha para plantar mais de 50 milhões de árvores no Quênia.

A ambientalista queniana Wangari Maathai é um dos maiores nomes da conservação ambiental do mundo e a primeira mulher africana a receber o prêmio Nobel da Paz, em 2004. Nascida em abril de 1940, ela viveu até os 71 anos e morreu na cidade de Nairobi, capital queniana, em 2011.


Inspiração na infância

Em seu discurso durante o recebimento do Prêmio Nobel, em 2004, ela lembrou da infância nas florestas do centro do Quênia: ela buscava água em um córrego próximo de casa, observando sapos e girinos escaparem do balde. Quando cresceu, viu que o desafio era restaurar o habitat dos girinos e dar de volta às crianças a beleza do mundo.

Carreira

Maathai ganhou uma bolsa de estudos para estudar nos Estados Unidos, onde obteve um mestrado em biologia na Universidade de Pittsburgh. Lá, ficou impressionada com os esforços da cidade para restaurar a qualidade do ar. Ao voltar para o Quênia, obteve um doutorado em anatomia veterinária, a primeira mulher no leste e centro da África com tal título e a primeira a ocupar a diretoria do departamento de veterinária da Universidade de Nairobi. Em viagens a trabalho, percebeu a relação entre desflorestamento e pobreza.

Ativismo

A solução que ela encontrou para o problema ambiental foi muito prática: plantar muitas árvores. O Green Belt Movement fundado por ela pagava mulheres trabalhadoras rurais um pequeno salário para plantar árvores. O ato é pequeno, mas revolucionário, visto que as árvores preservam a água da chuva, fornecem comida e combustível. Quase 1 milhão de pessoas participaram do movimento e mais de 50 milhões de árvores foram plantadas até o momento.

Repressão

Além de ter tido problemas com o ex-marido, Maathai foi fortemente reprimida pelo presidente do Quênia, Daniel arap Moi. Quando ela criticou os planos do governo de construir arranha-céus em um parque de Nairobi, seu nome foi parar em uma lista de "inimigos" do governo, e ela foi presa sob acusações de traição. Chegou a apanhar de policiais, mas não parou de criticar os mandatários quenianos

Vida política

Nos anos 1990, Maathai oficialmente entrou para a política e fundou o Mazingira, um partido político ambientalista, e conseguiu um lugar no Parlamento do Quênia em 2002. Foi ministra do meio ambiente e, em 2004, venceu o Nobel da Paz por “sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, democracia e paz.” Se hoje plantar uma árvore virou quase sinônimo de fazer algo pelo meio-ambiente, é graças a ela: o movimento tem representações em outros 30 países. 

Canal Tempero Drag:

ELA REFLORESTOU UM PAÍS!!! 
Wangari Muta Maathai 
Programa - Mulheres Soda #17

domingo, 21 de setembro de 2025

HiStÓrIaS Do JaZz: Max Roach

Max Roach

The Drum Also Waltzes 

| Full Documentary | 
| American Masters | 
| (2023) |

O documentário Max Roach The Drum Also Waltzes, explora a vida e a música do lendário baterista de Jazz, Max Roach. Tornando-se líder de banda, sua trajetória se constrói através da luta contra o racismo e ativismo social.

Uma série notável de ápices criativos, lutas pessoais, reinvenções e movimentos sociais — da época das leis segregacionistas de "Jim Crow" aos anos dos Direitos Civis, dos dias inebriantes do jazz moderno do pós-guerra ao hip hop e além.


Breve Biografia

Max Roach (nascido em 10 de janeiro de 1924, Newland, Carolina do Norte, EUA — falecido em 16 de agosto de 2007, Nova York) foi um baterista e compositor de Jazz, um dos percussionistas modernos mais influentes e amplamente gravados.

Roach cresceu na cidade de nava york e, quando criança, tocava bateria em bandas gospel. No início da década de 1940, começou a se apresentar com um grupo de músicos inovadores, incluindo Charlie Parker e Dizzy Gillespie — em casas noturnas famosas como Monroe's Uptown House e Minton's Playhouse. 

Suas jam sessions deram origem ao Bebop, um estilo de jazz que transferiu a pulsação fixa do bumbo para o prato de condução e criou uma textura polirrítmica e percussiva explorando a flexibilidade do conjunto de bateria trap. Ao desenvolver cuidadosamente ideias temáticas em sua bateria, Roach elevou o percussionista ao nível de improvisadores melódicos.

Roach participou de gravações do quinteto de Parker em 1947-48 e no "Miles Davis Sessions" que mais tarde foram reunidas no álbum Birth of the Cool de 1957. Em 1954 tornou-se co-líder de um quinteto com o trompetista Clifford Brown. O grupo produziu uma série de gravações influentes e revolucionárias antes de um acidente de carro vitimar em 1956 Clifford Brown e outro membro da banda. 

Posteriormente, Roach formou outros conjuntos, muitos dos quais não incluíam um pianista. Em 1960, compôs com o letrista Oscar Brown Jr. "We Insist! Freedom Now Suite" para sua futura esposa, a vocalista Abbey Lincoln, com grupo vocal gospel, solistas instrumentais e uma banda. O tema da obra, igualdade racial, refletia o ativismo político de Max Roach. 

No início da década de 1970, ele fundou um conjunto de percussão, o M'Boom, com experimentações percussivas, e em 1972 começou a lecionar na Universidade de Massachusetts. Em 1980, embarcou em uma série de duetos com improvisadores de vanguarda como o pianista Cecil Taylor e o saxofonista Anthony Braxton.

Frequentemente envolvido em projetos inusitados, Roach se apresentou com um rapper e acompanhou leituras de poetas em saraus. Sua banda "Max Roach Double Quartet" foi única pela inclusão de músicos de cordas improvisadores. Roach continuou a fazer turnês no início do século XXI. Entre suas numerosas composições estavam obras para peças de teatro, filmes e peças de dança. 

Max Roach recebeu muitas honrarias, incluindo uma bolsa da Fundação MacArthur em 1988, fundação privada e independente criada em 1970 pelos filantropos John e Catherine MacArthur. A missão da Fundação MacArthur é “apoiar pessoas criativas e instituições eficazes comprometidas com a construção de um mundo mais justo, verdejante e pacífico”. Com sede em Chicago, a fundação também possui escritórios na Índia, México, Nigéria e Rússia.