Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Magic Sam - West Side Soul

Magic Sam Blues Band

West Side Soul - 1967

Magic Sam foi um grande guitarrista, um mestre em tremolo, e também um grande cantor. Infelizmente, ele faleceu aos 32 anos de um ataque do coração dois anos depois de lançar esse seu disco de estréia. West Side Soul é um daqueles grandes discos que são indispensáveis para aqueles que gostam de blues. Na verdade, é uma referência para os guitarristas e um dos melhores discos do gênero de todos os tempos. Magic Sam é o link entre os mestres do blues da geração de Muddy Waters e John Lee Hooker e os mais novos, como Johnny Winter, Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton.

Banda:
Magic Sam - guitarra, vocal
Mighty Joe Young - guitarra
Stockholm Slim - piano
Earnest Johnson - baixo
Odie Payne, Jr. - bateria

Tracks:
1 That's All I Need
2 I Need You So Bad - B.B. King
3 I Feel So Good (I Wanna Boogie)
4 All of Your Love - Otis Rush
5 I Don't Want No Woman
6 Sweet Home Chicago - Robert Johnson
7 I Found a New Love
8 Every Night and Every Day
9 Lookin' Good
10 My Love Will Never Die - Willie Dixon
11 Mama Talk to Your Daughter - J.B. Lenoir
12 I Don't Want No Woman (alternate take)

Ficha técnica:
West Side Soul (Deluxe Edition) ℗ 1990 Delmark Records Released on: 1990-01-01 Producer: Robert G. Koester Music Publisher: Conrad Music/Leric Music Music Publisher: BMI

Canal Oficial: Magic Sam


Biografia: Magic Sam

Samuel Maghett nasceu em 14 de fevereiro de 1937 em uma fazenda no centro do Mississippi, a 13 quilômetros a leste de Granada. Aos 13 anos, como a maioria das crianças de sua idade, ele já trabalhava o dia todo, mas encontrou tempo para começar a aprender a tocar violão esticando cordas presas a pregos cravados na parede, de maneira semelhante à guitarra primitiva de uma corda só de Big Joe Williams (descrita nas notas de Piney Woods Blues, DL-602, de Delmark).


A família Maghett teve seu primeiro gostinho da vida na cidade grande quando se mudou para Chicago em 1960. Sam decidiu que nunca mais queria morar no Sul — a relativa liberdade da vida urbana o mudou de ideia de uma vez por todas. Quando frequentava a escola primária Drake, na Zona Sul de Chicago, costumava levar seu violão consigo. Seus colegas costumavam provocá-lo por causa disso, mas certa manhã Sam tocou para todos os alunos na assembleia, conquistou a simpatia das meninas e "voltou para casa com o bolso cheio de números de telefone".

Um ano depois, enquanto tocava violão sob uma árvore em seu quintal, na esquina da 27th com a Calumet, Sam atraiu a atenção de um bluseiro chamado Cadillac Jake, que por acaso passava por ali. Jake o encorajou e eles se reencontrariam anos depois, quando o bluseiro se tornou um cantor de blues e gaitista. Naquela época, Sam já havia formado sua primeira banda com Syl Johnson (mais recentemente conhecido por sua gravação de "Sock It To Me") e Mack Thompson, que ainda toca com Sam em muitos trabalhos. Foi Thompson quem apelidou Magic Sam, rimando com seu sobrenome.

Mesmo quando ainda era um bluseiro, Shakey Jake "seguia Muddy Waters" e, quando reencontrou Magic Sam em 1954, encorajou-o a cantar e tocar. Até então, Sam estava mais interessado em tocar violão, mas, depois de superar a timidez inicial, tornou-se bom o suficiente para se tornar um cantor de R&B no mundo da música comercial. No entanto, orgulhava-se muito da herança do blues e "decidiu se ater ao blues". Continuou a praticar com Shakey Jake e outro harpista chamado Blues King e desenvolveu seu estilo vocal cantando com um grupo gospel familiar, o Morning View Special.

Em 1955, Sam estava pronto para tocar em clubes de blues. Certa noite, Jake o levou ao 708 Club, na East 47th Street, onde Muddy Waters estava tocando. Jake convenceu Muddy a deixar Sam participar de uma apresentação, após isso o dono do clube o contratou para acompanhar a banda de Muddy. Em 1957, ele fez suas primeiras gravações para o selo Cobra. Sam lembra que Eli Toscano, o dono do selo, tinha um jeito de enviar o som por alguns tubos em uma sala dos fundos e de volta para criar a reverberação ideal.

Após um período no exército, Sam gravou novamente para o selo Chief em 1960 e 1961, tocando em clubes nas zonas Oeste e Norte. Seu modo de tocar violão amadureceu e sua voz melhorou gradualmente em profundidade à medida que ele se concentrava em seu canto. Mais tarde, ele se mudou para o Club Alex na West Roosevelt Road, onde às vezes tocava junto com a banda de Muddy Waters. Ele também transmitia frequentemente nos programas de Big Bill Hill na WOPA de Copacabana. Na época desta gravação, ele estava trabalhando com mais frequência ao lado de Muddy Waters e Howling Wolf no famoso clube de blues de Sylvio em Lake e Kedzie e fazendo noites de folga ocasionalmente no Mother Blues na Wells Street. Seus 45's mais recentes foram do selo Crash de Al Benson em 1966.

Dizer que West Side Soul é um dos grandes álbuns de blues, um dos álbuns-chave (se não o álbum-chave) do blues elétrico moderno é totalmente verdade, mas tende a menosprezar o álbum de estreia de Magic Sam. Este é o efeito colateral inevitável do tempo, quando um álbum com décadas de idade entra para os livros de história, mas este não é um álbum que deva ser preservado em âmbar, visto apenas como um disco importante. Porque este é um disco que explode de vida, um disco com tanta energia, ele não soa antigo.

Claro, parte do motivo pelo qual soa tão moderno é porque este é o modelo para a maioria do blues moderno, seja ele de Chicago ou de outro lugar. Magic Sam pode não ter sido o primeiro a misturar o soul uptown com o blues urbano, mas foi o primeiro a capturar não apenas a paixão do soul, mas também sua elegância sutil, mantendo o poder de fogo de um bar de blues noturno. Ouça como o álbum começa, com "That's All I Need", uma música suingada que tem tanto em comum com Curtis Mayfield quanto com Muddy Waters, mas não soa como nenhum dos dois — é uma síntese idealizada por Magic Sam, rolando na cadência magnífica e com delay de sua guitarra e impulsionada por seus vocais apaixonados.

West Side Soul seria incrível se tivesse apenas esse tipo de soul-blues, mas também é repleto de blues elétrico intenso e intenso, alimentado pela execução selvagem de Magic Sam e Mighty Joe Young — não apenas nos solos, mas também no ritmo, veja como "I Feel So Good (I Wanna Boogie)" soa descontrolada à medida que avança. Da mesma forma, os vocais de Magic Sam são sensíveis ou vigorosos, dependendo do que a música exige. Alguns desses elementos podem já ter sido ouvidos antes, mas nunca em um ambiente tão cheio de energia e inventividade; não parece ter sido gravado em um estúdio, parece a melhor noite em uma boate lotada.

Mas é mais do que isso, porque há uma diversidade sonora aqui, uma originalidade tão destemida, que ele não só torna "Sweet Home Chicago" sua (nenhuma versão anterior ou posterior é tão definitiva quanto esta), como também cria o som de blues moderno, carregado de soul e de alta voltagem, que todos imitaram e ninguém superou nos anos seguintes. E, mais uma vez, isso faz com que pareça uma aula de história, mas não é. Esta música é viva, vibrante e vital — nada soa tão torturado quanto "I Need You So Bad", nenhum boogie é tão contagiante quanto "Mama, Mama Talk to Your Daughter", nenhum blues tão assombroso quanto "All of Your Love". 

"Não importa o ano em que você ouça, você nunca ouvirá um disco melhor e mais emocionante daquele ano"

Entrevista: Lazzo Matumbi

Lazzo Matumbi 
“Parece um projeto de extermínio dos negros. Temos que lutar por Brasil mais justo"

Créditos do Canal: Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Eliano Jorge Imagem e edição: João Cayres Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é o canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e sextas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

Canal: Bob Fernandes


♪ Antes de ficar popularizado como Lazzo Matumbi, um dos mais importantes cantores e compositores do universo musical afro-baiano, o soteropolitano Lázaro Jerônimo Ferreira já foi conhecido como Lazinho do Ilê – em alusão ao fato de ter sido um dos vocalistas do bloco afro Ilê Aiyê de 1978 a 1980 – e Lazinho Diamante Negro.

Matumbi, referência no Samba/Reggae
Voz ativista da Bahia, de importância fundamental na popularização do samba-reggae e do reggae, Lázaro virou Lazzo Matumbi em 1981, ano em que iniciou carreira solo com a edição de single duplo autoral com as músicas Salve a Jamaica (Homenagem a Bob Marley) e Guarajuba.

Em toda sua caminhada solo são sintetizados em documentário filmado sob a direção da cineasta Urânia Muzanzu e em fase de finalização. As gravações aconteceram em locações como o Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal do artista que completará 64 anos em 24 de março.

Para quem não liga o nome ao som, Lazzo Matumbi é o compositor de músicas como Alegria da cidade (1988, em parceria com Jorge Portugal), Kindala (1991, em parceria com José Carlos Capinan) e Me abraça e me beija (1988, em parceria com Gileno Félix), entre outros temas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

DiScOs InCrÍvEiS: Big Brother & The Holding Company (Janis Joplin)

Janis Joplin
Big Brother & The Holding Company

Capa do álbum Cheap Trhills (1968)
Cheap Thrills 
Box of Pearls - 1999 -

Em 1968, quando o Big Brother & The Holding Company fez seu segundo álbum, o LP que eles planejavam lançar foi cancelado pela gravadora. O título foi encurtado de Sex, Dope and Cheap Thrills para apenas Cheap Thrills, e as músicas de estúdio que eles gravaram foram mixadas com sons da plateia para dar aos ouvintes a impressão de que era um álbum de concerto – em parte porque as bandas de São Francisco eram conhecidas por seus shows poderosos na época. Além disso, uma música ao vivo foi incluída no disco no final.

Foi uma bagunça, mas Cheap Thrills conseguiu se livrar da maioria desses problemas de bastidores quando foi lançado em agosto de 1968 e disparou para o primeiro lugar, transformando a vocalista e figura central do Big Brother – a ainda desconhecida Janis Joplin – em uma estrela. E mesmo que o resto da banda pudesse ser desleixado em sua abordagem às vezes, Cheap Thrills se tornou um dos maiores álbuns da época e um marco para a eletrizante Janis Joplin.

Inclui algumas conversas de estúdio e tomadas brutas que nos levam para dentro do estúdio enquanto o álbum clássico da banda estava sendo feito. Mas, no fim das contas, esses dois discos não oferecem nada que você não possa obter do LP single. Ainda assim, captura alguns meses de 1968 antes da tempestade chegar e mudar tudo para o grupo e, mais importante, para sua promissora vocalista.

Encarte e ficha técnica
Todas as músicas se destacam, e no bonus uma apresentação de "Piece of My Heart", que inclui uma performance mais marcada e torturada de Joplin, e uma tentativa inicial de "Summertime", que resolve alguns dos problemas em tempo real. 

E a abertura do álbum com "Combination of the Two", se desenrola como o álbum muito original. Ainda assim, a estrela aqui – assim como no LP original – é Joplin, entregando sua performance inovadora com uma confiança que praticamente supera as demais deficiências da banda. Sua voz rouca não é tão suingada quanto martela; há paixão genuína aqui, enquanto suas homenagens aos seus heróis do blues e do R&B transitam da reverência cautelosa à dominação total.

Ela ataca em "Roadblock" e nos emociona em "Farewell Song", duas músicas das sessões que não entraram no álbum final e que meio que resumem a estética do Big Brother and the Holding Company em 1968. Pouco depois do lançamento de Cheap Thrills , Joplin — seu status subiu consideravelmente — e o guitarrista Sam Andrew saíram para formar a Kozmic Blues Band e, efetivamente, plantar as sementes de sua carreira solo.

Big Brother & The Holding Company: 

David Getz - Drums
Peter Albin - Baixo
James Gurley - Guitarra
Sam Andrew - Guitarra
Janis Joplin - Vocalista

Álbum original produzido por John Simon. Box remasterizado e produzido por Bob Irwin, 1999.


Faixas do disco:
1. Combination Of The Two
2. I Need A Man To Love
3. Summertime
4. Peace Of My Heart
5. Turtle Blues
6. Oh, Sweet Mary
7. Ball And Chain

Bonus:
8. Roadblock
9. Flower In The Sun
10. Catch Me Daddy (live)
11. Magic Of Love (live)
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terça-feira, 2 de setembro de 2025

BiOgRaFiA: ETTA JAMES

 Etta James

"matriarca do rhythm & blues"

Jamesetta Hawkins, cantora e compositora nascida em 25 de janeiro de 1938, em Los Angeles (CA), poderia ter nascido em estados do sul dos estados unidos, banhados pelas águas do Golfo do México, em Memphis, Tenesse; no South Side de Chicago, ou no Harlem, em Nova York; até mesmo em Detroit, a "Motor Town", incubadora do Funk e do Soul. Mas nasceu na dourada Califórnia, no centro da indústria do cinema. Conheceu a vida no gueto negro de Watts, que seria palco dos históricos protestos raciais de 1965. Nascida de mãe solteira e adolescente (Dorothy Hawkins, 14 anos) e pai desconhecido, a menina foi criada por uma série de pais adotivos, principalmente por Sarge e Mama Lu. Já aos cinco anos, Jamesetta era a atração no coro da igreja batista de St. Paul. Sarge a acordava no meio da madrugada e a obrigava, à força de palmadas, a cantar para seus amigos.

Quando Jamesetta, aos quinze anos, voltou a morar com a mãe biológica no bairro de Filmore, em São Francisco. Empolgada pelo estilo vocal doo-wop e pelos girl groups da época, ela formou um trio chamado The Creolettes com as irmãs Mitchell, Jean e Abysinia. O músico Johnny Otis, encantado com a presença de palco de Jamesetta, contratou-a na hora, mudando o nome do grupo para The Peaces (apelido de infância) e mudou seu nome para Etta James. 

O grupo fechou contrato com a gravadora Modern Records e lançaram em fevereiro de 1955, tendo Etta como coautora, "Roll With Me, Henry", que chegou ao número um da parada de Rhythm & Blues.

Após um período de razoável sucesso e turnês com B.B. King e Little Richard, seu contrato com a Modern encerrou e Etta foi encontrada em Chicago, na rua da amargura, pelo cantor Harvey Fuqua, dos The Moonglows, que convenceu Leonard Chess a pagar as contas de hotel da cantora em troca de uma sessão para o selo Argo, da gravadora Chess Records. Isso rendeu a Ella uma carreira solo ao longo dos quatro anos seguintes. A parceria com Fuqua envolveu também um relacionamento amoroso.

Nesse período, Etta tinha toda estrutura e até uma orquestra a exemple de divas do Jazz como Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Dinah Washington. O repertório de Etta, apesar dos toques jazzísticos, abrangia o rico universo da música negra naquele momento: Doo-wop, rhythm & blues, gospel, e até rock "n" roll fazendo os vocais de fundo em "Back In USA", de Chuck Berry.

Etta com a banda de Chuck Berry.

Adentrando aos anos sessenta, exatemente em 1961, Etta lançou aquela que se tornaria sua assinatura musical, "At Last", canção de Mack Gordon e Harry Warren para o filme musical de 1941, Serenata Azul (orquestra Wives), interpretada pela orquestra de Glenn Miller. Virou um clássico da música americana.

Nos anos 1960, com seu vozeirão cheio de suingue, Etta James influenciou muitas jovens cantoras como Diana Ross das The Supremes e a ícone do rock, Janis Joplin. A primeira vez que  fugiu de casa, Janis descobriu Etta cantando blues numa pista de dança em Tulsa, Oklahoma, à beira da Rota 66. Etta lembra-se de avistar uma moça branca no meio de uma platéia só de negros. A menina já era uma  apaixonada pela música negra americana.

Janis entrou nos bastidores do show e ficou o tempo todo observando a banda tocar. O estilo vocal de Etta James teve uma influência marcante em Janis, que já fazia uma transição do estilo Blues para o Soul quando acidentalmente faleceu.

Álbum Tell Mama, 1968.
Vários álbuns foram lançados nessa década: At Last! (1960), The Second Time Around (1961), Sings For Lovers (1962), Rocks The House (1963), The Queen of Soul (1965), Call My Name (1967) e Tell Mama de 1968. Alternando ainda com vários singles nas paradas de sucesso. Na chegada da década de setenta, Etta começa a gravar discos mais focados no Rock e também no Funk. Álbuns ao vivo são lançados como o disco "Etta Is Betta Than Evvah!", gravado no festival de Montreux de 1976. 

Em 1979 e 1981, participou das turnês da banda The Rolling Stones. A matriarca do rhythm & blues, ao longo de sua extensa carreira, gravou discos e mais discos sempre alternando os estilos. Etta James visitou o Brasil, notadamente em 1989, no primeiro Festival de Blues de Ribeirão Preto, e em 1994, com sua banda The Roots, no Free Jazz.

Em 2008, a Sonny Pictures lançou o longa Cadillac Records, em que aparecem com destaque artistas como Muddy Waters, Chuck Berry, Little Walter e Etta James, cujo papel foi interpretado por Beyoncé. O ponto focal do filme é a história da gravadora Chess Records e o Blues de Chicago.

Etta sofreu com os abusos de drogas e álcool durante bom períodos da sua carreira, frequentou alguns centros de reabilitação e sofreu as consequências ao final de sua vida. Em 2011 foi diagnosticada com leucemia terminal, e faleceu em 2012. Ela foi enterrada no park cemetery, lugar onde uma galáxia de outras celebridades e artistas estão.

Raros músicos frenquentaram tanto a parada de sucessos e foram tão homenageados como Etta James. Ganhou seis Grammys e 17 Blues Music Awards. Inscrita no Rock and Roll Hall of Fame, Blues Hall of Fame e Grammy Hall of Fame. Porém ela resumiu sua filosofia exixtencial numa frase de extrema simplicidade: "Sinto-me muito feliz de estar viva e poder caminhar com meus próprios pés".


Festival: James Brown

James Brown 
| Full Concert | 
| North Sea Jazz Festival |
| 2004 |

James Joseph Brown (3 de maio de 1933 – 25 de dezembro de 2006) foi um cantor, dançarino e músico americano. Fundador do funk e figura importante da música do século XX, ele é conhecido por vários apelidos, entre eles "O Homem Mais Trabalhador do Show Business", "Padrinho do Soul", "Sr. Dinamite" e "Irmão do Soul Nº 1".


James Brown (na época do show) Seria difícil encontrar alguém no North Sea Jazz Festival que não conhecesse James Brown. Até mesmo seu título honorário de Padrinho do Soul é de conhecimento geral. Nem todo mundo sabe, porém, que o homem teve 114 músicas na parada de singles de R&B da Billboard. 94 desses singles chegaram à Hot 100 e 17 conquistaram a primeira posição. Nada mal para um garoto negro e pobre. Em 1965, ele lançou seu primeiro sucesso pop com "Papa's Got a Brand New Bag" e, nos dez anos seguintes, emplacou sucesso após sucesso com "Sex Machine", tornando-se inegavelmente o maior. Mais alguns números. Durante as James Brown Revues, o cantor dançante perdeu três quilos por noite. Brown está na casa dos setenta agora, mas seus shows ainda são garantia de sucesso.

LINEUP: James Brown; Cynthia Moore, Damon Wood, Danny Ray, Erik Hargrove, Fred Thomas, George Nealy, Hollie Farris, Jeffrey Watkins, Keith Jenkins, Kelly Jarrell, Leroy Harper, Robert Thompson, Roosevelt Johnson, Sara Raya, Sheila Wheat, Tommi Rae Hynie, Willie Ray Brundidge, Yonna Wynne.

SETLIST: 
0:00 Danny Ray introduces the crew. Soul Generals: 1:31 Damn Right I Am Somebody 6:22 Ain't It Funky 7:40 Gimme Some More James Brown: 7:57 Danny Ray Introduction 10:32 Make It Funky 16:29 Get Up Offa That Thing 22:52 Soul Power/Soul Man 29:40 Blues In The Night 31:45 I Got The Feelin' 35:05 Try Me 37:38 Get on the Good Foot 43:08 Mother Popcorn 43:34 Blues In The Night (again) 48:01 The Payback 49:26 It's A Man's World 58:24 I Feel Good 1:02:47 Mother Popcorn (again) 1:03:06 Speech 1:04:42 Sex Machine.